Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

domingo, março 29, 2009

Encarnacion Marins Sturion




PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS JOÃO UMBERTO NASSIF Jornalista e Radialista joaonassif@gmail.com
Sábado, 28 de março de 2009
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://www.tribunatp.com.br/
http://www.teleresponde.com.br/ http://blognassif.blogspot.com/




ENTREVISTADA: Encarnacion Marins Sturion


Ela é uma das pessoas mais conhecidas e estimadas da comunidade Piracicabana. Dona Encarnação e Seu Toninho durante décadas foram proprietários de uma banca no Mercado Municipal de Piracicaba. A especialidade deles eram os famosos pastéis, folhados, salgados, sempre acompanhados de uma caçulinha, um café com leite ou um pingado. Piracicaba evoluiu, o mercado sofreu reformas em suas estruturas, mas as lembranças permanecem límpidas na memória dessa senhora que até hoje é extremamente dinâmica. Nascida em 24 de setembro de 1926, Dona Encarnação parece ainda estar no mesmo ritmo que sempre levou, de muito trabalho e disposição para viver.
Dona Encarnacion, o seu nome tem uma origem peculiar?
Encarnacion era o nome de uma moça que foi namorada do meu pai João Miguel Marins quando ele ainda morava na Espanha. Minha mãe era Henriqueta Sanches Frias. Foi muito amiga da Dona Rosa Canaan Nassif. Passavam muitas tardes juntas, conversando, lanchavam juntas. Lembro-me de Dona Rosa, que ficava sentada no estabelecimento comercial onde hoje funciona uma lotérica, na esquina das Ruas do Rosário e Avenida Dr. Edgar Conceição. Uma imagem que permaneceu na minha lembrança eram os braceletes de ouro que ela usava! A nossa casa ficava onde hoje é o Banco do Brasil da Paulista. Dessa casa saíram cinco noivas! Eu fui uma delas. Onde hoje é o Banco Itaú havia uma casa de propriedade do meu pai e que era alugada. A nossa casa tinha as portas de duas folhas, colocava-se uma cadeira segurando as duas folhas. A distração da minha mãe era conversar com a Dona Rosa e com uma outra comadre. A casa permanecia o dia todo com apenas a cadeira segurando a porta! Não era comum usar chave, cadeado nem pensar.
O pai da senhora, João Miguel Marins trabalhava em que atividade?
Ele tinha sítio no Marins. Lá se chama Bairro do Marins por causa do meu pai, do meu avô. Meu pai veio da Espanha com 17 anos de idade e minha mãe com 9 anos. Eles tiveram os filhos: Isabel, Augusta, Maria, Encarnacion, Inês, José, Adelaide. Quando papai deixou de trabalhar exclusivamente no sítio, ele ia ao Mercado Municipal, comprava produtos de excelente qualidade, juntamente com banana, feijão que vinha do nosso sítio, e vendia para as donas de casa da Rua Governador. Naquele tempo as donas de casa não tinham o habito que nós temos hoje de ir ao supermercado. Nem havia supermercado. Aqui na Paulista não tinha quase casa. Não havia calçada, eram armazéns com uns poucos sacos de cereais a granel. As compras eram marcadas em cadernetas, á lápis. Ninguém “tungava” ninguém naquele tempo.
A Avenida Madre Maria Teodora era terra nua?
Na época era conhecida como Morro do Enxofre. Quando saímos de noiva tinha uma valeta tão grande na frente da casa do meu pai, isso em decorrência das águas de chuvas, as crianças brincavam naquela água e muitas acabarem afogando-se, indo parar no bueiro lá no fim da hoje Avenida Madre Maria Teodora.
Naquela época era hábito o namoro terminar ás 10 horas da noite?
Imagine! Ás nove horas da noite minha mãe já falava: “-Menina, amanhã você tem que levantar cedo!”.
O namorado que veio depois a ser o marido da senhora chamava-se como?
Era Antonio Sturion. No período em que namoramos, ele tinha a profissão de alfaiate. Era de família com origem em Saltinho, mas já estavam todos morando em Piracicaba, em frente á Santa Casa, onde hoje há um edifício com consultórios médicos. O Antonio, e seus irmãos José e Nozor Sturion eram alfaiates. Naquela época usava-se muito terno e ninguém comprava pronto. O meu sogro, Martinho Sturion era guarda no Mercado Municipal. A minha sogra chamava-se Angelina Ramelli Brancalion.
A senhora casou-se quando?
Casei-me no dia 28 de julho de 1946 na Igreja São Benedito. O Antonio pertencia á Paróquia da Catedral, naquela época ela estava em reforma. Então o casamento era feito na Igreja São Benedito. Os móveis do meu casamento foram feitos pelo Seu Luiz Nardin. A festa do meu casamento foi feita na casa do meu pai. Lembro-me que as cocadas eram fornecidas pelo Martini. A minha cunhada, Mirtes Sturion, irmã do meu marido, trabalhava na casa do Dr. Nelson Meirelles e Dona Livica. Ela os convidou para virem no meu casamento. O casamento foi realizado ás 2 horas da tarde. Teve o bolo, foi em um período em que o trigo estava racionado. Quem fez o meu bolo foi Dona Alzira Adamoli, há 60 anos só ela que fazia bolo de casamento. Quando Dona Livica e Dr. Nelson chegaram á festa do meu casamento quase morri de vergonha, tinha praticamente acabado tudo! Alguém foi até o local mais próximo buscar refrigerante, que naquele tempo era servido á temperatura ambiente! Não havia geladeira onde foram buscar.
Como surgiu o negócio de pastelaria no mercado?
O meu sogro pelo fato de já estar trabalhando no mercado acabou comprando um negócio voltado a servir café, pastel, lanches. Comprou um box para cada filho, eram em três irmãos. O Mansur era um comerciante que tinha loja no mercado, e que mais tarde veio a ser a Arca de Noé, já na Rua Governador Pedro de Toledo. Ele era solteirão, depois se casou com uma moça que veio da sua terra de origem. Chamava-se Sonia. A nossa banca vendia pastel, folhado, bolo de fubá, bolo de trigo, sanduíche. Abria ás seis horas da manhã e fechava ás seis horas da tarde. Ficava o dia inteiro fora de casa. Eu vinha á pé, correndo para amamentar o meu filho quando ele era ainda pequeno. E voltava a pé. Nesse tempo eu era feliz e não sabia. O nosso pastel era “puxado” na mão. Meu marido fazia um pastel que era uma delícia. Até hoje encontro pessoas que dizem sentir saudades do nosso pastel, do folhado que fazíamos. Até hoje ainda faço para a minha neta! Naquela época fazíamos pastel de queijo, carne, bacalhau, geralmente acompanhado de uma caçulinha, uma cerejinha, pingado ou uma média. Era uma delícia.
A senhora morava bem em frente onde hoje é a Praça Takaki, como era na época esse espaço?
Minha mãe criava cabra onde hoje é a Praça Takaki. Os cabritinhos quando estavam em uma idade de serem comercializados minha mãe vendia. As cabras a minha mãe amarrava no local onde hoje é a Praça Takaki. Á noite, antes de nós dormirmos, minha mãe fervia aquelas paneladas de leite e tomávamos, nós disputávamos a nata do leite! Minha mãe fazia até manteiga. Quase em frente á nossa casa morava o único motorista de táxi da Paulista, o Zaíco Martins. Era uma pessoa muito prestativa. Foi dele que meu marido e eu compramos o lote onde mais tarde construímos a nossa casa. O lote já tinha até poço d água, naquela época não havia água encanada na Paulista. Pagamos em prestações. Um freguês nosso, de nome Antonio, trabalhava no mercado e nas horas vagas construía casas. Ele que construiu nossa casa. Eu me comunicava com meu pai e com a minha mãe por cima da cerca! Papai cultivava uma horta no terreno da sua casa. Ele tinha um amigo chamado Manoel Castilho, casado com Dona Lili, ele é pai da Ivone, Hélio, Verônica. A Ivone era muita amiga da minha irmã Adelaide. A Ivone deve ter sido a moça mais bonita da Paulista.
Acima da Praça Takaki era uma área descampada?
Havia cana de açúcar plantada e um enorme descampado. Tinha plantação de algodão. Onde hoje é a Rua Sud Mennucci havia uma santa cruz. Nós tínhamos medo de passar lá. Próximo onde hoje é a Peixaria Lagostim havia alguns pés de manga. O senhor que cuidava da área chamava-se Ló, quando crianças nós íamos apanhar mangas, sem o conhecimento dele. Ele era um homem bravo, mas nós dávamos um jeito de apanhar as mangas.
Das construções existentes na época há um sobrado, que foi construído em 1934, a senhora chegou a freqüentá-lo?
Eu ia lá para arrumar o cabelo da minha amiga que morava lá, a Isabel. Eu tinha vergonha de ir lá, achava tão chique a casa da Isabel, ela me convidava para ir lá para enrolar o cabelo dela. Só tinha esse sobrado, era famoso, o lugar mais chique do bairro. Conheci um irmão dela, o Geraldo, que faleceu muito novo. Era um moço lindo. Eu comecei a trabalhar muito nova. Trabalhei na casa do gerente da Empresa Elétrica, o Seu Carlos Sachs. A sua esposa era a Dona Josefina, mãe do Dr. Japur. Depois fui trabalhar na Fábrica de Tecido Boyes, voltava para casa, comia alguma coisa, colocava um chapéu de palha na cabeça e ia apanhar algodão, onde hoje existe o Posto de Gasolina Jóia. Era plantação da família Conceição. O dinheiro que eu recebia da Boyes entregava para a minha mãe. O pouco dinheiro que conseguia ganhar apanhando algodão era para comprar tecidos para fazer minhas roupas. Naquela época era tudo feito em casa. Para comprar alguma coisa pronta era quase impossível. Eu tinha uma amiga que trabalhava na fábrica, só que ela usava o dinheiro que ganhava para mandar fazer vestidos lindos. Na época a Generosa era uma das melhores costureiras da cidade, ela morava na Rua São Francisco de Assis. Só os mais abastados é que mandavam fazer roupas lá. As nossas roupas eram feitas pela minha irmã mais velha que tinha sido aluna da Dona Alice Caprecci Soares, professora de corte e costura.
A senhora guarda muitas lembranças do Mercado Municipal?
A nossa banca ficava na primeira porta no sentido de quem vem pela Rua Governador no sentido centro para o bairro. Entrando, do lado esquerdo existe uma banca que têm uma grande variedade de itens para lanches, do lado direito tem um café. Seguindo, o nosso café ficava em frente ao açougue do Ubices. Hoje restou muito pouca gente da minha época. Naquele tempo a Aparecida Correia vendia flores. A Dona Therezinha que também vendia flores. O Henrique Usberti que tem o açougue. A Maria Portuguesa que vendia verduras, a mãe dela veio de Portugal e logo foi trabalhar no mercado. O José Bernardino está lá até agora. Vendi o meu café há 26 anos, quem comprou está lá até hoje. O Mori tinha uma peixaria. O Garcia tinha uma peixaria bem pegadinho com nós. Ainda está lá o Irineu Lopes, com armazém. Cada vez que vou ao centro vou ao mercado. Eu adoro lá. Éramos muito unidos. O Valdir Pachani tem banca lá. Os filhos do Spironelo permanecem. Existe a Banca do Laurinho. O Antonio Bracalion que é meu primo e compadre. O Caetano tem dois filhos, cada um trabalhando em uma banca.
A senhora entre inúmeros clientes teve alguns nomes importantes?
O Seu João Dutra, Arquimedes Dutra, eram todos nossos amigos. Iam tomar café lá. Minha nora Gilma Lucasechi Sturion chegou a executar pinturas sob orientação deles. O Seu João Dutra, que era mais velho do que o Arquimedes, ia tomar café com o meu marido Ele dizia: “-Sturion, vamos pescar na Rua do Porto?”. Meu marido sempre gostou de pescar.
A senhora também pescava?
Pescava com uma varinha!
A senhora chegou a ir a um estádio de futebol?
Eu ia. Sou Quinzista e Palmeirense! Hoje não vou mais por falta de condução. O meu marido jogava no MAF e no Jaraguá Futebol Clube. O campo ficava onde hoje está o Bazar do Bebê e aquele conjunto de lojas, na Paulista.
Em frente á Estação da Paulista existia uma sorveteria famosa?
No sobrado que fica na Rua Boa Morte, em frente á entrada principal da Estação da Paulista, existia a sorveteria do Seu Augusto. Ali os moços vinham namorar as meninas que moravam acima da linha da estação do trem. Era uma beleza. A concentração era lá. O seu Augusto fazia um sorvete de coco delicioso. Ela dava quatrocentão, o sorvete custava duzentos réis.
Como era a história do sinal que tocava ás 8 horas no mercado?
Lá pelas 8 horas da manhã batia um sinal, quem estava com alface, abobrinha, em cima da banca, colocava em uma cesta e ia vender na rua. A banca ficava desocupada. Só permaneciam os açougueiros, pastelarias. Onde hoje está o Brancalion era tudo descoberto, eram bancas de granito, grandes, existiam as de madeira também.
Hoje qual é sua distração?
Leio muito jornal, acompanho tudo pela televisão.
Comparando a época anterior com os dias de hoje qual é a opinião da senhora?
Eu acho que tudo está melhor.
A senhora gosta de música?
Muito! Meu marido tocava muito bem violão.
A senhora escutava rádio?
Em casa tinha um radinho, do tipo existente antigamente. Minha mãe não perdia um capítulo da novela “O Direito de Nascer” transmitido pelo rádio. Meu pai gostava de ouvir um missionário falar sobre religião.
A senhora lembra-se de ter ido a algum comício na Paulista?
Eu ia a todos. Do Guidotti. Do Salgot. Eles faziam comício e carreata, era com carrinho de tração animal, não havia quase carros. Ali no barracão que existe até hoje na Rua do Rosário, 2561 era o local onde havia reuniões de igreja, uma conferencia como agora tem na igreja São José. Que eu me lembre não havia outro lugar para nos reunirmos. Às vezes vinham missionários.







sábado, março 28, 2009

O único pecado de um empresário é não lucrar.
Benjamin Franklin.



O FAX DO NIRSO....

UM GERENTE DE VENDAS RECEBEU O SEGUINTE FAX DE UM DOS SEUS NOVOS VENDEDORES:

''SEO GOMIS, O CRIENTE DE BELZONTE PIDIU MAIS CUATRUCENTA PESSA.FAZ FAVOR TOMÁ AS PROVIDENSSA.ABRASSO, NIRSO.''

APROXIMADAMENTE UMA HORA DEPOIS, RECEBEU OUTRO:

''SEO GOMIS, OS RELATÓRIO DI VENDA VAI XEGÁ ATRAZADO PROQUE TÔ FEXANDO UMAS VENDA.TEMO QUE MANDA TREIS MIL PESSA. AMANHÃ TÔ XEGANDO.ABRASSO, NIRSO.''

NO DIA SEGUINTE:

''SEO GOMIS, NUM XEGUEI PUCAUSA DE QUE VENDI MAIS DEIS MIL EM BERABA. TÔINDO PRA BRAZILHA.ABRASSO, NIRSO.''

NO OUTRO:

''SEO GOMIS, BRAZILHA FEXÔ 20 MIL. VÔ PRA FROLINOPOLIS E DE LÁ PRA SUM PAULO NO VINHÃO DAS CETE HORA.ABRASSO, NIRSO.''

E ASSIM FOI O MÊS INTEIRO. O GERENTE, MUITO PREOCUPADO COM A IMAGEM DA EMPRESA, LEVOU AO PRESIDENTE AS MENSAGENS QUE RECEBEU DO VENDEDOR.O PRESIDENTE ESCUTOU ATENTAMENTE O GERENTE E DISSE:

''DEIXA COMIGO, QUE EU TOMAREI AS PROVIDÊNCIAS NECESSÁRIAS.''

E TOMOU...
REDIGIU DE PRÓPRIO PUNHO UM AVISO E O AFIXOU NO MURAL DA EMPRESA, JUNTAMENTE COM AS MENSAGENS DE FAX DO VENDEDOR:

''A PARTI DE OJE NOIS TUDO VAMO FAZÊ FEITO O NIRSO. SI PRIOCUPÁ MENOS EM ISCREVÊ SERTO, MOD VENDÊ MAIZ.''

ACINADO, O PRIZIDENTI.

Colaboração ACB.


quinta-feira, março 26, 2009

Tim, tim

"Não se vêem mais patacas e dobrões, a não ser em filme de pirata. Moedas de encher algibeiras e baús e pesar no bolso. Moedas sonantes e ressonantes. Uma vez fui investigar a origem da expressão "tim-tim por tim-tim" e não encontrei nenhuma raiz grega ou tupi-guarani. "Tim" era apenas a reprodução onomatopéica do barulho que fazia uma moeda batendo na outra. O som de metal contra metal. Pagar alguém era colocar moedas na sua mão, e o ruído de um metal sobre o outro - tim, tim, tim, tim - era o registro de uma transação bem saldada, de algo trocado pelo seu valor em ouro ou prata, com todos os tins devidos. As moedas não representavam outra coisa, as moedas eram o dinheiro, soavam como dinheiro. Depois veio o papel-moeda, que tecnicamente não é dinheiro, é uma vaga promessa de algum dia se transformar em ouro ou prata, e começamos nosso afastamento do tim-tim. Culminando com as vastas somas virtuais que hoje cruzam os céus de computador para computador, em silêncio. Ganhamos o dinheiro asséptico, intocado por mãos humanas, mas perdemos a onomatopéia." Luis Fernando Veríssimo


*Curiosidades muito interessantes !*
OS ANTIGOS SABIAM DISTO....

*Uma fatia de cenoura parece um olho humano. A pupila, íris e linhas raiadassão semelhantes ao olho humano... e SIM, a ciência agora mostra que acenoura fortalece a circulação sanguínea e o funcionamento dos olhos.

*Um tomate tem quatro câmaras e é vermelho. O coração é vermelho e têm quatrocâmaras. Toda a investigação mostra que o tomate é de fato um puro alimentopara o coração e circulação sanguínea.

*As uvas crescem em cacho que tem a forma do coração. Cada uva assemelha-se a uma célula sanguínea e toda a investigação hoje em dia mostra que as uvassão também um alimento profundamente vitalizador para o coração e sangue.

*Uma noz parece um pequeno cérebro, com hemisférios esquerdo e direito,cerebelos superiores e inferiores. Até as rugas e folhos de uma noz sãosemelhantes ao neo-cortex. Agora sabemos que as nozes ajudam a desenvolvermais de 3 dúzias de neuro-transmissores para o funcionamento do cérebro.

*Os feijões realmente curam e ajudam a manter a função renal e sim, sãoexatamente idênticos aos rins humanos.

*O aipo, bok choy, ruibarbo e outros são idênticos a ossos.Estes alimentos atingem especificamente a força dos ossos. Os ossossão compostos por 23% de sódio e estes alimentos tem 23% de sódio. Senão tiver sódio suficiente na sua dieta o organismo retira sódio aosossos,deixando-os fracos. Estes alimentos reabastecem as necessidades do esqueleto.

*Beringelas, abacates e pêras ajudam à saúde e funcionamento do ventre e docervix femenino - eles são parecidos com estes órgãos. Atualmente ainvestigação mostra que quando uma mulher come um abacate por semana,equilibra as hormonas, não acumula gordura indesejada na gravidez e previne cancros cervicais.E que profundo é isto?... Demora exatamente 9 meses para um cultivarum abacate de flor a fruta.

*Existem mais de 14 000 componentes químicos fotolíticos em cada umdestes alimentos (a ciência moderna apenas estudou enomeou cerca de 141).

*Figos estão cheios de sementes estão pendurados aos pares quandocrescem. Os figos aumentam a mobilidade e aumentam os números doesperma masculino,assim como ajudam a ultrapassar a esterilidade masculina.

**diabetics As batatas doces são idênticas ao pâncreas e de factoequilibram o índiceglicémico de diabéticos.*Azeitonas ajudam a saúde e funcionamento dos ovários..

*Toranjas, laranjas e outros citrinos assemelham-se a glândulas mamariasfemininas e realmente ajudam à saúde das mamas e à circulação linfática,dentro e fora das mamas.

*As cebolas parecem células do corpo. A investigação atual mostra que acebola ajuda a limpar materiais excedentes de todas as células corporais.Até produzem lágrimas que lavam as camadas epiteliais dos olhos...

Colaboração (involuntária) by Edu.








EM UMA LOJA, A CAIXA AO LADO
PERMANECE FECHADA.
AO LER OS DIZERES ACIMA, O IMPULSO DA PESSOA É ABRIR
A PORTA DA CAIXA.
UM ESPELHO NO FUNDO DA CAIXA REFLETE O ROSTO DE QUEM
ABRIU A CAIXA.
FICA EM UMA LOJA DE FOTOCÓPIAS. ENQUANTO O CLIENTE
ESPERA, TAMBÉM É MOTIVADO A REFLETIR.


quarta-feira, março 25, 2009




"Pensar é o trabalho mais duro que há. O que é provavelmente o motivo por que tão pouca gente se dedica a fazê-lo."
(Henry Ford)


terça-feira, março 24, 2009

Terça-Feira, 24 de Março de 2009, 09:37
União e Estado negociam projeto de ampliação da Hidrovia Tietê-Paraná
Da Redação
Os governos Estadual e Federal debatem um projeto de ampliação da Hidrovia Tietê-Paraná, com o objetivo de atrair mais cargas para o Porto de Santos e reduzir os custos logísticos das mercadorias movimentadas em seus terminais.






A festa junina é uma celebração tradicional brasileira

A festa junina é uma celebração tradicional brasileira que ocorre no mês de junho, festejando três importantes santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio.
Recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João), segundo alguns historiadores, porque teve origem nos países católicos europeus e era uma homenagem a São João, que comemorava normalmente sua festa em junho.
Origem da fogueira
Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre um monte.
Outra teoria afirma que estas fogueiras fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de junho.
Simpatias, sortes e adivinhas para Santo Antônio
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos:
Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar! A seguir, algumas simpatias feitas para Santo Antônio:
- Moças solteiras, desejosas de se casar, em várias regiões do Brasil, colocam-no de cabeça para baixo atrás da porta ou dentro do poço ou enterram-no até o pescoço. Fazem o pedido e, enquanto não são atendidas, lá fica a imagem de cabeça para baixo.
- Para arrumar namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo Antônio, fazendo a ele o pedido. Rezar um Pai-Nosso e uma Salve-Rainha. Pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama. Ela só deve ser desvirada quando a pessoa alcançar o pedido.
- No dia 13, é comum ir à igreja para receber o "pãozinho de Santo Antônio", que é dado gratuitamente pelos frades. Em troca, os fiéis costumam deixar ofertas. O pão, que é bento, deve ser deixado junto aos demais mantimentos para que estes não faltem jamais.



domingo, março 22, 2009





Colaboração by Moni


CURIOSIDADES SOBRE O "SAL"

UTILIDADES DO SAL EM DIVERSAS SITUAÇÕES

SALA DE ESTAR CARPETES
- As cores podem ser restauradas com o auxílio de um pano umedecido em uma solução, meio a meio, de sal e água. Quando usar novos tapetes de lã, lembre-se de que as traças não gostam de sal. O segredo é esfregar o chão com uma solução concentrada de sal e água quente antes de assentar o carpete.
LAREIRAS
- Outro segredo do sal, que possibilita às lareiras umfuncionamento melhor e mais seguro: jogue um punhado de sal no chamuscar do fogo. Aprecie as bonitas labaredas amarelas enquanto o sal remove a fuligem acumulada e ajuda a evitar incêndios perigosos na chaminé. É um segredo que vale por dois!
PAREDES
- Ficou algum buraco feio na parede de onde você tirou um quadro?Não se desespere, fazendo você mesmo a restauração. Misture quantidades iguais de sal e amido com água suficiente para fazer um pasta. Os buracos poderão ser facilmente restaurados com esta pasta, e ninguém descobrirá o seu segredo.
PEIXINHOS DOURADOS
- Ocasionalmente dissolva uma colher de chá de sal em um litro de água fresca, à temperatura ambiente e coloque seus peixinhos dourados para nadar nesta solução por uns quinze minutos, devolvendo-os após essa operação, para o seu próprio aquário. Isto os manterá saudáveis.
SALA DE JANTAR MANCHAS NA MESA
- Não é novidade que pratos e copos quentes, ou molhados, deixam manchas brancas nas mesas. Aqui está um segredo para removê-las: faça uma pasta rala de óleo de salada e sal em proporções mais ou menos iguais. Esfregue a pasta sobre a mancha e deixe em repouso por uma ou duas horas. Em seguida remova a pasta, esfregando-a até sair. As manchas desaparecerão.
COMIDA NO CARPETE DA SALA DE JANTAR
- Manchas de gordura nos carpetes podem ser removidas com uma solução de uma parte de sal para quatro partes de álcool. Esfregue sobre a mancha firmemente até esta desaparecer.
FLORES E VASOS
- Aquele buquê preferido se conservará por mais tempo se você adicionar um pouco de sal à água da jarra ou do vaso. Um vaso fundo pode ser lavado despejando-se nele uma solução de sal e vinagre. Deixe-o em repouso com esta solução por algum tempo e depois dê uma sacudidela enxaguando-o com água pura. Flores artificiais podem ser arrumadas artisticamente colocando-as em um leito de sal umedecido. À medida que o sal seca, ele se solidificará, firmando as flores em definitivo no lugar.
COZINHA QUEIJOS
- Mofos (fungos) se desenvolvem nos queijos, mesmo naqueles que não desejaríamos ver mofados. Para evitar o mofo, antes de colocar o queijo na geladeira, enrole-o em um pano umedecido em água salgada.
ÁGUA FERVENTE
- Não, não vamos ensinar como ferver água. Mas o sal é condutor de calor. Assim, para esquentar mais rapidamente a comida,ponha- anum prato sobre uma panela com água, com um pouco de sal, e aqueça-a.
PROTEÇÃO CONTRA FORMIGAS
- Não deixe as formigas fazerem um piquenique em sua casa. O sal as manterá afastadas do chão da cozinha e do balcão da pia.O segredo é borrifar sal ao longo dos rodapés, nos cantos dos cômodos e nos balcões dos armários.
GELADEIRAS
- Sal e solução de bicarbonato de sódio limpam e perfumam o interior de sua geladeira,
com a vantagem de não arranhar o esmalte como o fazem alguns produtos mais fortes de limpeza.
PRATOS DE OVOS
- O sal torna melhor o sabor dos ovos e facilita, também, a limpeza da louça suja de ovo. Imediatamente após o café da manha, borrife sal nos pratos para então lavá-los quando você tiver tempo.
PANELAS ENGORDURADAS
- Panelas de ferro engorduradas poderão ser facilmente lavadas se você puser um pouco de sal nelas e esfregá-las com um papel.
XÍCARAS
- Uma esfregada rápida com sal de mesa removerá as mais resistentes manchas de chá em suas xícaras.
LIMPADOR DE FORNO
- Você confiaria no sal e na canela? Não como um presente ao paladar, mas como um excelente restaurador do forno?
Pois bem, o sal e a canela eliminam o cheiro de comida queimada. Borrife-os enquanto estiver quente.
Quando seco, remova as manchas de sal com uma escova dura ou pano.
COMIDA QUEIMANDO?
- Jogue sal rapidamente sobre a comida ou sobre a gordura quando estiverem incendiando.
Nunca use água. O sal extinguirá as chamas.
"AROMATIZANTES" SALGADOS
- Acredite se quiser, o sal pode perfumar as garrafas térmicas,
moringas ou outros recipientes fechados.Vegetais de aroma forte serão suavizados se forem colocados por 2 ou 3 minutos em água fervente
(depois lave-os por 2 ou 3 minutos em águas fervente (depois lave-os e cozinhe-os com o tempero de sua preferência).As aves domésticas ficam mais saborosas
se esfregadas com sal, pordentro e por fora, antes de serem colocadas para assar.Retire o amargo das cafeteiras
enchendo-as com água e adicionando 4 colheres de sopa de sal.
Depois enxugue-as em água corrente.Perfume o hálito, após comer cebolas,
mordendo uma ou duas fatias de limão bem salgado.O cheiro desagradável de cebola,
e eventuais manchas de frutas e legumes nas mãos, poderão ser retirados com sal.
SAL PARA GOURMETS
- Revigore as saladas borrifando sal antes de servi-las.Se você colocou sal demais na sopa, recupere-a, colocando fatias de 1 ou 2 batatas para absorver o excesso (depois é só retirar as batatas e usá-las para outra finalidade).Esfregue a grelha com um pequeno saco de pano cheio de sal para evitar que fique grudando e queimando.
Use o mesmo artifício quando fritar peixe, borrifando antes a grelha com um pouco de sal.
LIMPANDO TUDO EM VOLTA
- Para tirar o cheiro e evitar que o cano da pia da cozinha fique entupido pela gordura, use uma salmoura concentrada.Esfregue as tábuas de pão e de cortar, não pintadas,
com um pano embebido em sal, depois de terem sido lavadas com sabão e água; elas parecerão mais novas.As vassouras novas se conservam mais,
se mergulhadas em água salgada quente.
E você pode dar vida nova às esponjas, colocando-as em água fria salgada, após serem usadas.
BANHEIRO TRATAMENTO DE BELEZA
- Muitas pessoas famosas usam sal com óleo de oliva, como estimulante facial. Misturados em forma de pasta, a fricção do sal e a lubrificação do óleo dão um novo tom à pele cansada, ou bronzeada em excesso.
BANHOS DE SAL
- Para ajudar a relaxar a tensão, massageie a pele úmida com sal antes do banho. É claro, pés cansados sempre respondem bem a um banho quente de água e sal.
TRATAMENTO COM SAL
- Um gargarejo com água e sal muitas vezes alivia irritações da garganta e da boca.E os seu dentista, provavelmente, irá lhe ensinar a usar partes iguais de sal e bicarbonato de sódio para limpar os dentes e conservar suas gengivas saudáveis. A mesma mistura perfuma o hálito também.Imite a natureza fabricando lágrimas: 1/2 colher de chá de sal em 1/2 litro de água é um bom colírio, que alivia tensões e descansa os olhos.
LAVANDERIA ELIMINADOR DE ESPUMA
- É desagradável quando a máquina de lavar derrama espuma; então, mantenha o saleiro à mãos e borrife sal quando a espuma ameaçar transbordar.
REALÇANTE DE CORES
- Antigamente, era comum as donas-de-casa lavarem chita com água e sal para fixar a cor. Hoje as cores dos tecidos já vêm fixadas, podendo os mesmos irem para a máquina de lavar sem problemas. Entretanto, o sal torna mais clara as cortinas laváveis e os tapetes de fibra.
OUTROS AUXÍLIOS PARA A LAVAGEM DE ROUPAS
- Retire as manchas de suor das roupas, colocando-as de molho em água com sal antes de lavá-las (4 colheres de sopa em 1 litro de água).Clareie os tecidos de algodão ou linho amarelecido,
fervendo-os por 1 hora em solução de sal e bicarbonato de sódio.Outro segredo:
em climas muitos frios, as roupas não irão congelar no varal, se você acrescentar um pouco de sal na última enxaguada.Tire as manchas de roupas
(inclusive as manchas de sangue),
colocando-as de molho em água fria com sal; lave com água morna, depois coloque-as em água com sabão e ferva após a lavagem.Precaução:
Proceda assim somente com tecidos de algodão, linho ou outros que possam receber calor alto.
MÁGICA-MOFO
- Quando as roupas ou os artigos de casa mofarem, molhe os locais manchados com uma mistura de suco de limão e sal, e depois estenda-osao sol, no varal, para um descoramento natural. Complete o tratamento com uma lavagem completa e secagem
QUINTAL CUIDADOS COM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
- As pulgas gostam tão pouco de sal quanto os animais de estimação gostam das pulgas. Para afugentá-las, experimente borrifar sal no seu cão ou gato. De vez em quando uma boa borrifada na casa do cachorro ajuda a afastar as pulgas.
LIMPEZA DE BRONZE
- Maçanetas e outras peças de bronze adquirem novo brilho quando esfregadas com uma pasta de sal, obtida misturando-se partes iguaisde sal, farinha de trigo e vinagre. Deixe por 1 hora ou mais e depois limpe com um pano macio ou uma escova para dar o polimento final. Para peças de cobre, proceda da mesma maneira.
PÁRA-BRISA DE CARROS
- Esfregue um pouco de sal umedecido na parte externa do pára-brisa de seu carro para evitar aderência do gelo, da neve ou geada.
PASSAGENS E CAMINHOS
- No inverno, espalhe sal nas passagens e caminhos, para evitar o endurecimento do gelo e da neve. Para derreter o gelo e a neve, espalhe sal na calçada, na base de 270 gramas por metro quadrado."Zombe" de seus vizinhos espalhando sal assim que a neve começar a cair; ao amanhecer, sua calçada será a única limpa nas redondezas (isto se não nevar mais do que 7,5 cm ).
SORO CASEIRO
- Para crianças que apresentam sintomas de vômitos e diarréias: adicionar 1 pitada de sal e 1 punhado de açúcar, ou então, 2 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de café de sal, a 1 litro de água filtrada fervida. Dar para a criança pequenas doses de 1/2 em 1/2 hora. O soro caseiro deve ter o gosto da lágrima.
REFERÊNCIAS: Indústria de Processos Químicos R. Norris Shreve Joseph A. Brink Jr. Sodium ChlorideThe Production and Properties of Salt and BrineDale W. KaufmannRevista Superinteressante Nº 07
Colaboração: A.C.B.




sábado, março 21, 2009






José Honorio
PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista joaonassif@gmail.com
Sábado, 21 de março de 2009
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://www.tribunatp.com.br/
http://www.teleresponde.com.br/ http://blognassif.blogspot.com/

ENTREVISTADO: José Honório

Com seus 84 anos de idade, nascido no Bairro Monte Branco a cerca de 20 quilômetros de Piracicaba, no dia 19 de janeiro de 1925, filho de Manoel Honório de Godoi e Maria
Correia Toledo. Perfeitamente lúcido e independe para locomover-se, José Honório é o perfil clássico do agricultor que após lutar muito, em uma época de poucos recursos de mecanização, insumos, comunicação. Com estradas rurais muitas vezes quase impraticáveis. Após casar-se, resolveu procurar no centro urbano, melhores condições para a sua subsistência. A particularidade é que ao contrário de muitos que fizeram o mesmo caminho, José Honório conservou com máxima observância os valores tão dignos e importantes do homem do campo, onde a palavra dada dispensava o registro escrito. Isso só era possível porque os poucos que se atreviam a faltar com a palavra empenhada viam-se em palpos de aranha. Isso foi em um tempo em que o individuo desocupado era recolhido no xadrez por crime de vadiagem. Até cerca de algumas décadas era comum o cidadão de bem andar com uma arma na cintura. Eram armas de fogo, armas brancas como punhal, navalhas. A incerteza de que tipo de conseqüência poderia haver em uma eventual discussão, estabelecia um respeito mútuo. Era claro que se as partes partissem para as vias de fato, provavelmente um deles sairia sem vida. A presença de advogado não era corriqueira como hoje. O delegado resolvia de forma sucinta o destino dos brigões. Em resumo, havia um respeito tácito. José Honório iniciou suas atividades na propriedade agrícola dos pais. Foi pedreiro, tendo inclusive participado da construção dos barracões da Mausa, ao lado do terminal de ônibus intermunicipal. Com o objetivo de um futuro melhor, iniciou-se na carreira de vendedor de atacado, para o comércio varejista. Um arquivo vivo, Seu José Honório cita nomes, endereços, proprietários de estabelecimentos que com o tempo desapareceram.
O sítio onde o senhor nasceu era propriedade do seu avô?
Quando o meu avô Manoel Honório Godoi e minha avó Mariana Barbosa compraram lá tinha 180 alqueires. Freqüentei até a quarta série, a professora chamava-se Da. Amélia que era casada com Otávio Prates Ferreira.
O senhor fazia a lide do campo?
Plantava arroz, feijão, algodão, mandioca, batata. Para vir á cidade tinha que vir a cavalo. Depois que apareceu uma jardineirinha que fazia uma viagem por dia.
Havia vizinhos próximos?
Tinha, lembro-me de José Fernandes, Manoel Fernandes e Antonio Fernandes. Eles plantavam algodão. Eu cheguei a apanhar algodão para eles. Cresci no sítio, casei aos vinte anos de idade com Maria Inocêncio Honório. Permanecemos mais dois anos no sítio. Plantei um pouco de batata, tomei na cabeça. Fiz uma lavourinha de algodão, não deu nada. Resolvi vir embora para a cidade.
Qual o primeiro local onde o senhor morou em Piracicaba?
Mudei para a Rua da Colônia (existente com esse nome até hoje), isso foi no fim de 1947. Era tudo mato. Só tinha a Caieira do Felício, onde hoje está o Shopping Paulistar. Onde hoje é o Bairro Jardim Esplanada era a Fazenda do Ditoca. Naquela época essa região da Paulista era tudo mato. Era tudo soqueira de algodão, milho. Já havia a Estação da Paulista. Acima da linha do trem a maior parte era tudo sítio. Já iniciava a formação do bairro com construções. Havia uma raia de corrida de cavalos que iniciava nas proximidades onde hoje está construída a Igreja São José e ia até á atual Rua Benjamin Constant. Conheci Abel Pereira, era parede e meia comigo, ele tinha um caminhãozinho Mercedes-Benz, daqueles bicudos, 1957, verdinho, o filho dele, o Jaime Pereira casou-se com a filha de Vitório Fornazier.
Na Rua da Colônia havia muitas casas?
Só aquelas casas velhas. O dono era um espanhol, um dos filhos dele chamava-se Pedro Lopes, que era guarda-livros do Seu João Mendes que tinha armazém na Avenida São Paulo esquina com a Rua da Glória.
Quanto tempo o senhor permaneceu morando na Rua da Colônia?
Fiquei uns vinte dias apenas. Tinha trazido na minha mudança dez sacos de arroz, para consumo da família. Os ratos ali existentes passaram a devorar o arroz! Dava até medo do tamanho deles. Mudei em uma casa antiga, acima de onde hoje existe o Supermercado Canale. Fiquei morando ali por um ano. De lá mudei para a casa que o meu sogro tinha comprado do Romeuzinho (Romeu Gomes de Oliveira). Na época o Romeu tinha um açougue ali. Descendo onde hoje é a Avenida Da. Jane Conceição, um quarteirão abaixo da Rua Campinas, já havia a cerca que delimitava a propriedade da Dona Jane Conceição. Após morar ali por cerca de um ano, mudei para a Rua Governador Pedro de Toledo, logo no primeiro quarteirão, do lado esquerdo, próximo a Avenida Dr. Paulo de Moraes. É uma casa antiga que existe até hoje. Morei ali por cinco anos. Depois mudei para a Rua São Francisco abaixo da Rua Benjamin. Depois mudei para a Rua São João, onde havia três sobradinhos de propriedade do Gobet, onde permaneci também por cerca de um ano. Em seguida fui morar na Rua Governador entre a Rua São Francisco e Joaquim André. Na esquina da Rua São Francisco, onde hoje há um edifício existia uma pensão. Ao lado da pensão havia um terreno de propriedade de Francisco Pelegrino. Entre a pensão e o terreno tinha um corredor que era à entrada da minha casa. Ali morei por quinze anos.
Nesse tempo o senhor trabalhou onde?
Fui trabalhar na fábrica de tecido Boyes, de 1948 a 1951. Era ajudante, quebrador de pedra! Quando tirei férias falei com um vizinho meu que era empreiteiro, e me propus a trabalhar de graça para ele por trinta dias, para aprender o ofício. Comprei as minhas ferramentas e no outro comecei lá. Ele me pagou quatro mil réis por hora. Eu ganhava cinqüenta mil réis por mês na fábrica de tecido! Na época ele já tinha três casas em construção. Fui trabalhar na construção de uma casa na esquina da Rua São João com a Rua Samuel Neves. Fizemos o alicerce. Estiquei a linha e subi a parede. A casa está em pé até hoje! Trabalhei por seis anos como pedreiro. Eu estava trabalhando no barracão da Mausa, na Rua Riachuelo com a Rua São João, eram muitos pedreiros trabalhando ali. O encarregado era muito sem educação, malcriado, humilhava todo mundo. Teve dia que fui até armado, com o revolver na cinta, era um HO, calibre 38, niquelado com cabo de madrepérola. Se ele gritasse comigo eu iria dar um jeito nele. Um dia esse encarregado, que já é falecido, veio implicar comigo, sem motivo nenhum. Passei a mão em um martelo e “engarupei” nele. Os colegas me seguraram, não deixaram que eu brigasse com ele. Ele correu. Peguei as minhas ferramentas, encaixotei e fui ao escritório para acertar as contas. Fazia dez meses que eu estava trabalhando lá. Queriam que eu permanecesse lá. Eles estavam precisando de pedreiro. Eu disse que estava saindo para não matar o encarregado.
O senhor foi trabalhar onde?
Fui trabalhar como vendedor. Naquele tempo era fácil arrumar emprego. Fui trabalhar com os irmãos Nelson e Oscar Piacentini, na Rua São Francisco esquina com a Rua da Glória, onde hoje existe uma academia de ginástica. Fui vender pinga, era a Caninha Água Santa. Diziam que a praça de Curitiba era muito boa para vender pinga de Piracicaba. De ônibus eu não sabia ir. De avião eu não ia de jeito nenhum. O Hermínio Dezem puxava açúcar, ele ia sozinho, peguei uma carona com ele para Curitiba. Eu levava umas miniaturas como amostra da pinga. Saímos de Piracicaba com um caminhão Dodge amarelo, paramos em São Manoel para passar a noite. Chegamos a uma pensão, tomei um banho, jantei, e fui dormir. Era umas nove e meia a dez horas da noite. Foi uma noite terrível. Não conseguia dormir de forma nenhuma! Fiquei a noite inteira sapateando, as pulgas subiam como formigas pelas minhas pernas. Saía, ia para fora da pensão, retirava as pulgas, quando voltava estava novamente tomado por elas. Logo de madrugada seguimos nossa viagem. Em Curitiba fomos para o hotel que ele conhecia. A tardezinha eu vi chegar uns homens com revólver na cinta, facão na cintura. Sentavam na calçada, nem a polícia mexia com eles. Eram grileiros, tomadores de terras para fazendeiros. E eu lá no meio dessa gente! Não conhecia nada da cidade. Lembro-me que o Santo Pavanelli tinha uma pensão, subindo a Rua XV de Novembro, em Curitiba. Sai trabalhar, vender. Vendi 460 caixas de pinga. A carga fechada tinha que completar 600 caixas. Com isso esses pedidos não foram entregues. Na época havia a pinga Malucelli que estava mais barata do que a nossa. Eu saí daquela pensão e fui á pensão do Pavanelli. O meu dinheiro estava acabando, e tinha os compromissos a cumprir em Piracicaba. Chegou um rapaz jovem ainda, com um caminhão Chevrolet novo, carregado de madeira. Ele era de Piracicaba, consegui uma carona para voltar. Na volta dormimos no caminhão mesmo, não gastamos dinheiro e nem tivemos que dormir com pulga! Passei a vender aqui na região a pinga e o álcool do Piacentini. Quem fornecia a pinga e o álcool para ele era o Arlindo Oriani, que morava na Avenida Rui Barbosa. Uma ocasião houve alguma falha na formulação do álcool, e o Munhoz tinha adquirido uma carga desse álcool. O Munhoz recebeu a visita de alguém da fábrica e despejando um litro de álcool em um largo que havia em frente ao seu estabelecimento, disse para essa pessoa: - “Entre ai no meio desse circulo de álcool, vou acender o fogo se pegar fogo no álcool eu pago a carga que foi entregue!” O álcool não pegou fogo! Passei a vender pinga na cartola, que já era uma pinga pura, e também a pinga de garrafa.
Qual condução o senhor usava para trabalhar?
No bairro eu andava a pé. Quando mudava de bairro utilizava o bonde. Eu acrescentei a minha oferta de produtos com algumas bebidas vendidas pelo Anorando Marconi, ele tinha a água sanitária com o nome Varex.
O senhor trabalhou por quantos anos na praça como vendedor?
Trabalhei por 37 anos. Aposentei-me com 65 anos de idade. Conheci quase todos os comerciantes antigos de Piracicaba.
O senhor chegou a vender Alpargatas Rodas?
Vendi muita! Eram também chamadas de “enxuga-poças”. Vendia muito bem, o pobre utilizava muito. Nessa época eu vendia para o Silvio Motta, ele tinha um atacado onde hoje é a Casa do Papai. Na Rua Governador estava estabelecido o Gabriel Salles, em frente tinha o estabelecimento de José Stipp. Na esquina da Ipiranga com a Rua Governador havia o Supermercado Moral, antigamente era a Casa Dois Martelos.
O senhor vendia rolo de fumo?
Vendia, o melhor fumo era o de Bairrinho, o fumo que o Libardi fabricava era famoso. Ele morava em uma casa de esquina da Rua Governador com a Rua São Francisco, onde hoje há um estabelecimento que vende produtos cosméticos.
O Benedito Baglioni teve uma fábrica de balas na Rua Benjamin Constant?
Funcionava no prédio que mais tarde foi reformado e passou a ser o Cine Paulistinha. Conheci o falecido João Canale quando ele tinha ainda armazém no Pau Queimado. Depois que ele veio para a cidade montou um armazém na Avenida Dona Jane Conceição.
Na Avenida São Paulo há um posto de gasolina, o senhor conheceu os antigos proprietários?
É o Posto São Jorge que foi de propriedade do Pampaluche. Em frente onde hoje está o prédio da Pansa, quem ia de bicicleta tinha que colocar nas costas e passar. Não dava para passar de tanto barro. Do lado esquerdo havia o armazém do Seu João. Tinha o Teotônio Silveira com um armazém e um atacadinho. Tinha o Américo Sátolo. A par do posto existia o Armazém do Fiore Torrezam. Na esquina de cima tinha o armazém do Gildo Menegatti.
Naquela época as pessoas andavam armadas?
A maioria andava armado. Ninguém mexia.
O Abel Pereira morava no início da Rua Governador. Tinha um caminhãozinho. Ele puxava madeira.
O senhor freqüentava a Igreja dos Frades?
Ia sim, era pertinho de casa, lembro-me de Frei Liberato, Frei Ambrosio, Frei Guilherme. Construí a Igreja da Serra de São Pedro, aquela igrejinha no patrimônio eu quem construí.
Os homens que tinham a constituição física mais avantajada na época eram quem?
Era o Hugo Olivetto, o Churilli, o Chico Aguello que morava em Anhumas.
O senhor conheceu o Itapeva quando ainda era aberto?
Conheci. A maioria do trecho era aberta.
Na Avenida Independência com a Rua Benjamin Constant havia uma casa funerária?
Era a Funerária Libório.
Na Rua Benjamin Constant a uma quadra acima da Avenida Independência existia um armazém?
Era o Nê Barbosa. Atacadista também. Seu Zé Ferraz era o vendedor dele. Na esquina da Rua São Francisco com a Rua Benjamin havia o Armazém do Angeli.





A ordem dos títulos de nobreza nas ilhas britânicas, do mais graduado ao menos graduado, é:
· duque (e duquesa): o nome é derivado do latim dux, que significa líder. A maioria dos ducados carrega o nome de um lugar, embora isso signifique pouco para os títulos atuais, já que seus detentores não são senhores de terras;
· marquês (e marquesa): este título surgiu na Inglaterra com a conquista da Normandia e foi dado aos nobres encarregados das fronteiras. O nome é relacionado a palavras antigas que designavam fronteira;
· conde (e condessa): o nome vem da palavra norueguesa jarl, que significa líder. É equivalente a conde na nobreza européia;
· visconde (e viscondessa): em inglês sua pronúncia é "VI-count", este título deriva do latim "veio para acompanhar" e seria uma espécie de assistente dos nobres no passado;
· barão (e baronesa): o mais baixo título de nobreza também veio dos normando se é derivado de uma palavra que significa homem livre. Caso você possua um título obtido em vida, este é o título mais alto que você poderá obter.
Abaixo destes existe a baixa nobreza que carrega os títulos:
· baronete: este título é conferido aos membros de classes altas da sociedade, conhecidas como pequena nobreza. Conta-se que o rei Jaime I criou o título para arrecadar dinheiro;
· cavaleiro: na era medieval, os cavaleiros eram soldados do rei ou de príncipes. Nos dias de hoje, a rainha concede o título de cavaleiro àqueles que obtiveram grande sucesso em suas profissões. Paul McCartney, ex-Beatle, foi agraciado com o título de cavaleiro.
O equivalente feminino é dama;
· escudeiro: na época medieval, um escudeiro era um candidato ao título de cavaleiro. Atualmente é aplicado aos membros da alta sociedade, abaixo dos cavaleiros.


Mulher pergunta ao marido:

- Moooor, o que é leptospirose?

O marido respondeu na bucha: É uma doença que ataca os usuário de lepitópi.

É transmitida pela urina do mauzi.






sexta-feira, março 20, 2009

Amigo do Papa
Rui Carneiro, paraibano matreiro, era candidato a senador pelo PSD, em 1955. A UDN tinha apoio dos comunistas. Rui esteve na Europa, voltou, foi fazer o primeiro comício da campanha : - Paraibanos, estive em Roma com o Papa. Ele me cochichou : Rui, se destruírem meu trono aqui no Vaticano, sei que tenho um grande amigo lá na Paraíba. Vá, dê lembranças à comadre Alice e diga ao povo que estou com você. Ganhou a eleição.






quinta-feira, março 19, 2009

BRASÍLIA E PORTO ALEGRE APAGARÃO SUAS LUZES NA HORA DO PLANETA



Com a adesão de Brasília e Porto Alegre, agora já são mais de 20 as cidades brasileiras que participam do alerta contra o aquecimento global


Brasília e Porto Alegre anunciaram hoje suas adesões ao ato simbólico Hora do Planeta 2009. No dia 28 de março, serão apagadas as luzes dos principais ícones da capital federal como Congresso Nacional, Catedral, Esplanada dos Ministérios, entre outros. Em Porto Alegre, a prefeitura do município confirmou que a estátua do Laçador e a Usina do Gasômetro serão os ícones gaúchos que ficarão no escuro por uma hora, das 20h30 às 21h30.



Em solenidade de assinatura do termo de adesão à Hora do Planeta, no Senado Federal, nesta quarta-feira (18/3), o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octavio, afirmou que "o planeta precisa de ajuda. Esta iniciativa do WWF-Brasil é bastante oportuna e simbólica. Estamos contentes em poder participar do movimento e mostrar que o governo do Distrito Federal está atento às questões ambientais e se compromete a lutar pela preservação da vida no planeta".



A Frente Parlamentar Ambientalista também aderiu ao movimento e o termo de compromisso foi assinado pelo coordenador da Frente, deputado José Sarney Filho e pela senadora Seres Slhessarenko.



O evento contou também com a participação da secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú. "De Brasília emanam todas as decisões importantes para o Brasil. Então, a adesão da cidade à Hora do Planeta tem um simbolismo especial, mostrando que o país está engajado na luta contra aquecimento global", afirmou.



O movimento Hora do Planeta, um ato simbólico de alerta contra o aquecimento global, é promovido mundialmente pela Rede WWF desde 2007 e acontece pela primeira vez no Brasil. Contando com Porto Alegre e Brasília, já aderiram à Hora do Planeta 22 cidades, entre elas Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Lorena (SP), Salgueiro (PE), Itajaí (SC), uma das mais atingidas pelas enchentes que assolaram a região Sul no final do ano passado. O estado do Amazonas também confirmou sua participação.



Em Brasília, os monumentos que terão suas luzes apagadas são o Congresso Nacional, Catedral, Conjunto Cultural da República, Teatro Nacional, ministérios e iluminação pública da Esplanada. Outro ícone da cidade que pela primeira vez ficará desligado durante uma hora é o letreiro do Conjunto Nacional de Brasília, o shopping mais antigo da cidade, que também aderiu ao movimento.

Cenário Ambiental

O ano de 2009 é crucial para o futuro do planeta, pois os países precisam assinar um acordo internacional com medidas para que se mantenha o aquecimento global abaixo dos 2º C. Será um ano de mobilização para que os países finalmente assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, na Dinamarca, um acordo justo e eficiente para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa.

No Brasil, o desmatamento - principalmente na Amazônia e Cerrado -, é responsável por 75% das emissões de CO2, o principal causador do aquecimento global. No entanto, as emissões de outras fontes, como agricultura, energia elétrica, entre outras, não devem ser menosprezadas dentro de um caminho de desenvolvimento limpo.

Qualquer pessoa, cidade ou empresa pode aderir ao movimento. Basta se cadastrar no site e apagar as luzes de 20h30 às 21h30, no dia 28 de março: www.horadoplaneta.org.br



ESPÍRITO SANTO É O PRIMEIRO ESTADO A REMUNERAR AGRICULTORES POR ÁREAS DE FLORESTAS PRESERVADAS
O Espírito Santo iniciou o piloto de um projeto que utiliza dinheiro de royalties de petróleo e gás e compensação financeira do setor hidroelétrico para tentar salvar as fontes de água, cada vez mais escassa no Estado. O modelo é inédito entre os estados brasileiros, feito em forma de pagamentos por serviços ambientais a proprietários rurais que têm áreas preservadas de florestas em áreas estratégicas para proteção de corpos hídricos.Em evento realizado nesta quinta-feira (19), no município de Alfredo Chaves, foram entregues pelo Governo do Estado os primeiros cheques do projeto, denominado Produtores de Água. Os valores totalizaram R$ 17,5 mil. Receberam o pagamento sete proprietários que somam aproximadamente 112 hectares de área preservada. De acordo com os dados levantados pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), a porção de cabeceira da bacia do Rio Benevente - aproximadamente 8,7 mil hectares - teria o custo de R$ 1,3 milhão anuais, imaginando que 100% dos proprietários, na sua cabeceira, com áreas em condição de adesão que viessem a requerer o projeto. A secretária Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Maria da Glória Brito Abaurre, ressalta que o local tem características para funcionar como um laboratório para teste e ajuste do modelo do projeto. "E a meta é estender, gradativamente, o ProdutorES de Água para todas as áreas estratégicas das Bacias Hidrográficas do Espírito Santo, a partir do Benevente". O Iema definirá as bacias prioritárias e as áreas estratégicas nela contidas, considerando principalmente a proximidade com os rios e estradas vicinais, potenciais fontes de sedimentos e consequentemente de assoreamento dos corpos hídricos, e realizará a caracterização das áreas de floresta para enquadrá-las nos critérios técnicos que irão definir o valor a ser pago.Segundo o coordenador do projeto e gerente de Recursos Hídricos do Iema, Robson Monteiro, as estimativas sobre o Fundágua, que é o fundo financiador do pagamento, apontam a sustentabilidade do ProdutorES de Água e seu potencial de ampliação. "Para o ano de 2010 a receita se aproxima de R$ 9 milhões. Simulando a aplicação do programa exatamente como proposto para a bacia do rio Benevente, nas bacias dos rios Itaúnas, Barra Seca, Santa Maria da Vitória, Itabapoana, Guandu, Rio Novo, afluentes do Doce, Reis Magos, Riacho, Piraqueaçu, Santa Maria da Vitória, e Itabapoana, verifica-se um custo anual de R$ 5,6 milhões, para a atual cobertura florestal", exemplifica Robson."É importante salientar que o trabalho dos últimos anos foi intensamente pautado na estruturação dos projetos. Agora, em 2009, estamos começando a fase de execução de muitos deles. Nosso objetivo é que, conforme estabelecido pelo Planejamento 2025, o Espírito Santo recupere, em cerca de 10 anos, 6% de sua área de cobertura florestal e diminua problemas já identificados como graves, como a desertificação. A floresta atua como um 'filtro natural' da água", completa a secretária do Meio Ambiente.O secretário estadual da Agricultura, Ricardo Santos, enfatizou que o projeto ProdurES de Água é um passo importante na superação da escassez hídrica do Estado possibilitando, dessa forma, avanços no desenvolvimento sustentável da produção agropecuária aliado à preservação dos recursos naturais."Esses produtores tiveram uma grande consciência ecológica e sabiam que a conservação do solo e de nossas florestas é fundamental para uma agricultura produtiva e para a qualidade de vida das futuras gerações. A história do meio ambiente e da agricultura se divide em duas: antes e depois do Governo Paulo Hartung , que teve a coragem e a ousadia de resolver um eterno dilema entre quem quer produzir e quem deseja também conservar os recursos naturais. A convergência de interesses é resultado de uma decisão política acertada por meio de atuação conjunta entre a Seag, o Incaper, o Idaf, a Seama e o Iema e que conta com a efetiva adesão dos produtores rurais"."O extrativismo foi uma das primeiras atividades econômicas do nosso Estado, que produziu muitas alternativas socioeconomicas à época, mas deixou um passivo negativo para o meio ambiente. Há 135 anos, a mata era derrubada para gerar renda. Agora, os produtores capixabas que tiverem interesse vão receber remuneração para preservar os recursos naturais da propriedade. Esse é mais um passo do Governo do Estado para melhorar a qualidade de vida de todos que vivem no Espirito Santo. Temos a consciência que não vamos resolver isso por decreto, da noite para o dia. Preservar e recuperar o meio ambiente é um pensamento global, mas que necessita de trabalhos pontuais e contínuos, em parceria com os municípios e com as pessoas. Nossa meta não visa apenas o curto e médio prazos, mas sim a saúde das próximas gerações", destacou o vice-governador, Ricardo Ferraço. O governador Paulo Hartung afirmou que o pagamento por serviços ambientais é um programa de extrema importância não apenas para o Espírito Santo, mas para o Brasil. "Esse é um momento muito importante para a sociedade capixaba. O produtor rural sempre conviveu com as restrições impostas pela legislação ambiental. Isso provocou um distanciamento perigoso entre os produtores e os órgãos ambientais. A agricultura moderna precisa estar combinada com a preservação do meio ambiente, precisa ser feita de forma sustentável", afirmou.Hartung ressaltou que o Governo do Estado está dando mais um passo para aproximar agricultores, órgãos ambientais e Organizações Não Governamentais. "Todos esses atores devem caminhar juntos. Precisamos ter um olhar permanente para o futuro e para as próximas gerações, entendo que água é vida. A água doce é escassa no mundo e tem conexão com as matas, com a vegetação. Água também é produção", pontuou.O governador lembrou que o Governo desenvolve um trabalho permanente para melhorar a gestão dos recursos hídricos. "Fomos avançando nesse processo. Agora, estamos dando um novo passo. Não queremos apenas manter a cobertura florestal que sobrou. Queremos preservar o que sobrou e ampliar nossa cobertura florestal. Nesse sentido, já somos um exemplo para o Brasil", frisou.O Espírito Santo é o único Estado brasileiro com o Pagamento por Serviços Ambientais regulamentado por Lei (Nº 8995 de 22/09/08). O recurso vem de um fundo que tem como principais recursos os royalties de petróleo e gás e a compensação financeira do setor hidroelétrico para financiar conservação e melhoria dos recursos hídricos capixabas: o Fundágua.O Fundágua (Lei 8960 de 21/07/08) ainda pode sustentar ações como fortalecimento de comitês de bacia, pesquisas do setor e intervenções de recuperação como recomposição de margem de rio, entre outros.




CRISTINA KIRCHNER E PRESIDENTE LULA SE ENCONTRAM COM SKAF NA FIESP, NA SEXTA-FEIRA
Nesta sexta-feira (20), o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, junto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebem a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na sede da entidade empresarial, a partir das 11 horas. Paralelo ao encontro - fechado - será realizado um seminário, a partir das 9 horas, que buscará identificar as oportunidades de negócios entre as duas nações
.



PRÊMIOS SANTANDER DE EMPREENDEDORISMO E DE CIÊNCIA E INOVAÇÃO TÊM INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 23 DE AGOSTO
Destinado a graduandos, pós-graduandos e pesquisadores-doutores, os Prêmios têm como objetivo estimular a atitude empreendedora e a pesquisa científica no meio acadêmico, revelando novos talentos e projetos que beneficiarão a sociedade brasileira e contribuirão para o desenvolvimento sustentável do PaísO orientador com o maior número de projetos finalizados no Prêmio de Empreendedorismo recebe uma bolsa para estudar na Babson College, eleita a 10ª escola de negócios do mundo, pelo ranking do jornal Financial Times, em 2008Todos os orientadores dos projetos vencedores do Prêmio de Empreendedorismo ganham um curso de espanhol, em uma universidade na cidade de SalamancaSão R$ 400 mil em prêmios, sendo que cada premiado é contemplado com R$ 50 mil para investir em seu projetoA partir de hoje, estão abertas as inscrições para a 5ª edição dos Prêmios Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovaçã (www.universia.com.br/premiosantander). Realizados pelo Santander Universidades, com o desenvolvimento e a gestão do Universia Brasil, os prêmios visam a estimular a atitude empreendedora e a pesquisa científica no meio acadêmico, revelando novos talentos que irão beneficiar a sociedade brasileira com a implementação de seus projetos empreendedores e de suas pesquisas científicas. O prazo final de inscrição é o dia 23 de agosto.Para o Prêmio de Empreendedorismo, poderão se inscrever estudantes de graduação e/ou pós-graduação e, no de Ciência e Inovação, pesquisadores-doutores, ambos participando tanto individualmente como em equipe, de Instituições de Ensino Superior parceiras do Universia Brasil e/ou do Santander Universidades. Os vencedores de cada categoria (ao todo, são oito), de ambos os prêmios, receberão R$ 50 mil para viabilização do projeto, totalizando R$ 400 mil em premiações. Para Jamil Hannouche, vice-presidente do Santander Universidades, "os Prêmios Santander reforçam a importância da aliança estratégica entre a iniciativa privada e o mundo das universidades, contribuindo com a transferência de conhecimento e tecnologia do campus para a sociedade. É a potência dessa parceria que permite transformar idéias em projetos e ações concretas, criando novas oportunidades de desenvolvimento para os jovens e de intervenção efetiva na sociedade"."Os Prêmios contribuem para que excelentes trabalhos de pesquisadores e empreendedores, até então conhecidos apenas no meio acadêmico, ganhem projeção necessária e patrocínio para que os projetos sejam desenvolvidos, beneficiando, assim, milhares de pessoas no futuro. Em cada edição, propostas inovadoras nos campos científico e tecnológico esperam uma oportunidade para contribuir com a sociedade e transformá-la. Esta é a essência dos prêmios: impulsionar o conhecimento no País", afirma Alina Correa, Diretora Geral do Universia Brasil.NovidadesEste ano, os Prêmios apresentam sete novidades: quatro em empreendedorismo e três em ciência e inovação. A 5ª edição oferece um reconhecimento especial para os orientadores dos projetos inscritos no Prêmio de Empreendedorismo, já que todos que orientarem candidatos finalistas receberão uma placa de menção honrosa nas cerimônias regionais. O orientador com o maior número de projetos finalizados recebe uma bolsa para aprofundar seus conhecimentos em empreendedorismo na Babson College, nos Estados Unidos, eleita em 2008 a 10ª escola de negócios, pelo ranking do jornal Financial Times. E todos os orientadores dos projetos vencedores do Prêmio de Empreendedorismo ganham um curso de espanhol, que será realizado em uma universidade na cidade de Salamanca. Também serão aceitos projetos de empreendedorismo em pré-incubação.Já para o Prêmio de Ciência e Inovação foi criada a categoria Saúde, que atende a projetos que englobem todos os processos de investigação das conseqüências clínicas, econômicas e sociais da utilização das tecnologias em saúde, tais como medicamentos, equipamentos e procedimentos técnicos, de informação e de suporte, por meio dos quais a atenção e os cuidados com a saúde são prestados à população. A implantação da nova categoria foi uma solicitação da comissão avaliadora e julgadora, que atentou para o crescimento de pesquisas realizadas na área de Saúde. E na categoria Tecnologia da Informação e Comunicação, já existente, poderão ser inscritos, também, projetos de Educação. Também serão aceitos pesquisas científicas em pré-incubação.ServiçoAs inscrições deverão ser realizadas no portal Universia, no endereço: www.universia.com.br/premiosantanderNo hotsite desenvolvido especialmente para esta edição, será possível acessar informações das quatro edições anteriores dos Prêmios Santander - 2005, 2006, 2007 e 2008 -, como histórico dos projetos vencedores, banco de imagens, matérias publicadas na imprensa, entre outras. Cerimônias Além da etapa final, com a entrega dos prêmios, em novembro, na capital de São Paulo, haverá também a realização de etapas regionais, onde serão anunciados os nomes dos candidatos finalistas que concorrerão ao prêmio. Os eventos regionais ocorrerão em: São Paulo (SP), com semifinalistas do Sudeste; Recife (PE), com semifinalistas do Norte, Nordeste e Centro-oeste; e Porto Alegre (RS), com semifinalistas de toda a região Sul.Cada etapa regional contará com a participação de até 24 semifinalistas (3 candidatos de cada categoria), dos quais até 8 finalistas serão destacados, em cada cerimônia, e concorrerão à premiação de R$ 50 mil na etapa nacional, em novembro, na cidade de São Paulo. Todos os projetos, independente da categoria escolhida, devem ser de interesse da sociedade brasileira, ou seja, que resultem do envolvimento dos cidadãos, empresas, órgãos governamentais e/ou demais fatores sociais que visem a minimizar os efeitos da exclusão social e/ou impliquem no desenvolvimento sustentável da sociedade.Os números A visibilidade dos Prêmios cresce a cada ano com o aumento do número de participantes. Entre as quatro edições, 29 projetos já foram contemplados, com mais de 5.400 inscrições, e premiações no valor total de R$ 1,5 milhão. Em 2005, foram 897 inscrições, das quais 691 com trabalhos voltados para Empreendedorismo e 206 para Ciência e Inovação. No ano seguinte, a segunda edição somou 1.085 inscrições, das quais 840 projetos foram de Empreendedorismo e 245 de Ciência e Inovação, com sete projetos vencedores. Em 2007, o número de inscritos cresceu 40% em relação ao ano anterior, foram 1.522 inscrições, divididas em 1.177 para Empreendedorismo e 345 para Ciência e Inovação. Ano passado, os Prêmios bateram recorde: reuniram 1.912 inscrições - 1.550 empreededorismo e 362 ciência e inovação.





TALONÁRIO DE ZONA AZUL Revista Consultor Jurídico - O Estado de S. Paulo -
Dever de Vigilância
Quem paga Zona Azul tem direito à segurança do carro 'Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos ali ocorridos'. Assim, a empresa que administra a Zona Azul de São Carlos, foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 18,5 mil ao motorista Irineu Camargo de Souza de Itirapina/SP, que teve o carro furtado quando ocupava uma das vagas do sistema de Zona Azul da cidade de São Carlos, serviço explorado pela empresa. A decisão é da 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmando sentença da comarca de Itirapina.Agora já existe jurisprudência firmada !Para se exercer a plecidadania, é imprescindível a informação.
INDEPENDENTEMENTE DO SEGURO PARTICULAR, AGORA PODEREMOS EXECUTAR AS PREFEITURAS !!!!
Vamos aproveitar e exercer o nosso direito de cidadania.
(Colaboração E.B.)



EXPOSIÇÃO PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS

Evento mostrará aspectos morfo-botânicos e incentivará o resgate do conhecimento tradicional de uso de plantas aromáticas e medicinais


Os aspectos morfo-botânicos das plantas medicinais e aromáticas, bem como a percepção dos aromas e gostos, diversidade na forma e cores, serão apresentados, diferenciados e depois sentidos pelo público que participar da exposição “Plantas medicinais e aromáticas – Uma viagem de conhecimento botânico e interativo”, evento didático cultural que será realizado no período de 30 de março a 30 de abril, no Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes “Luiz de Queiroz”, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ).

A exposição, que conta com dois momentos distintos, o de contemplação e o de interação, certamente despertará o interesse dos aficcionados no tema. Com apoio do conhecimento científico, o público conhecerá as maneiras de identificar e reconhecer a importância das plantas e de órgãos vegetais para utilizá-las, além de noções da toxidade de algumas delas. Por outro lado, o público em geral será estimulado a respeitar as plantas e a natureza e, ainda, incentivado quanto ao resgate do conhecimento tradicional de uso de plantas aromáticas e medicinais.

O horário para visitação é de segunda a sexta-feira, das 08h00 às 11h30 e das 13h30 às 17h00.



quarta-feira, março 18, 2009

Em Quixeramobim, Ceará, no ano de 1991, o vereador José Filho enviou à Câmara um projeto de lei para que fossem pintados de amarelo fosforescente, com tinta idêntica à utilizada na sinalização rodoviária, "todos os rabos de bovinos, ovinos e caprinos do município", para evitar que fossem atropelados. O vereador Rocólio Fernandes apresentou emenda ao projeto, prevendo a pintura de todos os cascos e chifres dos animais supracitados, e, nos animais não-cornos, as orelhas. Infelizmente, a proposta vazou antes da aprovação e não pôde ser votada.
É só começar a fazer songbook que o cara falece. Esse negócio de biografia também é um pé na cova.
(Tim Maia)
Seja qual for o caminho escolhido, mesmo o de palhaço, a pessoa tem que estudar muito.
(Renato Aragão)
José Maria Alkimim encontra-se com dona Lia Salgado, famosa soprano mineira:

— Mas como a senhora está jovem, dona Lia.
— Qual o que, dr. Alkimim, já sou até avó.
— A senhora pode ser avó por merecimento. Jamais por antigüidade.

MOSAICO

foto by J.U.Nassif



DE BEM COM A VIDA

Foto by J.U.Nassif


O ESCULTOR

Foto by J.U.Nassif





terça-feira, março 17, 2009

Sextas-feiras 13

As origens da relação entre o azar e as sextas-feiras 13 vêm de tempos antigos. Supostamente, teria começado na época bíblica, já que o décimo terceiro convidado na última ceia de Jesus Cristo o teria traído. Na era medieval, tanto as sextas-feiras quanto o número 13 eram considerados portadores de desgraças. Atualmente, algumas variações da superstição permanecem.
Seguem alguns fatos interessantes sobre a sexta-feira 13:
O medo compulsivo de sextas-feiras 13 – um dos mais populares mitos científicos – é chamado de parascavedecatriafobia. Triscaidecafobia é o medo do número 13.
Muitos hospitais não possuem quartos numerados “13”. Alguns edifícios, como hotéis, também “pulam” o numeral “maldito” do 12 diretamente para o 14, em sua contagem de andares. Até mesmo alguns aeroportos tem o costume de ignorar a existência do 13 quando numeram seus terminais aéreos.
O presidente americano Franklin Roosvelt nunca viajava em nenhum dia 13 (não importando em que dia da semana caísse). Também nunca permitia que 13 pessoas se sentassem à sua mesa em uma refeição. Outros famosos que temiam o número são Napoleão e o outro presidente americano Herbert Hoover.
Mark Twain, o famoso escritor, foi, certa vez, o décimo terceiro convidado em uma festa. Um amigo
o aconselhou a não ir ao evento. Quando voltou, Twain confirmou ao amigo que, realmente, ir à festa foi má sorte: “eles só tinham comida para 12 convidados”. Em Paris, se uma pessoa supersticiosa for oferecer um jantar e tiver 13 convidados, ela pode contratar um “quatorzieme”, um décimo quarto convidado profissional.
O número 13, misticamente falando, é considerado portador de azar porque vem logo após o 12 – que representa um número completo. Há 12 meses no ano, 12 signos do zodíaco, 12 deuses do Olimpo, 12 apóstolos de Jesus, 12 tribos de Israel, 12 trabalhos de Hércules e, estranhamente, 12 ovos em uma dúzia.
A crença de que números estão conectados com a vida
e com eventos do mundo físico é chamada de numerologia, e tem uma longa história.
“Ela vem desde Pitágoras e seus seguidores, que acreditavam que tudo no universo poderia ser traduzido em números” explica o astrofísico Mario Livio, autor de “The Equation That Couldn´t Be Solved” (algo como “a equação que não poderia ser resolvida”). Pensadores que vieram após Pitágoras usaram suas idéias e as adaptaram para explicar a realidade que os cercava, de acordo com Livio.
Atualmente, a numerologia virou uma “paraciência”, assim como a astrologia.
“As pessoas são atraídas, inconscientemente, para números específicos, porque sabem que precisam das experiências, atributos e lições associados a eles, que estão contidos em sua energia” declara a numerologista Sonia Ducie. “A numerologia pode dar clareza aos pensamentos e atitudes de uma pessoa, identificando qual é o número do ciclo em que ela se encontra” conclui.
Matemáticos, no entanto, desacreditam da numerologia e declaram que a prática não é uma ciência.
Livio não apóia a numerologia. Para ele, coincidências envolvendo números sempre irão aparecer, se as pessoas as buscarem.

segunda-feira, março 16, 2009

Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença,aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!!!!
Carlos Drumond de Andrade



"Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara que o homem."
(Friedrich Nietzsche)





CRÔNICA DA LOUCURA
Luis Fernando Veríssimo
O melhor da terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco:o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou. Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto,acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal. O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos eficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço aminha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um 'consultório médico', como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto PauloCoelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Se não, vejamos:
Na última quarta-feira, estávamos:
1. Eu
2. Um crioulinho muito bem vestido,
3. Um senhor de uns cinqüenta anos e
4. Uma velha gorda.
Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria oproblema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do principio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados. O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime.Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do 'Harmonia do Samba'. Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro.Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina. E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatostambém pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía asunhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigodedaqueles. Tingido.
(4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda ebaixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor a mais de trinta anos. Será que se masturbaria?Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo.Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.Conto para ele a minha 'viagem' na sala de espera.Ele ri, ri muito, o meu psicanalista, e diz:
- O Ditinho é o nosso office-boy.
- O de terno preto é representante de um laboratóriomultinacional de remédios, lá no Ipiranga, e passa aqui uma vez por mês com as novidades.
- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.
- E você, não vai ter alta tão cedo...


Antonio Rudolfo Oaxaca, vindo do México, encantou o mundo com os personagens marcantes que interpretou em Hollywood e na Europa.
Não conhece?
Nunca ouviu falar do Rudolfo Oaxaca?
Pois saiba que um dos personagens mais famosos por ele interpretado foi Zorba, o grego, sob o nome artístico de Anthony Quinn. Que, aliás, era também um conceituado pintor. De telas.


NADA NA VIDA ACONTECE POR ACASO
Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém. O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo. Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu. Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião. Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s... Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria. Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto. Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local. A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas. As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda. Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército. Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele. Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida. O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava. Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida. Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo. Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias.Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque. Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito 'Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor. Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center Twin Towers. (Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)


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