Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

sábado, setembro 20, 2014

FELISBINO DE ALMEIDA LEME (BINO)


PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
joaonassif@gmail.com
Sábado 20 setembro de 2014.
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/


ENTREVISTADO: FELISBINO DE ALMEIDA LEME (BINO) 

Felisbino de Almeida Leme, o Bino, estará lançando o seu terceiro livro que é “Canto de Paz” sendo que o valor apurado na venda dos livros será totalmente revertido para o CECAN. Será lançado no dia 27 de setembro, as 19:30 horas, no salão da Escola de Mães, situada na Rua Prudente de Moraes, 1578, esquina com a Rua Alfredo Guedes. O prefácio é de Selma Ferrato, a apresentação foi realizada por Conceição Pipa Soave. Uma das orelhas do livro foi feita por Maria Helena Corazza, presidente da Academia Piracicabana de Letras e a outra orelha do livro foi feita pelo Padre Antonio Célio Costa Francisco, o Padre Célio da Igreja Bom Jesus.
Felisbino de Almeida Leme nasceu a 27 de setembro de 1944 em Piracicaba na Rua Tiradentes, entre a Rua Voluntários de Piracicaba e Rua Treze de Maio. É filho de  Noemia Godoy Leme e Acácio de Almeida Leme que foi músico por 50 anos, tocou em bandas de Piracicaba, Capivari. Tocava saxofone e clarinete. O casal teve sete filhos: Leonidas, Dirce, Clarice, Rubens, Florivaldo (Chicoca), Antonio e Felisbino (Bino). Bino iniciou seus estudos no Grupo Escolar Moraes Barros, sua primeira professora foi Dona Mariazinha (Maria). Nas proximidades do grupo escolar havia uma venda famosa, com sua vitrine de doces, pertencia ao Bento Chulé, um doce muito apreciado era o pudim de pão popularmente chamado de “mata-fome”.

Bino você guarda muitas lembranças dessa época?

Na Rua Alferes José Caetano em frente ao Grupo Moraes Barros, existia o escritório de um dos grandes advogados que atuou em Piracicaba, Dr. Jorge Canaã, era ali que muitas vezes Jacob Diehl Neto, Noedy Krahenbuhl, Francisco Lagreca também célebres advogados,encontravam-se para confabularem. Na esquina da Rua Treze de Maio com Alfres José Caetano, onde atualmente é a Pizza do Bira, era onde funcionava a agência de correios de Piracicaba. Em frente, ficava a loja de Oscar Elias Neme. Na Rua Alferes José Caetano, esquina com a Rua Voluntários de Piracicaba, havia uma casa enorme, onde por muitos anos funcionou a Biblioteca Municipal, Nas dependências anexas ao casarão morava Dona Diva, mãe da Isalina, Lucia, Rosa, que eram minhas colegas. A Dona Diva era enteada do Seu Joaquim Corre-Corre, casado com Dona Maria. Moravam todos juntos. O casarão da frente era a biblioteca. (Foi derrubado recentemente e está dando lugar a um edifício). Na esquina oposta havia uma funerária, do Longatto, com os esquifes  expostos. Ao lado, adiante um pouco, na Rua Alferes José Caetano havia a Fábrica de Bebidas Andrade, que pertencia a família de Thales Castanho de Andrade. Um fato curioso é quando o esposo da professora entrava na sala de aula nós levantávamos e cantávamos: “ –Bom dia Seu Aldino ! Como vai?”.

O curso primário você concluiu lá mesmo?

Fui transferido para o Grupo Escolar Prudente de Moraes. Ia a pé, passava pelo Córrego Itapeva. Minha mãe faleceu quando eu tinha seis anos. Minha avó Maria Erlinda Hellmeister Godoy ( Dona Cota) , e meu tio Nelson Godoy se incumbiram de cuidar de mim. Morávamos na Rua Luiz de Queiroz, entre a Rua Voluntários da Pátria e Treze de Maio. Ali crescemos juntos, Beto Pianelli, Pedro Arnould, hoje médicos conceituados.

O chão era calçado ou de terra?

Era chão de terra nua. Tinha um campinho de futebol. Mais adiante tinha um parquinho municipal, Dona Cacilda Azevedo Cavagionni era a chefe.

O ginásio você cursou onde?

Fiz no Colegio Estadual e Escola Normal Monsenhor Jeronimo Gallo, na Vila Rezende. O diretor era Helly de Campos Melges, tempo do Professor Lineu Alfredo Cardoso, Professsor Marques, Professor Waldemar. Funcionava no mesmo prédio onde era o Grupo Escolar José Romão. Nosso uniforme assemelhava-se muito a uma farda, na cor caqui. Estudava de manhã, a tarde ajudava a minha avó e meu tio. Levava almoço ao meu tio que trabalhava no Engenho Central, tinha que atravessar a ponte sobre o Rio Piracicaba. Para mim era uma diversão. Cheguei a nadar no Rio Piracicaba, pescava muito peixe cascudo.  O Rio Piracicaba ficava muito próximo de onde morávamos. Havia muito peixe, lembro-me do Tangará, Mário Pinazza, pescavam peixes enormes, jaús, dourados. Um tipo folclórico de Piracicaba que conheci foi o Espetete, seu filho Valdemar é muito meu amigo. Tudo que ele falava terminava com “ete” : cachorrete, cavalete, peixete.

Piracicaba era uma cidade relativamente tranquila, todos se conheciam.

Tinhamos habitos mais caseiros. Para ir ao ginásio ia de bonde até a Vila Rezende. Eu cantei no Coral São Luiz, como tenor, o maestro era Vicente Gimenes. Esaiavamos no prédio da Sociedade Portuguesa, na Rua do Rosário, o prédio existe até hoje.  O coral era composto por cerca de 30 elementos, viajavamos muito, cantávamos em solenidades, casamentos. Ditinho, pai do musico Janu, cantava nesse coral.

Nessa época você já estava trabalhando em alguma empresa?

Passei a trabalhar como continuo no Banco Paulista do Comércio situado bem em frente a loja A Porta Larga, na Rua Governador Pedro de Toledo esquina com a Rua Moraes Barros. Ao lado era a “A Musical” do Walter Pousa. A seguir passou a se chamar Banco América. O Banco Itau assumiu. Logo em seguida eu fui fazer o Tiro de Guerra que ficava na Avenida Dr.Paulo de Moraes, eu ia de bonde, em pé no estribo. Após um ano terminei de servir o Titode Guerra.

Você foi fazer o que em seguida?

Fui para São Paulo, isso foi em 1966, fui de trem. Fui até a casa do meu tio Antonio Godoy, o sogro do meu sobrinho, Helio Pianelli trabalhava na Editora Abril, um primo do meu primo trabalhava na TV Excelsior, na Vila Guilherme, onde eram feitas as novelas, eles tinham um estúdio na Rua Nestor Pestana, centro de São Paulo. Conduzido pelo meu primo entrei na Excelsior como escriturário, fui evoluindo, me aproximando mais no núcleo de novelas, acabei dando assistência a produção e direção.

Qual foi a primeira telenovela que você deu assistência?

Foi “Redenção”. Uma novela que ficou quase dois anos no ar. Na época tinha que ter o visto da censura. Cheguei a levar uma gravação para pegar o visto em Brasília. Nessa época eu morava na Rua Augusta. Dona Gê era costureira da TV Excelsior, ela abrigava em seu apartamento alguns artistas que vinham do Rio para São Paulo. O Rony Cócegas ficou muito tempo nesse apartamento. Moravamos todos nesse apartamento, e era próximo da TV Excelsior. Da Nestor Pestana era transmitida a Luta Livre, a Hora do Bolinha, Show Riso, Os Adoráveis Trapalhões que quando começou era formado pelo Renato Aragão, Didi,  o Wanderley Cardoso, Vanusa, Ted Boy Marino, Ivon Curi. Mais tarde saiu esse quarteto e entrou Muçum e Zacharias. Com onibus ou perua da TV Excelsior íamos até os estúdios da Vila Guilherme, era um dos melhores estúdios da América do Sul.

A Luta Livre era um show?

Era um show já ensaiado. Quem assistia em casa ficava nervoso, mordia a unha. Isso em uma época em que poucos tinham televisão, e era em branco e preto. Quando terminavam a luta, saiam do estudio e dirigiam-se a um barzinho que existia em frente  ao prédio da TV Excelsior, iam tomar cerveja, bater papo. O Show Riso estorou em São Paulo, vinha o pessoal do Rio de Janeiro para fazer o programa. Ary Leite criou o “Saraiva”, personagem característico por ser neurótico.

Para um rapaz que saiu do interior o impacto foi muito grande?

Na época mergulhei no meio artistico, cheguei a ter muitos amigos. Na TV Record quando o Agnaldo Rayol fez “As Pupilas do Senhor Reitor” , com Fulvio Stefanini, Dionisio Azevedo interpretava o reitor,  o Agnaldo viajava muito, eu pegava seu texto, marcava sua fala, levava para a casa da sua mãe, Dona Rosinha, seu pai era Seu Agnelo, deixava lá. Quando ele chegava de viagem já estava tudo pronto para ele decorar o texto. Muitas vezes um ator fazia o ensaio para gravar imediatamente. O “script” era rodado em mimeografo a alcool! Era uma dificuldade! Para fazer uma cena externa ia trator, caminhão, jipe. Na Excelsior permaneci dois anos. Ela faliu e nós fomos para a TV Record. Dr. Paulo Machado de Carvalho era o comandante. Ele tinha escritório na Rua Quintino Bocaiuva, mas passava diariamente na emissora. O Vicente, que era o barbeiro, fazia sua barba. Depois ele ia ao escritório. Seus tres filhos: Paulo Machado de Carvalho Filho, o Paulinho, cuidava da parte artística, o Tuta, cuidava da parte técnia, é pai do Tutinha que comanda a Jovem Pan, o Alfredinho cuidava da parte comercial. Tive a felicidade de trabalhar com quatro diretores bons: Dionizio Azevedo, Valter Avancini, Regis Cardoso e Ivan Mesquita. O Pagano Sobrinho pediu que eu fizesse Juri Popular  no programa “É Proibido Colocar Cartaz” , programa de calouros, nesse programa que levei o Beto Surian. Consegui levar vários valores artísticos para iniciar carreira. Na Record surgiu a Joven Guarda, depois a Praça da Alegria com Manoel da Nóbrega, depois veio o Festival da Musica Popular Brasileira. Elis Regina, Jair Rodrigues, Chico Buarque de Holanda, Gilbeerto Gil.

Você permaneceu por quanto tempo em São Paulo?

Foram cinco anos. Na época a febre que contagiou a juventude era viajar como mochileiro. Conhecer novos lugares. Eu e um amigo decidimos percorrer a estrada. Chegamos até a Argentina. Eu deveria ter por volta de vinte e poucos anos. Era muito jovem. Viajei sabendo que podia contar com a ACM, Associação Cristã de Moços. O espírito do mochileiro era de percorrer a rota através de qualquer meio de transporte, a pé, de carona. Permanecemos uma semana na Argentina. Decidimos retornar.

Você voltou à Piracicaba?

Cheguei e procurei o Tiquinho como era conhecido Haldumont Nobre Ferraz. Ele era assessor do Prefeito Cássio Paschoal Padovani. O SEMAE- Serviço Municipal de Águas e Esgotos estava sendo criado. A sede era na Rua São José, entre a Praça José Bonifácio e a Rua Alferes José Caetano. Fiz a Faculdade de Serviço Social. Com essa formação desenvolvi e implantei vários projetos visando qualificar e aperfeiçoar a condição de vida dos funcionários, que na época eram em torno de 600. Alfabetização de adultos, grupos de recuperação de auto-estima, diversas iniciativas que beneficiaram e beneficiam até hoje os funcionários. 

Quando você se casou com a sua esposa Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme?

Casamos a 24 de maio de 1979 na Igreja dos Frades o celebrante foi Frei Augusto, dessa união nasceu nosso filho José Alexandre.

Bino você teve alguma ligação com o escotismo?

Logo após ingressar no SEMAE passei a participar do Grupo de Escoteiros Tamandaré, já na função de chefia. Praticamente fundamos esse grupo, junto com meu irmão, com o Shirley Prado, da Receita Federal.

Quantas obras editadas você já tem?

Meu primeiro livro foi “Encantos de Outrora”, lançado em 2008. O segundo livro foi “ O Relato de Minha Vida” lançado em 2011, que narra minha vida, minha infância, minha juventude e meu trabalho ligado a televisão. E agora estou lançando o terceiro que é “Canto de Paz” sendo que o valor apurado na venda dos livros será revertido para o CECAN. São 120 poemas, simboliza meus 70 anos de vida, mais 50 anos de comunicação, no total de 120 anos. Será lançado no dia 27 de setembro no salão da Escola de Mães, situada na Rua Prudente de Moraes, 1578, esquina com a Rua Alfredo Guedes.

Quando você pediu a mão da Rosaly em namoro foi com algum poema?

A Rosaly me conheceu quando eu estava dando uma palestra sobre o livro de Erich Fromm abordando o tema “O Amor é Vida”. Ela achou minha voz bonita, e ela precisava de uma pessoa que falasse na inauguração da escola EE Profa Maria Guilhermina Lopes Fagundes em Santa Bárbara D`Oeste. A direção da escola queria alguém que fizesse a oração de agradecimento em nome de Jesus pelo material como cimento, cal, às pessoas que trabalharam na obra como o pedreiro por exemplo. A Rosaly conversou com a Ana Maria, esposa do Ary Camolesi. O Ary é um dos fundadores do VEA, e eu fazia parte do VEA.

O que significa VEA?

Forma uma cruz  Vá de Espírito Aberto e Volte Espalhando Amor. A Rosaly me convidou, fui até a casa dela que morava com sua família, nisso chegou sua irmã Helena e disse que me convidasse para ficar para o almoço. A Rosaly disse que me conhecia muito pouco. Nisso a sua irmã Helena retrucou: “-Ele será seu namorado!”. Acabamos nos conhecendo e casando.

Você participou de muitas instituições em Piracicaba, pode citar algumas delas?

Primeiro foi o escotismo. Depois fui para o VEA, onde era um grupo formado por adultos. Funcionava no Seminário do bairro rural Nova Suiça. Ia na sexta-feira a tarde e voltava no domingo. Era no formato de um cursilho. Foi em uma época em que havia vários movimentos jovens cristãos, como Geração Nova, Topada.  Participei da Associação Piracicabana de Assistência Carcerária (APAC). Atuei no Centro Cultural e Recreativo Cristovão Colombo como Diretor de Comunicação ( Gestão José Domingos Cristofoletti) Diretor Cultural (Gestão Milton Marcos Ducatti), época em que criei o coral do Cristóvão, com o Maestro Joaquim Bonilo, o coral existe até hoje. Criei a “Nossa Mostra” que existe até hoje, eram apresentadas obras de artistas plásticos que eram associados do clube. Foram criados cursos de pintura, escultura. Fui Diretor Ouvidor ( Gestão Orlando Antonio (Tato) Pereira. Fui Vice-Presidente do Clube do Escritor do Carlos de Moraes Júnior. Fui diretor da Sociedade Beneficente Sírio Libanesa, com Alexandre Neder e com Jorge Sallum Nassin (Jorginho). Por dois anos fiquei como Diretor Social na gestão de Elia Youssef Nader e Silvana Zen Boaventura. Estamos na Academia Piracicabana de Letras ha muitos anos, onde sou o primeiro secretário e a Rosaly é a segunda secretária. Fiz parte dos Amigos do Museu da Odontologia com o Dr. Waldemar Romano. Tenho matérias publicadas em O Diário, no Jornal de Piracicaba, A Tribuna Piracicabana, Gazeta de Piracicaba, Capivariano, Laranjal Paulista, Cosmópolis Jornal de Aparecida do Norte. Nas revista Brasil Rotário ( Rio de Janeiro) e Família Cristã. Fui membro das Comissões organizadoras dos Salões InternacionaL do Humor de 1977 e 1978. Presidi a Comissão Organizadora dos Prêmios Escriba: de Contos, de Poemas e de Crônicas., com nivel nacional e internacional. A primeiro de agosto de 2008 recebi o título “Piracicabanus Praeclarus” e no dia primeiro de agosto de 2013 a “Medalha de Mérito Legislativo” e várias “Moções de Aplauso” pela Câmara Municipal dos Vereadores de Piracicaba.

Como você vê a situação cultural do nosso país?

A tecnologia veio e deu uma alavancada em tudo. A juventude de hoje é bem diferenciada da época da minha juventude.  A velocidade de informações é imediata. Acredito que os valores efêmeros podem e deve ser mudado, o que deve ficar são os valores permanentes: o amor, o respeito.

Rosaly cita uma frase de seu pai, José Curiacos, que foi pessoa de grande sabedoria.

Meu pai sempre dizia que se você tiver uma lata de tinta cor-de-rosa e se cair um pingo de tinta verde todos irão dizer que estão vendo o pingo de tinta verde. Enquanto isso acontecer, significa que a maioria não está em evidência. Pior seria se fosse ao contrário. Se o mal fosse maior do que o bem. O que está é muito difícil de manter os valores perenes com a juventude atual. A propaganda dessas outras coisas todas é muito grande. 

Bino, o livro terá uma embalagem especial?

Foram feitas 200 sacolinhas de tecido com o poema “Seja Você Mesmo” da Madre Tereza de Calcutá impresso.

Seja Você Mesmo

Dê sempre o melhor...
E o melhor virá.
Às vezes as pessoas são egocêntricas,
Ilógicas e insensatas...
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem
Acusá-lo de egoísta e interesseiro...
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns
Falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco,
As pessoas podem enganá-lo...
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir,
Alguém pode destruir de uma hora para outra...
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja...
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje
Pode ser esquecido amanhã...
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você,
Mas isso pode nunca ser o bastante...
Dê o melhor assim mesmo.
E veja você que, no final das contas,
É entre você e Deus...
NUNCA SERA ENTRE VOCÊ E ELES!

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