Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

sexta-feira, outubro 24, 2014

O resgate da locomotiva 18 da Estrada de Ferro Perus Pirapora.


Romi-Isetta em Santa Bárbara d'Oeste - 1955-1960


CYRILLO BALESTERO


PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
joaonassif@gmail.com
Sábado 25 outubro de 2014.
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/





ENTREVISTADO: CYRILLO BALESTERO

 

Cyrillo Balestero nasceu a 9 de setembro de 1929, no Bairro Monte Alegre, filho de Miguel Balestero e Alzira Della Valle Balestero que tiveram quatro filhos: Inês, Pedro, Cyrillo e  Ernesto.

A atividade do pai do senhor qual era?

Ele trabalhava na seção de mecânica , na Usina Monte Alegre, na época de propriedade de Pedro Morganti.

O senhor estudou inicialmente em que escola?

Estudei no Grupo Escolar Marquês de Monte Alegre.Lá estudei do primeiro ao quarto ano, minha primeira professora foi Da. Lavínia Tricânico, com ela estudei o primeiro ano os outros três anos tive como professora Dona Rafaelina. No Bairro Monte Alegre tinha vários núcleos de moradores, o nome do lugar em que eu morava era Córrego da Onça, era uma colônia, com umas dez casas, existe até hoje só que com o nome de Colônia Marco Ometto. Terminei o quarto ano de grupo escolar com onze anos. Naquele tempo não era como  hoje que é proibido trabalhar com essa idade. Tinha que trabalhar para conseguir comer. Os pais eram pobres. Com 11 anos fui cortar cana-de-açucar, era um ganho irrisório mas ajudava, nesse serviço trabalhei até os quatorze anos, idade em que entrei na seção de mecânica. 

A que horas começava o corte de cana?

Lá pelas sete horas da manhã, levava o almoço em uma marmita, ia sempre a pé, eu ia cortar sempre por perto, quando era muito distante o proprietário da cana levava-nos na carroça. Naquela época usava-se muito a alpargatas roda, um calçado feito de lona com solado em corda. A minha mãe costurava todas as nossas roupas, ela era costureira de mão cheia, dava aulas de costura em casa. Voltava lá pelas quatro e meia, cinco horas da tarde. Tomava um banho, na época não havia chuveiro, era banho de bacia, colocava a bacia no quarto e tomava banho lá.  A água nós íamos buscar em um tanque que ficava em frente de casa, distante uns cinqüenta metros, tinha uma lagoa, ia buscar água lá. Bebíamos aquela água só que antes era filtrada em um pote de barro. As brincadeiras de criança na época era jogar pião, jogava bola, com uma bola feita de meia. A noite ficava embaixo do poste brincando de esconde-esconde, eram brincadeiras inocentes.



 


                                                         ALPARGATAS RODA


12 MILHÕES DE PARES EM 1951 

O senhor lembra-se quantas pessoas trabalhavam na usina?

Não posso afirmar com absoluta certeza, mas ouvia dizer que era de 400 a 450 pessoas.

A Usina Monte Alegre tinha uma linha de trem própria?

O trenzinho da usina puxava cana, trazia das fazendas onde era plantada. Naquele tempo era Fazenda Santa Rita, hoje Bairro Santa Rita, Fazenda Taquaral, que é o atual Bairro Taquaral, Fazenda Varginha, onde hoje é a UNIMEP, Fazenda Santa Isabel, na estrada velha de quem vai para Tupi.  Todas essas áreas eram onde se plantava cana-de-açúcar. O transporte era feito pelo trenzinho. 

A missa era realizada na capela?

Todos os domingos havia missa às oito horas da manhã, eu fui coroinha. Batia o sino da Capela São Pedro, Alfredo Volpi já tinha pintado o interior da capela. O pároco da Igreja Bom Jesus, Monsenhor Martinho Salgot ia celebrar as missas. Quando ele não podia ir era substituído por um dos três frades que geralmente iam. A missa era em latim, o celebrante e os coroinhas ficavam de costas para o povo, olhando para o altar que ficava em frente. Como coroinha usava batina de cor cinza em dias normais e em dias de festa era usada batina vermelha, sempre com roquete branco. No dia de São Pedro, nosso patrono, tinha festa o dia todo. A tarde havia procissão.

A missa era celebrada com o celebrante e os coroinhas dando as costas para os fiéis.
 

Havia a pratica de esportes?

Cheguei a jogar no União Monte Alegre Futebol Clube, eu não era titular, tempo do Baltazar que depois jogou pelo Jabaquara e pelo Corinthians.

Qual sua função ao entrar no setor de mecânica?

Completei 14 anos dia 9 de setembro, no dia 13 de setembro entrei na mecânica com carteira de trabalho assinada. Minha função era ajudante de torneiro. Limpava o torno para o oficial, varria o chão, arrumava as peças, de vez em quando dava uma mexidinha na máquina, era um torno alemão. O torneiro com quem eu trabalhava era um senhor muito bom, chamava-se Bernardo Trevisor, mais tarde ele foi chefe da mecânica da Mausa. Ele fazia questão que eu aprendesse, com isso aprendi mesmo! Na oficina era feita a manutenção da usina. Tinha muito serviço. O chefe da oficina era  João Bottene, era um “crânio”, muito inteligente. Foi pioneiro do uso do álcool combustível no Brasil. Em 1945 nem se falava em motor a alcool, João Bottene transformou lá no Monte Alegre, três ou quatro motores da gasolina para o alcool. Do caminhão que regava as ruas, e no trilho tinha uma peruinha que inspecionava as linhas, o motor era a gasolina ele transformou para usar alcool. O João Bottene morava no Monte Alegre na época.
 

Ele que construía as locomotivas utilizadas pela usina?

Uma das que ele construiu eu trabalhei junto, na fabricação da locomotiva. No dia em que foi colocada em uso a máquina, todo pessoal da oficina ficou em frente, em cima, da locomotiva. Tenho até hoje a fotografia desse momento histórico. Era a locomotiva número 5, foi batizada de “Joaninha Morganti”. Meu irmão, mais velho do que eu, gostava muito de locomotiva, ele viu essa locomotiva em Perus, localidade próxima a São Paulo, isso foi a uns 7 ou 8 anos, ela estava puxando cimento.

Locomotiva a vapor número 5, "Joaninha Morganti", construída por João Bottene, na fotografia estão todos os funcionários da oficina em cima e em volta dela
 

Qual era a bitola dela?

A distância entre os dois trilhos era de 60 centímetros. Era movida a vapor e alimentada por lenha.

Após iniciar como ajudante na oficina, quantos anos o senhor permaneceu na Usina Monte Alegre?

Fiquei quatro anos, com 18 anos me aventurei em São Paulo. Minha irmã já morava lá. Um amigo que tinha trabalhado comigo na oficina já tinha ido para lá. Uma das vezes em que ele esteve em Monte Alegre, visitando a família, perguntou-me se eu queria ir para lá. E explicou-me como eram as coisas por lá. Ele acertou tudo para mim, fui  trabalhar na Vila Leopoldina, era na manutenção de uma tecelagem. Passei a morar na Vila Leopoldina, em um prédio em que tinha um restaurante embaixo e alugava quartos na parte superior. Quando eu vinha para Piracicaba vinha de trem pela Companhia Paulista. Após algum tempo, minha irmã e meu cunhado insistiram para ir morar com eles, tinha serviço bem próximo ao local onde eles moravam, nos Campos Elíseos, ao lado do convento Coração de Jesus, na Alameda Dino Bueno. Meu cunhado trabalhava em uma retífica que ficava embaixo do sobrado em que ele morava. Eu passei a trabalhar em outra retífica que se situava mais ou menos a uns seis quarteirões dali, era a Retífica Delgado. Naquele tempo ali havia uma estação de bondes, na Rua Vitorino Camilo.

Quais motores eram retificados na época?

Retificavam-se muito motores de automóveis Dodge, Ford, Chevrolet. Todos de carros importados. Motores de ferro fundido e pistão de alumínio. Lá também eram fabricadas algumas peças para diferencial, que eram as peças mais difíceis de serem encontradas. Era uma retífica com 50 a 60 funcionários. No Monte Alegre eu ganhava dois mil réis por hora, lá entrei ganhando seis mil réis por hora. Eu não estava acostumado a ganhar tanto dinheiro assim, cada vez que vinha para casa deixava um dinheirinho com meus pais. Passado um tempo, um irmão veio trabalhar em Piracicaba, perguntou-me por que eu não voltava agora a cidade já tinha locais que ofereciam emprego. Acabei vindo à Piracicaba. Fui trabalhar na Mecânica Irval, era uma oficina de recuperação de tratores, situava-se na Rua Alferes José Caetano, a meia quadra abaixo da Estação da Paulista. Não trabalhei ali por muito tempo, fui trabalhar na Mausa situada na Rua Santa Cruz, junto com João Bottene, o Bernardo que era o meu professor lá no Monte Alegre era o chefe da oficina na Mausa. Os proprietários da Mausa eram João Bottene e Dr. Rubens de Souza Carvalho. Quando entrei ali existia só o barracão do lado debaixo da Rua Santa Cruz, depois foi aumentando, compraram na frente, ao lado.

Piracicaba era bem menor nessa época.

As indústrias daqui aram muito limitadas, havia uma restrição de funcionários de uma empresa não ser bem aceito em outra empresa, em termo vulgar, as famosas “panelinhas”, grupos fechados. Quem trabalhava na Mausa não podia entrar no Dedini, quem trabalhava no Dedini não podia entra na Mausa. Quem trabalhava no Monte Alegre não podia trabalhar na Mausa. Tinha que trabalhar em outro lugar para depois ser aceito em uma dessas empresas. Com a expansão das indústrias isso tudo acabou.

Na Mausa em que setor o senhor trabalhava?

Trabalhava em torno mecânico. A Mausa fabricava maquinas e peças para usina de açúcar. Turbinas, filtros rotativos, João Bottene projetava tudo. Ele residia na Rua D.Pedro II a 50 metros da Mausa. Eu entrei na Mausa em 1950 e permaneci lá até 1962. Em 1955 eu me casei com Oralda Orlandim, naquela época havia o costume de quadrar o jardim, lá que nos conhecemos, casamos no dia 8 de maio de 1955, na Catedral de Santo Antônio, estava ainda em construção a catedral nova, mas já estava funcionando. O padre celebrante foi um primo da minha esposa, Padre Otales Schimidt, era de Rio Claro, pertencia a ordem dos claretianos. 

O senhor sempre foi religioso?

Sempre. Fui vicentino a partir de 1966 quando passei a trabalhar na Paróquia do Bom Jesus. O trabalho do vicentino é um trabalho no anonimato, fazemos o trabalho, as campanhas, distribui gêneros alimentícios para as famílias necessitadas. Antes de a família receber ajuda é feita uma sindicância. Trabalhávamos para elevar o nível da família necessitada, mas exigia que estivessem trabalhando. Não era para receber a cesta de alimentos e ficar em casa sem fazer nada. No inicio distribuíamos um vale íamos a um armazém, uma venda, próxima a casa da família assistida, acertava com o proprietário, o socorrido iria com o nosso vale, e ele fornecia as mercadorias até o limite daquele vale. E dava só gêneros de primeira necessidade.

Quantos socorridos eram atendidos?

Os vicentinos formam grupos, cada grupo é chamado de conferência. Na Paróquia do Bom Jesus tinha seis conferências, seis grupos de vicentinos. Cada conferência recebia o nome de um santo. A minha era a Conferência São Francisco de Sales. Chegamos a ter 11 membros, assistindo 8 famílias.

De onde surgiam os recursos para essa ação?

Colaborávamos na medida do possível. Também pedíamos. No natal fazíamos uma lista e pedíamos dinheiro mesmo para comprar uma cesta de natal para os pobres. Depois acabou essa ação de fazer lista e pedíamos os alimentos mesmo.

Quantas unidades de vicentinos havia em Piracicaba?

Até quando eu estava na ativa eram 33 conferências. Até hoje em todas as paróquias os vicentinos atuam ativamente. Ainda na Paróquia Bom Jesus fui Ministro da Eucaristia, por onze anos, o padre Reinaldo Zaniboni era o pároco. No inicio éramos onze ministros, depois passamos para quatorze.  Isso foi de 1995 até 2005.

Até 1962 o senhor trabalhou na Mausa, de lá o senhor foi trabalhar onde?

No SENAI. Prestei concurso no fim de 1961, fiz os exames teóricos e práticos em São Paulo. Chamaram-me para trabalhar em São Paulo, eu já era casado, tinha três filhos: Rosany, Miguel e Maria do Carmo. Depois que veio o André. Não aceitei ir para São Paulo, iria modificar muito a vida da minha família. Aí ofereceram para trabalhar em Santa Bárbara D`Oeste. Naquele tempo era Fundação Romi-SENAI. Os funcionários eram do SENAI e as instalações do Romi. Aceitei. Ia às segundas feiras e voltava as sexta feiras a noite. Lá eu fazia minhas refeições no Restaurante do Bacchim e morava em uma espécie de república, tinha mais uns três ou quatro funcionários que eram de Piracicaba e trabalhavam lá no SENAI de Santa Bárbara. Conheci os filhos do Comendador Emílio Romi. Isso foi de 1962 a 1965.

Foi na época em que a Romi fabricava a Romisetta?

Eu vi lá! Não cheguei a dirigir. Eu trabalhava no prédio onde até hoje é a Fundação Romi, a fábrica da Romisetta era abaixo, atrás da estação de trem. Um funcionário da Romi fazia o contato Romi-Escola, ele usava uma Romisetta.


Romisetta
 

                                                                              
                                                                               
 
 

Qual era a função do senhor no SENAI?

Fui instrutor de torneiro mecânico. Em maio de 1965 fui transferido para o SENAI de Piracicaba. O Jordão era o diretor. Conheci João Pires da Rosa, Luiz Alberto Gonçalves Rosa, Clemente Nelson. Mesmo após ter saído do SENAI dei uns cursos extras lá.

O SENAI era motivo de orgulho para os piracicabanos?

Era uma escola diferenciada. O aluno entrava para aprender a trabalhar. O curso durava um ano e meio. Tinha aulas teóricas e práticas. Naquele tempo o aluno não pagava nada. As indústrias é que mandavam os alunos para lá, ele já ia empregado.

Em média uma turma tinha quantos alunos?

Na oficina, na minha seção, tinha dez tornos cada um com um aluno.

No SENAI só havia alunos do sexo masculino?

Em Santa Bárbara D`Oeste eu vi uma aluna, no curso noturno. Ela fez um semestre comigo. Foi a única que vi até hoje. E era uma boa aluna.

Qual era a carga horária do aluno?

Entrava as sete e meia, saia as onze e meia, voltava a uma hora da tarde até as cinco horas. De manhã ficava na sala de aula, a tarde na oficina. Passava o dia inteiro na escola. No começo não havia cantina, o aluno trazia o almoço de casa, ou ia almoçar na sua casa. Depois colocaram cantina.

Quantos professores lecionavam no SENAI em Piracicaba?

Na seção de torno éramos três, na seção de ajustagem eram quatro, na seção de mecânica de auto eram dois. Depois tinha os professores que lecionavam matemática, português, ciência. desenho.

O senhor chegou a projetar diversos produtos, um deles é uma chocadeira?

A história da chocadeira é interessante. O professor Salatti um dia apareceu na escola com uma caixinha, ele sabia que eu era muito interessado no assunto. Antes de entrar no SENAI, ainda trabalhava na Mausa, conheci o instrutor do SENAI, Seu Ozias, ele morava perto de casa. Sempre tive uma queda para criação. Ele me disse: “-Cyrillo! Quer fazer uma chocadeira? Eu ensino!”. Fiz, uma até grande, cabia 220 ovos. O Salatti devia saber do caso, quando apareceu com aquela chocadeirinha me chamou. Conversamos. Fiz uma idêntica. Era para 30 ovos.

Como funciona uma chocadeira?

Os ovos são colocados em bandejas, tem que serem virados três vezes ao do dia, tem que estar com a temperatura de 38 a 39 graus, umidade controlada de 70 a 80 por cento. Para chocar um ovo é o mesmo tempo que leva a galinha, 21 dias. Eles nascem sozinhos, são colocados em uma caixinha com água e ração eles se viram sozinhos. Naquele tempo meu pai era vivo, ele fazia a caixa, eu fazia a instalação. Já fiz mais de 200 chocadeiras. Até hoje faço, mais para me distrair. Já fiz chocadeira para 480 ovos. Já levaram chocadeiras que fabriquei para o Paraná, Minas Gerais, até em Tocantins.

O senhor aposentou-se quando?

Em 1 de fevereiro de 1978, aos 49 anos. Tinha 35 anos de carteira de trabalho assinada. Meu irmão e eu abrimos uma oficina, “Retifica de Carcaças Pedrinho”, carcaças são os blocos do motor. A empresa existe até hoje, meu filho que assumiu. Trabalhei 20 anos junto com meu irmão. Trabalhávamos para as retificas Consentino, Rezende, São Cristóvão. Em 2007 eu fiz cirurgias nos joelhos, parei de trabalhar na retífica.

Qual é o segredo de estar com tão boa disposição como o senhor têm?

Não consigo ficar parado. Tenho que fazer alguma coisa. Entrei na Conferência Vicentina em 1966, parei no ano passado. Fiz parte do Conselho da Creche dos Vicentinos, na Rua D.Pedro com a Rua Visconde de Rio Branco. Fiz parte do grupo que cozinhava nas promoções. Fazíamos feijoada para 600 marmitex, puchero e de vez em quando jantares. Quando fazia bingo era galinhada. Eu fiz o cursilho em 1970, em 1978 fui trabalhar no cursilho. Em dois cursilhos eu trabalhei na sala de aula. Depois fui para a cozinha. Comecei como ajudante, lavava pratos. Depois passei para fazer o café, já estava no fogão junto com os cozinheiros. Passei para ajudante de cozinheiro, em seguida cozinheiro, fui coordenador da cozinha, fazia o cardápio, calculava quantidades, fazia as compras. Tudo na chácara da diocese no bairro Nova Suissa. Trabalhei no cursilho por 27 anos. No cursilho tinha o Hércio Cortozi e o Elpídio Roberti, formamos uma equipe e fomos trabalhar na Festa das Nações, na barraca italiana. Desde a primeira festa, que foi realizada no Lar Franciscano de Menores, e lá permaneceu até a décima segunda. Trabalhei até a décima quarta Festa das Nações. No Engenho trabalhei apenas em duas festas. Trabalhava para a Creche São Vicente de Paula e para a Creche Ada Dedini Ometto. Alguns cozinheiros da creche Ada Dedini Ometto assumiram e nós paramos. Era gostoso, cansativo, mas gostoso.

Arquivo do blog