Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

domingo, abril 03, 2011

Uma dedicação de mais de 50 anos.


Em 1957 o presidente do Lar dos Velhinhos era o Comendador Luciano Guidotti, foi nessa época que o funcionário do Acordo Florestal do Estado de São Paulo, vinculado ao Ministério da Agricultura Dr. Jairo Ribeiro de Mattos passou a conhecer melhor o Lar dos Velhinhos. Com o objetivo de colaborar com a entidade o engenheiro agrônomo propôs que se fizesse um posto de produção de mudas na beira do rio, nas dependências do Lar dos Velhinhos. Vendo na iniciativa uma fonte de renda a mais para o Lar dos Velhinhos, sem que implicasse em investimentos o hábil administrador Luciano Guidotti aprovou a idéia de imediato. Essa iniciativa proporcionou que jovens e crianças aprendessem a formar mudas,  com a participação dos idosos nos canteiros das mesmas, comercializadas elas renderam bons lucros ao caixa da instituição, algumas teses defendidas na ESALQ foram alicerçadas em trabalhos desenvolvidos com essas mudas, como testemunha dessa época restou um gigantesco eucalipto na área próxima á Avenida Centenário. Jairo Mattos sempre teve a proteção e simpatia de pessoas idosas, como o velho João Batista Germano que fora proprietário de uma casa de artigos para pintura e deu ao jovem Jairo algumas aquarelas para que o mesmo as utilizasse, estimulando as habilidades potenciais do futuro artista plástico. No inicio de 1971 Jairo Mattos foi convidado por Aristides Giusti a ser presidente do Lar dos Velhinhos. Tendo como vice-presidente Jorge Cesar Vargas e a participação entre outros dos diretores Waldir Martins Ferreira, Humberto de Campos, Orlando Veneziano, Ciro Otávio Gatti de Toledo, Alfredo de Castro Neves, Valencio Clefes, Rui Azevedo, Alcides Boscariol. Na época no Lar dos Velhinhos havia três pavilhões: Pedro Alexandrino de Almeida, Antonio Correia Ferraz e Luciano Guidotti, um barracão construído por iniciativa do Lions Club, além de algumas pequenas construções precárias, totalizando menos de três mil quadrados de construção, abrigando pouco mais de 100 pessoas. Atualmente residem no Lar dos Velhinhos aproximadamente 500 habitantes que têm 185 funcionários capacitados para atendê-los. Em 1972 foi criada uma nova forma de viver no Lar dos Velhinhos, os chalés, atingindo um público que até então não tinha essa inovadora opção. Idealizado por Jairo Ribeiro de Mattos e construído com seus recursos pessoais, o chalé número 1 mudou o conceito de vida em um lar voltado aos idosos. O conceito básico é de quem habita os chalés proporcionar renda á instituição para subsidiar os abrigados nos pavilhões, cujos recursos pessoais nem sempre atendem suas necessidades básicas de saúde, higiene e alimentação. (Pela Constituição Federal uma obrigação do Estado). Hoje existem 250 chalés e 18 pavilhões, sendo 13 deles construídos na gestão Jairo Mattos. Muitas obras realizadas dentro do Lar dos Velhinhos proporcionam uma qualidade de vida acima das existentes em entidades congêneres, inclusive as reputadas como de alto padrão. O Lar tem até uma Colônia de Férias em Praia Grande com 12 apartamentos e seis casinhas. Atualmente Jairo Mattos dedica muitas horas do seu dia ao Lar dos Velhinhos, dinâmico, de personalidade marcante, impõe seu ritmo de trabalho, líder nato, arrasta voluntários dedicados, de forma democrática recebe as criticas naturais á quem administra uma verdadeira cidade: a Primeira Cidade Geriátrica do Brasil. O Lar dos Velhinhos de Piracicaba já recebeu delegações de outros países interessados no modelo criado em Piracicaba, de uma dessas visitas resultou em uma instituição similar implantada no Japão. Jairo Ribeiro de Mattos mostra claramente que instituições filantrópicas que não forem dinâmicas estão fadadas a encerrar suas atividades. O amor de Jairo Ribeiro de Mattos pelo Lar dos Velhinhos é uma relação que perdura por mais de 50 anos.


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