Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

sexta-feira, novembro 04, 2016

JOÃO BAPTISTA DA SILVA JÚNIOR

PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
joaonassif@gmail.com
Sábado 05 de novembro de 2016.
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/
http://www.teleresponde.com.br/
ENTREVISTADO: JOÃO BAPTISTA DA SILVA JÚNIOR

João Baptista da Silva Júnior nasceu a 2 de janeiro de 1940 em Pindamonhangaba, filho de João Baptista da Silva e Vicentina Machado da Silva que tiveram os filhos Inês, João Baptista, Claudio e Janete.
Qual era a atividade do seu pai?
Meu pai era ferroviário, trabalhou 27 anos na Estrada de Ferro Campos do Jordão, morávamos em Pindamonhangaba, até Campos do Jordão, de bondinho levávamos 45 minutos para percorrer a distância entre as duas cidades. Naquela época não existia a estrada que existe hoje, era uma estrada de terra muito ruim. O acesso a Campos do Jordão era feito por um bondinho elétrico que subia a serra, percorria 45 quilômetros. O meu pai era bagageiro, cuidava das passagens, das bagagens, ele faleceu muito novo, aos 46 anos, trabalhou 27 anos na Estrada de Ferro Campos do Jordão. A minha mãe faleceu com 85 anos.






Você chegou a andar no trem da Estrada de Ferro Campos do Jordão? 
Muitas vezes! Naquela época começou a surgir a televisão, quando ele estava em Campos do Jordão tomava conta de um clube. Ele perguntava-me: “-Quer assistir um jogo lá pela televisão do clube?”. Eu dizia: “- Quero sim!”. Eu pegava o bondinho de passageiros, tinha a capacidade de levar uns 40 passageiros, saia as 11 horas da manhã, eu ia na cabine de trás com um senhor que trabalhava no correio, eu tinha uns 10 a 12 anos. Eu assistia Oberdan jogando, assistia jogos do Palmeiras, às vezes via meu pai jogando futebol.
Seu pai foi um incentivador para que você sempre praticasse esportes?
Meu pai brincava muito comigo, um dia ganhei uma medalha e disse-lhe “- Olha pai! Ganhei esta medalha!”. Em tom de brincadeira ele dizia: “Ah! Essas medalhinhas eu jogava birosca (bolinha de gude) com elas!” Só que o meu pai gostava de me ver jogar futebol, principalmente quando aos 16 a17 anos comecei a disputar o campeonato amador.
Você estudou em Pindamonhangaba?
Em Pindamonhangaba a Estrada de Ferro Campos do Jordão tinha uma escola nos moldes do SENAI, fiz ali o curso de marceneiro, conclui o curso aos 14 anos. Esse curso equivalia na época até a terceira série ginasial. A Estrada de Ferro Campos de Jordão tinha uma oficina muito grande, eu pensava em fazer um estágio nessa oficina. Isso não aconteceu.
A Estrada de Ferro Campos do Jordão era propriedade particular?
Ela pertence ao Estado. Infelizmente quando meu pai faleceu a empresa não agiu a altura, foram indiferentes a um funcionário que dedicou a vida à empresa e em momento algum foi solidária com a família enlutada. Graças a Deus superamos todas essas decepções.  Eu servi o Exército em Pindamonhangaba, de 1958 a 1959, tinha 18 anos. Foi uma época tranqüila, apenas uma vez que teve um aviso de prontidão, quando dormimos com farda, coturno, prontos para sair em ação a qualquer momento.
Quando você começou a trabalhar?
Meu primeiro emprego foi com 15 anos, em uma loja de calçados, eu vendia sapatos. Tinha registro em Carteira de Trabalho. Hoje dizem que o menor trabalhar é escravidão, a meu ver não é não. Eu estudava e trabalhava. Nessa época eu já tinha concluído o Grupo Escolar. Chamava-se Grupo Escolar Dr. Alfredo Pujol. Lembro-me do nome de todas as minhas cinco professoras. No primeiro ano foi Dona Margarida Homem de Mello. No segundo ano foi Dona Saturnina; no terceiro ano foi Dona Edite; no quarto ano Dona Nair Imediato; no quinto ano foi Dona Vanda que foi substituída por Dona Benedita. Muitos anos depois, eu trabalhei na construção de uma fábrica, como almoxarife, o engenheiro era sobrinho dessa professora. Eu o conhecia desde menino. Ele perguntou-me se eu sabia realizar determinada tarefa, disse-lhe: “Se sua tia não me ensinou errado eu sei! Disse-lhe: “Eu o conheço, Roberto, desde pequenininho”. Ele então se lembrou de mim, disse-me:” Não acredito! Você é o Joãozinho!. Quando terminou a obra ele queria que eu fosse trabalhar com ele em Pindamonhangaba. Eu preferi permanecer em Piracicaba.
Quem nasce em Pindamonhangaba é denominado como?
Quem nasce na cidade de Pindamonhangaba é chamado de Pindamonhangabense.Só que o usual é Pindense. Terra do Governador Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho.
Após trabalhar como vendedor de calçados qual foi o seu próximo serviço?
Ainda como vendedor de calçados, tem uma passagem muito engraçada. Tínhamos um código entre os vendedores. Quando aparecia um freguês chato o dono da loja me ensinou que ia dizer: “João, pegue aquele sapato, Solis!” Isso significava que era o tipo do freguês que fazia tirar muitos sapatos da prateleira e não levava nada. Meu patrão disse ainda “Se eu disser para você: - Pegue a marca Solingen! A pessoa é chatérrima!”. Um dia entrou uma freguesa e falou: “- Joãozinho eu queria ver um par de sapato, eu fui no Antonio, (Que era dono de outra loja de calçados e irmão do dono da loja onde eu trabalhava.) ele mandou vir aqui, disse que vocês tem a marca de sapatos que eu quero”. Eu perguntei-lhe: “-Que marca que é o sapato que a senhora quer?”.  Ela então me respondeu: “-É Solingen!”. Eu não sabia se estourava uma gargalhada, o dono da loja estava para explodir de rir. Muito sério perguntei ao meu patrão: “-Ainda tem Solingen, Seu Silvio?”. Ele, contido, disse: “-Não tem, estamos para receber!”. Os dois irmãos, proprietários das duas lojas se entendiam, quando era Solis ou Solingen.
O período em que você serviu o exército foi difícil?
Eu tive sorte, o quartel era na minha terra, eu tinha muito conhecimento com sargentos, oficiais, porque eu jogava basquete, futebol de salão, com eles. Às vezes eu ia sair, um sargento me dizia: “-Não vai embora não! Vai jogar basquete conosco!”. Outras vezes ia sair o major me dizia: “Garoto! Vem cá! Fique a vontade! Troque de roupa, põe o uniforme de educação física, você vai apitar o jogo! Vamos jogar oficiais contra os sargentos da oficina! Pode ficar tranqüilo, você vai apitar o jogo, quem manda é você!” No meio dos oficiais, estava eu, soldado, reco (soldado novato). 
Quando você começou a desenvolver o seu interesse pelo esporte?
Foi quando eu estudava no SENAI, comecei a me interessar pelo basquete, aos 14 anos, jogava na defesa e já jogava no Infantil do Ferroviária que tinha em Pindamonhangaba. Naquela época era muito difícil existir pessoas altas, após algum tempo apareceu um tenente chamado Gedeão, ele era alto. Eu gostava de assistir quando ele jogava só para ver a facilidade com que ele fazia pontos “enterrando” a bola no cesto. Eu também jogava vôlei, só que menos do que o basquete. No futebol jogava como goleiro.
Você era um bom goleiro?
Tinha hora que sim, outras que não, falhava. Havia horas em que ajudava a ganhar o jogo. Até a pouco tempo eu voava na quadra dando uns “peixinhos” que é aquele momento em que você vê que a bola vai cair você voa e dá um tapa nela para não deixar ela cair, isso no vôlei. No futebol fazia as pontes, que é voar e pegar a bola com as duas mãos. Eu tinha facilidade pesava 60 e poucos quilos. Treinava duro, jogava no time de uma fábrica de alumínio que tinha em Pindamonhangaba. Logo após servir o Exercito trabalhei em uma loja de móveis por pouco tempo, montava móveis para Farah, Zaiter e Cia. Vendiam móveis, fogões, rádios, tinha uma seção que vendia roupas. O meu próximo emprego foi na fábrica de alumínio, comecei como ajudante geral, com o tempo fui promovido para trabalhar na portaria fazendo apontamento, cuidava dos cartões de ponto, no final de mês eu fechava, encerrava os pontos, entregava para ser feita a folha de pagamentos. Nessa fábrica permaneci por cinco anos. Sai de lá para vir para Campinas. Eu estava noivo e o meu futuro sogro veio trabalhar em uma fábrica de papel, disse que eu iria com ele. Eu era tratado por ele como um filho. Arrumei a mala e vim embora. Trabalhei como escriturário. De lá saímos e fomos trabalhar na Papelão Andrade, situada em Anhumas, dentro de Campinas. A seguir fui trabalhar na Rhodia em Paulínia Como segurança. Lá permaneci por três anos. Fui trabalhar na Racz Construtora S/A, após algum tempo, me transferiram para Piracicaba, onde foi construído o Racz Center. Fui morar na Vila Independência. Da Racz Center me transferiram para a Avenida Luciano Guidotti, logo em seguida a auditora veio e disse que ia me levar para Campinas, para tomar conta do almoxarifado da fábrica, fiquei na Racz até ela encerrar suas atividades, em seguida trabalhei na Tem de Tudo no Shopping Piracicaba. Após três anos fui trabalhar na empresa Comercio de Madeiras Naléssio Ltda. Um dos locais em que trabalhei foi com o Carvalho Materiais de Construção, foi com o Carvalho que aprendi muita coisa sobre material de construção. Antes de trabalhar com ele eu tinha um bar e restaurante, ficava na Avenida Cássio Paschoal Padovani, junto a um posto de gasolina logo após a Pirasa, revenda de caminhões Mercedes-Benz. Ali eu fazia uma feijoada muito famosa, aos sábados. Houve uma época em que uma chuva destruiu uma ponte, o fluxo de transito para São Paulo foi desviado, e de uma hora para outra diminuiu muito a clientela. Isso afetou muito a situação do restaurante. Sou pai de dois filhos: João André e Alessandra.
Após sair do Naléssio você trabalhou em algum outro lugar?
Eu estava procurando emprego, quem é que dava emprego para uma pessoa com 57 anos? A experiência não conta, olham apenas a idade. Uma vez vi anunciado em um jornal a procura de um almoxarife com experiência em material de construção. Fui até o local, preenchi uma ficha, a moça que estava atendendo olhou, e disse-me que a minha idade estava acima do que eles procuravam. Queriam pessoas com até 25 anos. Eu disse-lhe: “-Com experiência e com essa idade você não irá encontrar!”. Após alguns dias vi o mesmo anúncio no jornal. Um dia encontrei um amigo, ele convidou-me para ir jogar uma bolinha no SESC, fui. Aí começaram a me chamar, fui convidado para participar da Seleção Piracicabana da Terceira Idade jogando vôlei, aos 60 anos. Joguei 12 anos em Piracicaba. Devo ter umas 250 medalhas, troféus. Viajamos para muitas cidades para disputar jogos. Em São Pedro tem um time composto por integrantes de setenta anos, é tetracampeão regional e tricampeão estadual. Hoje um tem 84, outro tem 82, eles vão treinar conosco.
Para uma pessoa com 80 anos qual é a importância do esporte?
Acredito que seja um grande estimulo para a pessoa, em todos os sentidos.
Há uma doença que acomete muitas pessoas, a famosa depressão, como você isso?
(Em tom de trocadilho, João comenta). “Às vezes alguém pergunta: “João você tem depressão?”Eu respondo: “-Nem devagarzão quanto mais depressão”. Tive um período difícil quando me separei da minha primeira esposa, até que conheci Jovelina Góia, casamos em segundas núpcias já há 28 anos. Eu acredito que toda pessoa tem que fazer algum esporte. Acabei aposentando-me.
Como começou a história do Quimball ou Quimbol?
Uma vez estávamos treinando vôlei, na Vila Rezende, no ginásio. Chegou o Joaquim Bueno de Camargo, conhecido como Quim com umas raquetes, perguntou se queríamos aprender a jogar Quimbol, peguei a raquete e me dei bem com ela. Há uma rede com dois metros e quarenta centímetros, é a altura do vôlei, a malha é mais fininha para a bola não passar. A quadra é do mesmo tamanho da quadra utilizada no vôlei. A bolinha pesa 35 gramas. Esse esporte foi difundido, fazíamos muitas vezes clinicas, mostrar o que é o quimbol, ensinar, fizemos em três unidades do SESC em São Paulo, Santos, Sorocaba e São Carlos.

“QUIMBOL – uma Brincadeira , um Jogo, um novo Esporte”

O “Quimball ou Quimbol, é um novo jogo construído a partir das idéias do “Quim”- Joaquim Bueno de Camargo (falecido aos 78 anos, em 2004, na cidade de Piracicaba/SP), daí seu nome, pois quando surgiu (1947) seus amigos denominavam a nova prática como o “Jogo do Quim”.
Retomado nos últimos anos (2000) evoluiu e hoje já é praticado por um grande número de pessoas em Piracicaba e já se dissemina por outras cidades e estados.
Este release visa proporcionar uma oportunidade para que todos interessados possam conhecer a origem deste jogo, suas regras, seus fundamentos técnicos, os equipamentos utilizados e sua constante evolução.
Todos poderão conhecer este novo esporte e perceber que é uma prática destinada a cativar crianças e jovens, atletas, adultos e pessoas da terceira idade; pois é um jogo que já nasceu adaptado a todas as faixas etárias e certamente vai começar a fazer parte de sua vida a partir de agora.
Venha conhecer e difundir esse jogo de identidade nacional.
Você vai gostar e se surpreender com as possibilidades do jogo.

HISTÓRIA

“Há muitos anos, por acaso, criei e desenvolvi uma brincadeira que foi chamada ‘Jogo do Quim’. Depois de várias décadas, com a certeza de que o jogo poderia se transformar num esporte praticado por todas as pessoas adaptei suas regras e materiais para que fosse jogado nas quadras de voleibol.
Nasce, então, o QUIMBOL, esporte cujas regras lembram os fundamentos do voleibol, tênis de campo e até do futebol.
Na prática, pude constatar que minhas crenças estavam certas.
Por não exigir muito o uso de força física, mas sim, boa coordenação motora, habilidades, raciocínio rápido, muita comunicação e disposição, o QUIMBOL é um esporte para todas as idades sem a necessidade da adaptação.”

“Em qualquer tempo é tempo de realizar!!!” ( Joaquim Bueno de Camargo – O Quim )

O QUIM
Sou Joaquim Bueno de Camargo, o “Quim”, moço com 78 anos de idade. Sempre gostei de aventuras e esportes. Nunca fumei e droga para mim é droga mesmo; veneno que vem matando muitos valores de vida e separando pessoas que poderiam estar construindo como vencedores. Mas como é sabido, o esporte é mais um meio de agrupar e conciliar pessoas no mundo todo.
Portanto, pratique esporte. Valorize seu corpo. Aprenda a gostar mais de você. Conserve o espírito leve. Colecione amigos.   Defenda a natureza. Cuide bem do ar que você respira pois ele é a vida no planeta, a alma da natureza e a presença de Deus.

“Sejam sempre moços de 60, 70, anos ou mais e nunca velhos de 60, 50 anos ou menos.” ( Quim)

O JOGO

O QUIMBOL é praticado por duas equipes de 4 pessoas (cada), em quadras de voleibol, utilizando o poste de fixação da rede como limitação de jogo aéreo.
O jogo é dividido em quatro tempos de dez minutos cronometrados. Em cada tempo é permitido ao técnico da equipe em desvantagem, um pedido de paralisação de um minuto.
Ao término do primeiro e do terceiro tempo são realizados intervalos de três minutos e ao final do segundo tempo, um intervalo com duração de seis minutos, quando ocorre a troca de lado na quadra.
A partida termina no quarto tempo com a vitória da equipe que obteve maior número de pontos. Em caso de empate, realiza-se um quinto tempo (melhor de cinco pontos) sem troca de lados, iniciada pela equipe que marcou o último ponto.
Outra opção é realizar a contagem tradicional por “set” de pontos (similar ao voleibol).
Os participantes praticam o jogo com raquetes de madeira emborrachada, golpeando uma pequena bola de aproximadamente 25 gramas. O jogo consiste basicamente em sacar, receber, executar o levantamento e efetuar o ataque na quadra adversária.
 



Tem regras por escrito?
Tem! Algumas por exemplo: não invadir o campo adversário com a raquete, não pode bater na rede, se receber o saque não pode devolver com um toque só para o outro lado, tem que passar ao menos duas vezes a bola um para o outro jogado da mesma euipe antes de arremessar para o lado adversário. São três toques antes de arremessar. Pode deixar a bola pingar quando o adversário ataca. É um jogo interessante. Nosso técnico é o Secretário Municipal de Esportes de Piracicaba, que também gosta de jogar Quimbol, João Francisco Rodrigues de Godoy, o Johnny.
Vocês têm uma ligação muito próxima com o SESC?
Temos! Tenho uma relação muito boa com o José Roberto, que é o gerente. Assim como tenho uma grande amizade com o Adriano que cuida do pessoal da terceira idade. A unidade do SESC de Bertioga é um paraíso, já fomos mais de 20 vezes para lá. Sou um dos sócios mais antigos do SESC de Piracicaba.
Atualmente um das suas atividades é o artesanato em madeira?
Vi em algum lugar uma casa de passarinho projetei e construí uma. Passei a fazer como passatempo. Faço também comedouro para passarinhos, é bem protegido com folha de flandres. O telhado do comedouro eu faço com tábua de forro. Coloco uma folha de folha de flandres na cumeeira da casinha.
Você conheceu grandes jogadores?
Sou palmeirense, cheguei a conversar com Baltazar “O Cabecinha de Ouro”, Bauer, Poe, De Sordi, Leonidas “O Diamante Negro”, Luizinho “O Pequeno Polegar”, Pelé, Gilmar.
O que você acha desses jogadores atuais que ganham grandes fortunas?
Infelizmente o nosso futebol, comparado ao que já foi no passado, é pobre demais. O dinheiro fala mais alto do que o amor pela camisa. Antigamente o jogador tinha um salário modesto, cada um levava a sua chuteira, joguei no infantil do Ferroviário de Pindamonhangaba e depois no amador do Aeroclube da cidade.
O que você como esportista achou das Olimpíadas?
Gostei, achei que o Brasil tem uma criatividade que muitos povos não têm. As paraolimpíadas foram fizeram apresentações incríveis.
Você tem uma caligrafia muito bonita, usa letras góticas, inclusive nas raquetes onde de um lado está escrito o seu nome “João” e do outro lado “Soberano” e em outra raquete “João” e do outro lado “Fabuloso”
Aprendi a escrever essas letras sozinho, já escrevi por encomenda muitos diplomas. Uma amiga que joga conosco, um dia ela disse “-João você é Fabuloso”, disse-lhe “Você deu uma ótima idéia”. E Soberano eu disse: “Vou ser o soberano do quimbol”. 
Você já foi Papai Noel?
O técnico nosso, o Orlandinho, convidou-me para ser Papai Noel do Shopping de Piracicaba. Fui entrevistado pela pessoa responsável. A primeira pergunta que ela fez: “Então o senhor quer ser Papai Noel?” Disse-lhe: “Eu não quero ser, convidaram-me para ser!” Ela fez uma série de perguntas e eu fui respondendo. Até que ela questionou-me o que eu iria perguntar às crianças. Eu disse-lhe que para crianças até três anos eu sei o que vou perguntar. Agora para crianças acima de três anos eu vou ter que estar preparado para responder as perguntas delas. Ela olhou-me e disse: “Você vai ser o Papai Noel do Shopping”. Por 42 dias fui Papai Noel das duas da tarde às dez horas da noite. Com uma hora de intervalo.
Tem algum fato que marcou muito para você?

Muitos! Cenas que me emocionaram, cenas que me fez rir, algumas me fizeram chorar. Uma delas, a meu ver foi um milagre, um dia tinha um senhor dizendo a um menino: “Vai!” o menino respondeu várias vezes “Não vou!” Levantei-me e fui até lá. Perguntei se ele não queria conversar com o Papai Noel. Coloquei a mão no ombro dele e ele foi comigo. Sentou-se ao meu lado e começamos a conversar. Perguntei o porquê ele não queria falar com o Papai Noel, ele respondeu: “- Sabe, meu pai é pobre, ele trabalha em um posto de gasolina e ganha pouco, e minha mãe está desempregada, se eu vier conversar com o senhor eu não vou ganhar brinquedo meu pai não tem dinheiro para pagar. Eu nunca disse pede ao Papai Noel que ele vai te dar. Disse-lhe: “Você não pode ficar triste por causa disso, você vai ganhar um presente, mas não fique triste por causa disso não. Conversei um bom tempo com ele sem tocar nesse assunto de presente. Disse-lhe: “Quando chegar a sua casa reze para o Papai do Céu para Ele dar um presente para você.”. Ele respondeu-me: “Esta bem Papai Noel, obrigado!”. E foi embora, dália a uma hora mais menos, entrou um garoto correndo com um pacote enorme e disse “Papai Noel ! Papai Noel!! Obrigado pelo presente que o senhor me deu!”. Era o menino, eu não tinha reconhecido-o. Ele disse-me que gostou do presente, fez questão de mostrar-me a caixa, era uma caminhonete enorme dentro da caixa e em cima da carroceria da caminhonete tinha um carrinho. O menino disse-me: “Viu Papai Noel, foi a mãe do senhor que me deu!”(João emociona-se muito neste momento). Eu ouvi o pai dele dizer: “Esse homem é homem de Deus!” E perguntou-me o que eu tinha dito ao seu filho, respondi que não tinha dito nada. Então o pai do menino explicou que ele saiu dali, uma senhora o abordou e perguntou o que ele tinha pedido ao Papai Noel, em seguida disse-lhe, vem aqui comigo, levou-o nas Lojas Americanas e disse-lhe: “-Escolhe o que você quiser!”. (João Baptista emociona-se muito ao lembrar-se) . Aquilo me emociona até hoje, não sei quem é essa senhora. Outra ocasião tinha duas menininhas que disseram que queriam tanto tirar uma foto ao lado do Papai Noel, só que não tinham maquina. Chamei uma das Mamães Noel, eram duas mocinhas, pedi que tirasse uma foto, anotasse o endereço delas, mandei revelar e enviei pelo correio, eu tinha levado a minha máquina. Um dia foi um grupo de crianças cantarem para o Papai Noel. Tive que segurar. As crianças foram embora. Nisso chegou uma senhora muito distinta com uma menininha. A menina sentou-se ao meu lado. A senhora me olhou e disse-me: “Papai Noel está emocionado, né! Perguntei-lhe se podia pedir um favor, que ela me desse um minuto. Ela ajoelhou-se a meus pés, segurou as minhas mãos e disse-me: “O senhor chora porque o senhor tem oração!” No ano seguinte fui chamado pelo Shopping para ser de novo Papai Noel. Foi uma grande experiência para mim. O ultimo dia, quando acabou, cheguei em casa e disse “-Venci um desafio!”. Ai desabei, chorei muito. Fui Papai Noel nas Casas Pernambucanas, era chamado de Papai Noel terrorista, pelo fato de brincar muito com os vendedores. 

Um dos principais atrativos do chamado Circuito da Mantiqueira é a quase centenária Estrada de Ferro Campos do Jordão, cuja operação iniciou-se em 1914.

Desde 1916 ela é de propriedade do Governo do Estado de São Paulo, sendo atualmente administrada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

Concebida pelos médicos sanitaristas Emílio Ribas e Victor Godinho, seu objetivo inicial era o transporte de doentes tísicos para os sanatórios de tratamento, então localizados em Campos do Jordão


Santo Antônio do Pinhal é lembrada pela grande quantidade de hotéis, chalés e charmosas pousadas, além de belos restaurantes, que no inverno trazem o fruto do Pinhão em vários de seus cardápios.



Campos de Jordão é famosa por seu clima de serra, com características semelhantes às dos melhores climas europeus de altitude.
O que diferencia Campos do Jordão é o seu clima tropical de montanha, acrescido à presença do sol em praticamente todo o ano.

                          Estação Emílio Ribas - Parque do Capivari - Campos do Jordão


A “Princesa do Norte”, ou simplesmente Pinda, é uma cidade de clima ameno, localizada às margens do rio Paraíba do Sul, rio que até o século XIX constituía-se em importante via de comunicação.


                          Estação Pindamonhangaba, sede da Estrada de Ferro Campos do Jordão






   





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