quarta-feira, agosto 26, 2026

 

  

                                                                       








20 de AGOSTO DE 2026

 

  Sejam muito bem-vindos! Hoje vamos viajar no tempo e conhecer uma história que se mistura com a própria evolução da nossa região. Vamos conversar com João Telécio Pesato. Ele testemunhou de perto a época em que o campo era o coração da nossa comunidade, antes de as grandes usinas de cana-de-açúcar transformarem a paisagem e forçarem a migração para as cidades. Mas o Seu João se destacou cedo: aos 12 anos, montado numa carroça, ele já mostrava seu talento para os negócios vendendo mil sorvetes por domingo. E tem um detalhe impressionante: apesar de ter estudado apenas até o segundo ano do primário, ele tem uma agilidade mental incrível e faz operações matemáticas de cabeça em segundos, uma habilidade que mantém até hoje. Fique com a gente e conheça essa trajetória inspiradora de determinação e inteligência prática.

Como se chamava o pai do senhor?

Meu pai era Antonio Pezzato, o nome da minha mãe era Maria Dolores Teixeira, naquele tempo muitas esposas mantinham o nome original, nem todas acrescentavam o sobrenome do marido.


O senhor nasceu em que dia?

Nasci dia 5 de julho de 1937. Nasci em Tietê! Nasci em um sítio. Depois morei no que informalmente chamávamos de “Posto de Algodão”. Era um estabelecimento do Estado, que comercializava e distribuía sementes de algodão. Meu pai trabalhou lá, então moramos um tempinho nas acomodações próprias para funcionários. Depois o meu pai comprou um sitiozinho, encostado com o Posto de algodão. (O que os antigos moradores de Tietê chamavam de "Posto de Algodão" é o espaço que hoje abriga a APTA Regional de Tietê (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), uma fazenda de pesquisa científica que celebrou o seu centenário). A        família trabalhava no sitiozinho que ficava ao lado, fazíamos melado de cana-de-açúcar, eu tinha uns 9 a 10 anos.

O senhor tinha irmãos?

Meus pais tiveram 10 filhos: Antonio Ovídio, Cláudio, Maria, Ivone, João, Israel, Pedro, Iolanda, Celso e Leonor. Meu pai trabalhava no “Posto de Algodão” e nós trabalhávamos no sitiozinho. Plantávamos algumas coisinhas, éramos todos pequenos. Depois o meu pai montou um barzinho em Tietê. E continuava trabalhando no mesmo emprego. Ele vendeu o sítio e comprou outro sítio no lugar conhecido como Valarine ficava ao lado do Rio Capivari. Depois meu pai vendeu lá e comprou no Bairro Toledo, o pessoal chamava de Cafezal. Naquele tempo pertencia a Capivari.  Mombuca não era emancipada ainda, meu pai vendeu o sítio e comprou um bar na Rua do Comércio, em Tietê. Ele vendeu esse bar e adquiriu outro bar em Sorocaba.

O senhor lembra-se do racionamento quando houve a Segunda Guerra Mundial?

O povo sentiu a escassez de trigo, óleo, sal. Alguns pegavam sal nos cochos dos gados de alguns fazendeiros. Foi um tempo difícil para todos. Já existiam os veículos a gasogênio, nessa época abriu a estrada de Tietê a Piracicaba. Essa estrada foi aberta com carrocinha de burro! Não tinha máquinas, basculante! Eu era moleque!

O senhor tinha o espírito de empreendedor desde criança?

Eu tinha uns 12 anos de idade, morava no sítio, domingo, umas sete horas da manhã, pegava uma carroça de rodas com aro de ferro, encilhava um burro, e o leiteiro trazia de uma sorveteria de Tietê, barricas de madeira, com pó de serra e gelo, dentro vinham cerca de 1.000 sorvetes. Tinha a base de água, que era mais barato e vendia mais, e o sorvete a base de leite. Os sabores que mais vendiam eram o de abacaxi, coco e creme. Naquele tempo tinha muita gente morando nos sítios, até meio dia, uma  hora da tarde eu tinha vendido tudo!

A Estrada de Ferro Sorocabana já existia?

Já existia! Vinha até Tietê. Fazia baldeação em Cerquilho. Para ir até Piracicaba tinha que ir até Itaici para pegar a estrada de ferro que passava por Rio das Pedras e ia até Piracicaba e seguia para São Pedro. Para vir de Sorocaba até Rio das Pedras era uma viagem demorada! De Sorocaba ia até Itaici. Em Indaiatuba eu pegava o ônibus. Levava o dia inteiro!

O que trouxe o senhor para Rio das Pedras?

Eu arrunhei uma namorada daqui a Cleonides Cezarim de Rio das Pedras. Enamoramos uns seis anos. Casamos, tivemos dois filhos:  Eliana e João. Nós casamos e ficamos morando uns dois anos em Sorocaba. O meu sogro quis que eu viesse morar em Rio das Pedras. Ele era sócio com um irmão dele, que veio a falecer. Seus filhos eram pequenos. Eu vim para ajudá-lo no sítio. Ele comprava pimentão, cebola, levava tudo em um caminhão para São Paulo. Levava para o CEASA que na época era no centro de São Paulo. Eu levava em um caminhão Chevrolet, a estrada era um trecho de terra, a Via Anhanguera era asfaltada, mas não era duplicada.  Eu levava mercadoria para vender. Eu tinha que sair daqui em torno de meio dia para chegar no CEASA depois da meia noite. Lá no CEASA encostava o caminhão e já tinha comprador. Vendia toda mercadoria para um comprador, é o que chamamos de “caminhão fechado”. Às vezes já passava a mercadoria para outro caminhão que ia para outro estado. Naquele tempo o caminhão levava 6.000 quilos. Era pequeno. Eram raros os caminhões grandes. Quando abriu o CEASA logo na entrada de São Paulo, eu parei com esse serviço. Meu pai plantava pimentão, legumes, hortaliças. Como os meus irmãos eram mais velhos, casaram, ficamos eu e a minha irmã, para ajudar. Nessa época resolveram plantar cana-de-açúcar. Foi o início do plantio de cana na nossa região. O sítio antigamente era do meu sogro, nós plantávamos para ele. Com o passar do tempo fomos parando, meu pai já estava cansado, tinha que carregar caminhão, no fim era só  eu que tinha ficado para tocar tudo, carregar caminhão. Meu pai decidiu: Vamos parar!

E o senhor foi trabalhar com o que?

Nós mudamos para o lugar conhecido como “Canal Torto’ pertencente ao município de Tietê. Ficamos um ano lá, e o resultado foi inexpressivo. O meu irmão mais velho comprou um bar em Sorocaba. Ele disse ao meu pai: “-Pai! O bar dá mais resultado do que ficar aqui!”. Eu disse ao meu pai: “-Vamos para Sorocaba!”. Compramos um botequinho lá e graças a Deus estava indo bem”. Meu pai não conseguia acostumar-se. Eu perguntei ao meu pai “-Está faltando alguma coisa aqui para comer? Fique sentadinho lá na porta, o senhor vai se acostumar aqui!” Nós não tínhamos mais como voltar para o sítio, tínhamos vendido animais, carroça, ferramentas, vendemos tudo! Além do que, é um serviço pesado!  Aí ele começou a conversar com uns velhos que iam no bar, e gostou! E pegou firme no bar! E trabalhou até aposentar-se! Ele aposentou-se e eu fiquei tocando o bar! Depois eu casei, vim embora para o sítio e ele com a minha irmã ficaram tomando conta do bar.

Em Rio das Pedras o senhor trabalhava em qual atividade?

Comprei um caminhão Ford e passei a puxar cana de açúcar para a Usina Santa Helena e Usina Bom Jesus. Eu trabalhava por minha conta. Só que estava ruim  de trabalhar com cana. Fui trabalhar em Porangaba, na construção da Rodovia Castelo Branco. Lá o serviço era bom. Por algum motivo político ou administrativo, parou a obra. Aí comecei a puxar pedra em uma pedreira existente nas proximidades de Sorocaba. Carregava navio com pedra que iria ser transformada em cimento. Trabalhei para a Votorantim, para tirar terra das pedreiras, e estourar o calcáreo apropriado para fabricar o cimento. Esse processo de tirar a terra que está em cima é a decapagem, feita com caminhões. Da Votorantim fui puxar minério em Minas Gerais, lá em Bom Despacho, era terra misturada com pedrinhas, eles tiravam com peneira naquele tempo. Tinha uns peões que faziam aqueles montes, eu carregava uma viagem por dia. Da pedreira eu levava para Bom Despacho. Eles colocavam em um forno, depois que eles derretiam no forno, uma vez por mês eu ia carregar aquelas barras de ferro, os lingotes, eu trazia para o Dedini, para Romi de Santa Babara d`Oeste.

Era uma carga ruim de levar?

Era ruim de descarregar! Lá eles carregavam e aqui tinha quem descarregava. Eu trabalhei uns dois anos lá. Aí estourou o forno do homem, ele pediu para parar. Por volta de um mês depois, o dono da empresa de transformação de minério em lingotes, me chamou de volta. Eu não quis. Coloquei um barzinho em Rio das Pedras. Naquela época eu já tinha mudado para uma casa em Rio das Pedras. Naquela época eu ia mudar para Minas, eu tenho uma casa lá que ficávamos eu e meu irmão. Nós fazíamos a comida. Foi nessa época que o dono da fundição pediu para que esperasse por dois meses pra ele consertar o forno. Eu não quis ficar dois meses parado.

Em Rio das Pedras o senhor abriu o barzinho aonde?

Instalei na Rua Prudente de Moraes. Eu abri o bar em nome da minha esposa e continuei com o caminhão, só que não aparecia serviço para o caminhão. Era só puxar areia para um, para outro. Só serviço pesado, tudo na pá! Eu ia até o CEASA para buscar mercadoria para o bar. Eu comecei a inventar um pouco, colocando mais produtos. Virou um armazém. No começo eu sofri, o Miori abriu um supermercado. Ele vendia por ano!

Ele vendia para pagar depois de um ano?

É! Nós vendíamos para o cliente pagar após três meses! Eu não podia vender para receber após um ano! Eu estava começando! Naquele tempo tinha a plantação de algodão, de pimentão. Os clientes pagavam direitinho. Naquela época não existia inflação! Eu comprava das firmas de São Paulo, para pagar em dois meses fora o mês em que eu comprava! Praticamente eu tinha crédito de quase três meses para pagar! Eu tinha crédito na Matarazzo, Santista, Gessy Lever, praticamente em todas empresas grandes. A mercadoria vinha pelo trem para Rio das Pedras. Depois pararam de mandar por trem porque começaram a roubar mercadorias. Vinha faltando mercadorias nas caixas. As mercadorias passaram a vir por caminhão. O barzinho era pequeno, meu sogro comprou uma casa do outro lado da rua. A casa tinha um salão na frente e fui ocupar esse salão. Tinha um pouquinho mais de espaço. Eu tinha um barracão em casa e guardava a mercadoria lá. Naquele tempo, os vizinhos criavam animais de pequeno porte. Eles compravam ração que eu vendia. A ração eu guardava no barracão em casa. Depois abriram supermercados, acabou comigo! Com o tempo, graças a Deus, fui levantando de novo! Minha esposa tinha um pedacinho de terra em Mombuca, tinha interessado em comprar, era baratinho, mas eu pensei bem e achei que com esse dinheiro eu poderia sortir o meu armazém. Vendi o caminhão. E fui tocando, melhorou a minha situação.

Atualmente o senhor e sua família tem um comércio que é uma referência em Rio das Pedras.

Crescemos! Meus filhos estudaram, casaram, os netos um é médico, um advogado e uma advogada. Infelizmente fiquei viúvo, por uns anos morei sozinho, até que uma viúva, a Eugênia, que também estava sozinha, decidimos morarmos juntos.

O senhor dirige ainda, vai para a praia, gosta de pescar no ribeirão aqui perto.

Ultimamente tenho achado o trânsito daqui até a praia, um pouco pesado, particularmente durante a semana. Nos finais de semana, desde que não seja junto com feriado, o trânsito fica melhor.

O senhor chegou a usar guarda-pó para dirigir o seu caminhão?

Cheguei a usar quando era moço e vinha namorar aqui em Rio das Pedras! Eu vinha por estrada de ferro, vinha por Porto Feliz. Usava o guarda-pó, tinha muita poeira. Os trajes usados naquele tempo eram diferentes: gravata, chapéu, paletó.

Dirigir caminhão na época em que o senhor trabalhava, era uma vida difícil?

Não tínhamos estradas como se tem hoje. Geralmente a noite eu dormia na cabine do caminhão. Quando pegava uma estrada de terra, às vezes tinha aquelas pedras que cortavam o pneu. Era uma vida sofrida.

Para São Paulo o senhor ia sempre pela Via Anhanguera?

Carregava aqui, saía por Capivari, seguia até chegar na Via Anhanguera, na época era pista simples. O trecho até a Anhanguera era de terra, às vezes chovia, ficava encalhado, era um trecho difícil.,

O senhor conheceu Rio das Pedras quando era bem pequena?

Quando eu era moço, às vezes vinha passear em Rio das Pedras, as ruas eram todas de terra, inclusive a Rua Prudente de Moraes, hoje uma rua comercial, em frente da igreja tinha um barranco enorme! Nas festinhas faziam umas barracas cobertas com sapé! Tinha um coretinho, aos sábados uma bandinha tocava. Era bem movimentada, tinha muitas pessoas que vinham dos sítios próximos.

Tinha baile de carnaval?

Existia, mas era ainda sem o movimento que tomou conta dos carnavais em Rio das Pedras. No começo, Dona Judite, uma senhora negra, organizava um cordão para o desfile, o Bairro Batistada já existia. Sobraram na região os sitiantes maiores, pequenos não tem mais nenhum. A Usina Santa Helena está sendo desmontada, outra usina funciona um pouco e pára. O preço da cana de açúcar caiu. Hoje o investimento em uma lavoura de cana é um risco muito alto.

O senhor acha que há um grande número de pessoas que moram em Rio das Pedras e trabalham em Piracicaba?

Acredito que sim. A distância entre Rio das Pedras a Piracicaba é de 17 quilômetros, de carro o tempo gasto do percurso é de 21 minutos. Há um serviço de ônibus constante ligando as duas cidades. As construções industriais e condomínios praticamente já estão ligando as duas cidades. Hoje Piracicaba é sede de Região Metropolitana de Piracicaba, abrangendo 24 cidades, que segundo dados oficiais abrange um total de mais de 1 milhão e quinhentos mil habitantes. A meu ver, um dos problemas futuros, são um grande número de casas, construídas em uma área pequena, sendo que há terreno à vontade, ali ainda é tudo canavial. Uma das pessoas antigas da cidade (faleceu há alguns anos) era o advogado João Basílio. Eu puxei pinga para ele, era amigo do meu   sogro.

O Barão de Serra Negra, Francisco José da Conceição, foi sepultado em Rio das Pedras. O caixão do Barão foi conduzido por quatro de seus empregados mais humildes (homens livres que tinham sido seus escravos), como ele havia pedido. Em 1914, os seus restos mortais foram transferidos da capela em que foi sepultado para Piracicaba, para o Cemitério da Saudade.  

A Caninha Riopedrense ficou conhecida nacionalmente e por um bom tempo ficou famosa em muitos lugares!

Foi no tempo do Comendador Osvaldo Miori. A Caninha Riopedrense foi criada e desenvolvida pela Família Miori, fundada em 1950, por Alcides Miori.

Havia uma fábrica de macarrão artesanal em Rio das Pedras?

A Gengibirra que eles fabricavam era ótima! Eles tinham um capilé que era uma delícia! A essência vinha da Itália! O capilé era vendido misturado com a pinga, A maioria tomava capilé com água. Naquele tempo não existia refresco em pó (Ki suco).

Tietê também era famoso pela goiabada cascão!

A goiabada cascão era famosa! Passavam horas no tacho de cobre sendo cozidas! Ali em Mombuca morava a Dona Emília Benvenuto Ortolani.  Que era conhecida por sua forte fé e caridade para com a comunidade local. Tudo que doavam para ela era distribuído para os pobres. A força da sua fé era contagiante e existem muitos testemunhos de pessoas que oravam na capelinha que ela construiu e receberam graças. Conheci o Américo Fronzi, vendi muito fubá fabricado por ele no seu moinho com duas pedras imensas que rodavam em sentido contrário, moendo o milho. É um fubá diferente! Ele faleceu faz pouco tempo, passou dos 100 anos! O Oscar Waldemar Gramani conheci bastante! Farmacêutico, foi o prefeito que mais fez por Rio das Pedras! Colocou dinheiro do próprio bolso para beneficiar a cidade! A canalização do centro da cidade, que ele fez funciona até hoje! Ele fez bastante coisa, o Hospital de Rio das Pedras é do tempo dele. Na Sociedade São Vicente de Paulo ele construiu casas para pessoas carentes. Ele foi combatente de 1932. Quando ele foi candidato a prefeito eu rodei muitos sítios para pedir votos para ele. Meu sogro foi vereador na gestão do Gramani! Naquele tempo  se o vereador tivesse que ir resolver alguma coisa em São Paulo, ia com seu carro próprio, não tinha veículo oficial!

A Estrada de Ferro Sorocabana era utilizada pelo senhor?

Eu vinha de Sorocaba com o trem da Sorocabana! O percurso da linha tinha ao lado a plantação de erva cidreira, que era uma forma de proteção natural contra o mato. Tinha até uma lenda de que a gengibirra era feita com erva-cidreira! Na verdade, tinha um concentrado que vinha de fora. Mas o povo cria mitos!

O filho de João Telécio, João, entra na sala onde estamos, e com poucas palavras expressa o carinho e amor ao seu pai. Nos dias atuais isso não é muito comum. O filho sai e João Telécio ainda está emocionado e orgulhoso do filho.

Nós nos entendemos muito bem! Parece que somos dois irmãos! Ele sempre que tem alguma coisa importante, conversa comigo, se aconselha, se eu estiver errado ele fala! Minha filha é professora, meu filho trabalhava em banco, o banco fechou, aos poucos ele foi se adaptando a ser comerciante e empreendedor.

 

 

 

segunda-feira, julho 20, 2026





 








 

O BAILÃO DA HISTÓRIA

 06/07/2026

 

Primeiro de Agosto. Tem cidade que comemora aniversário com bolo. Piracicaba prefere baile. A Noiva da Colina veste sua melhor roupa, reúne seus cerca de 420 mil convidados e entra no salão com a elegância de quem já viu muita música boa... e muito maestro desafinar. Em 259 anos, dançou valsa, samba, moda de viola e até ritmos que ninguém conseguiu entender. Recebeu aplausos, flores e alguns "pisões" daqueles. Mas cidade forte faz assim: sacode a poeira, ajeita o vestido e volta para a pista. Nada no universo fica parado. A Terra gira, o Sol marca as horas, o Rio Piracicaba segue seu caminho e as paineiras mudam de roupa conforme a estação. Quem para perde o ompasso. Cidade também. Administração que enrola acaba dançando, e quem paga a banda é sempre o povo. Lá no canto tem o time do Nhô Quim, há um cochicho entre:

Cáxara de Fórfe, Cúspere de Grilo, Bícaro de Pato, Ásara de Barata, Nhéque de Portêra, Suvaco de Cobra, Sem Óio de Bréque, Ócúlos de Raiban...O Cáxara de Fórfe pergunta:

— Cumpadi... ocê viu o home?

— Vi.

— Prometeu balé... tá pareceno casamento de siri.

O Cáxara sorri:

— Pior é nóis pagá a banda...

E todos caem na risada. O humor piracicabano sempre soube criticar sem perder a leveza.

E o sotaque faz parte da festa.

— Vamo armoçá?

— Pega o tarco.

— Óia a arface!

Nesse embalo entra em cena o XV de Novembro. Nem toda partida termina em goleada, como nem toda administração termina em aplausos. Tradição ajuda, mas não resolve. É preciso planejamento, organização, união e trabalho. Cidade nenhuma conquista o campeonato do desenvolvimento apenas no grito da torcida. Quem é de fora estranha. Quem é daqui reconhece um pedaço da própria história. Enquanto isso, o Rio Piracicaba continua correndo. Já viu tropeiros, usineiros, pescadores, estudantes, artistas, prefeitos, vereadores e candidatos. Nunca interrompeu seu curso por causa da política. Apenas ensina que água parada cria lodo; cidade parada cria atraso.

O Ásara de Barata pergunta:

— Cumpadi... será que agora o baile engrena?

O Suvaco de Cobra responde:

— Música bonita inté que tem. Quero vê num desafiná depois da primeira dança...

Promessa de campanha é igual música de baile: algumas ficam na memória; outras acabam

antes do refrão.Piracicaba cresceu porque muita gente acertou o passo: governantes que deixaram boas marcas, trabalhadores, empresários, agricultores, professores, artistas e famílias que construíram, geração após geração, uma cidade admirada. Agora surge uma ideia diferente: pensar Piracicaba não apenas para a próxima eleição, mas para os próximos vinte anos. Há quem ache exagero.

— Vinte ano? Num consiguimo arrumá a rua da esquina!

A piada diverte, mas também alerta. Quem vive apagando incêndio nunca planta árvore. E

quem não planta hoje sentirá falta da sombra amanhã.

Planejar não significa esquecer saúde, educação, segurança, moradia, trânsito ou enchentes. Significa resolver o presente sem abandonar o futuro. Administrar uma cidade é reger uma orquestra. O prefeito levanta a batuta, os secretários afinam os instrumentos, os servidores fazem a música acontecer e a população compra o ingresso mais caro de todos: os impostos.

Quem paga não quer ensaio.

Quer transparência.

Quer respeito.

Quer resultado.

Na época das eleições, o salão se enche de novos dançarinos. Uns mostram equilíbrio. Outros

tropeçam antes da primeira música. O tempo, porém, é o único jurado que nunca erra a nota.

Se olhar vinte anos à frente for um compromisso verdadeiro, vale apostar. Quem planta um jequitibá sabe que talvez não aproveite sua sombra, mas planta pelos filhos, pelos netos e por quem ainda vai nascer. É assim que administrações viram legado.

Mas planejamento sem trabalho é baile sem música. E discurso sem resultado é sanfona sem fole.

No fim da festa, o Cúspere de Grilo pergunta:

— Cumpadi... a Noiva da Colina já levô um mundaréu de pisão, né?

O Nhêque de Portera sorri:

— Levô... mais nunca saiu da pista. É por isso que continua bunita.

Os governantes passam. Os partidos trocam de par. As eleições terminam. Mas a Noiva da

Colina continua dançando.

Que Piracicaba celebre seus 259 anos com alegria e sabedoria. Que os  quot;pisões" da política sejam menores que os passos do desenvolvimento. Que a transparência seja a partitura, o respeito seja o compasso e o bem comum seja a música.E que, quando chegar o aniversário de 279 anos, o Rio Piracicaba continue correndo e possa dizer à Noiva da Colina:

— Dançou bonito... porque nunca parou de aprender. 

 

Walter Naime

Arquiteto-urbanista

Empresário.

quinta-feira, junho 18, 2026

 

 UNIDAS 15 DE JUNHODE 2026

 

Sra. Joana Machado Castanheira

Faleceu dia 13/06/2026, nesta cidade, contava 90 anos, filha dos finados Sr. João Vieira Machado e da Sra. Zulmira Vieira, era viúva do Sr. Joaquim Marques Castanheira; deixa os filhos: Kennedy Castanheira, casado com a Sra. Rosangela Farias Simões Castanheira; Ernesto Machado Castanheira, casado com a Sra. Rosalina Oliveira Castanheira; Wagner Machado Castanheira, casado com a Sra. Beatriz Regina Gardin Castilho Castanheira; Lilia Machado Castanheira  Barbieri, casada com o Sr. Sergio Antonio Barbieri Loose; Jakeline Machado Castanheira Souza, casada com o Sr. Rogerio Cesar de Souza e Glaucia Machado Castanheira Vitor, casada com o Sr. Jeter Pinheiro Vitor. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos. Seu sepultamento foi realizado anteontem, tendo saído o féretro às 10h00 da Igreja Batista sito à Rua Nossa Senhora dos Prazeres, nº 296, Jardim Monumento, para o Cemitério Municipal da Vila Rezende. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sra. Fatima Aparecida Consorte

Faleceu dia 13/06/2026, na cidade de Vinhedo/SP, contava 65 anos, filha dos finados Sr. Olavo Consorte e da Sra. Rodelei Lopes Consorte. Deixa irmãs, demais familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado anteontem, tendo saído o féretro às 15h00 do Velório do Cemitério Municipal da cidade de Charqueada/SP, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sr. Valdevino Barbosa do Amaral

Faleceu dia 13/06/2026, nesta cidade, contava 68 anos, filho dos finados Sr. José Soares do Amaral e da Sra. Maria Barbosa de Castro, era casado com a Sra. Benta de Fatima Fedatto do Amaral; deixa as filhas: Jacqueline Fedatto do Amaral, casada com o Sr. Willians de Souza Silva e  Denise Fedatto do Amaral Lima, casada com o Sr. Caio Marcelo Algarve de Lima. Deixa o neto Miguel, demais familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado anteontem, tendo saído o féretro às 16h00 do Velório do Crematório Memorial Metropolitano de Piracicaba, sala “Diamante”, para o Cemitério Parque da Ressurreição. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sr. Delorisano Levy Bastos

Faleceu dia 13/06/2026, nesta cidade, contava 82 anos, filho dos finados Sr. Matatias Hayne Bastos e da Sra. Maria Levy Bastos, era viúvo da Sra. Rosemary Campanella Bastos; deixa os filhos: Debora Campanella Bastos, casada com o Sr. Marco Antonio Cavallari Junior; Fabio Campanella Bastos e  Erika Campanella Bastos, casada com o Sr. Carlos Miglene de Assis. Deixa os netos: Brenda Campanella Bastos de Assis e Dante Campanella Bastos de Assis, demais familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado anteontem, tendo saído o féretro às 14h30 do Velório do Cemitério do Horto Florestal da cidade de São Paulo/SP, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sr. José Bento dos Santos Filho

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 84 anos, filho dos finados Sr. José Bento dos Santos e da Sra. Nuncia Amancia de Jesus. Deixa filhos, genros, noras, netos, bisnetos, demais familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado anteontem, tendo saído o féretro às 16h30 da sala “03” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sra. Maria de Fatima Santos Cristofoletti

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 71 anos, filha dos finados Sr. Juvenal Lazaro dos Santos e da Sra. Benedita Evangelista dos Santos, era viúva do Sr. Daniel Cristofoletti; deixa os filhos: Luiz Rodrigo Cristofoletti, casado com a Sra. Suzy Ludwig; Michela Cristina Cristofoletti; Daniela de Fatima Cristofoletti e Camila Cristofoletti Novaes, casada com o Sr. Antonio Leandro Novaes. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 13h30 da sala “01” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sra. Adriana Helena Capelaço Toniolo

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 54 anos, filha dos finados Sr. José Capelaço e da Sra. Vanda Maria Capelaço, era casada com o Sr. João Carlos Toniolo; deixa os filhos: Jaqueline Capelaço Toniolo e João Vitor Toniolo, casado com a Sra. Thais Maximiliano Toniolo. Deixa demais familiares e amigos. 

Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 13h00 do Velório Municipal de Charqueada, para o Cemitério Municipal da cidade de Charqueada/SP.  À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



 

 

 

 

 

Sr. Paulo Eduardo Gomes 

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 62 anos, filho dos finados Sr. Thiophilo Emilio Gomes e da Sra. Lazara Rodrigues Gomes. Deixa familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado anteontem, às 16h45 no Cemitério Municipal da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sra. Maria Odete Goia Vitti 

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 87 anos, filha dos finados Sr. Caetano Goia e da Sra. Clementina Vitti Goia, era casada com o Sr. Albertino Vitti; deixa os filhos: José Claudinei Vitti; Antonio Ronaldo Vitti, casado com a Sra. Janaina Beatriz Vitti e João Caetano Vitti, casado com a Sra. Arlete Maria Camera Vitti. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 15h00 da sala “02” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sr. Jose Lage Porto

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 68 anos, filho dos finados Sr. Divino Lage Porto e da Sra. Efigenia Braz de Almeida Porto, era casado com a Sra. Lurdes Aparecida Valentim Porto; deixa as filhas: Flávia Marcela Porto, casada com o Sr. Willian Alves da Silva e Aline Thalita  Porto, casada com o Sr. Gabriel Reis Rocha. Deixa a neta Lívia Porto Silva, demais familiares e amigos.

Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 14h00 da sala “C” (Lirio) do Velório do Cemitério Parque da Ressurreição, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sra. Anedia de Assumpção Joaquim

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 99 anos, filha dos finados Sr. Benedicto Teixeira de Assumpção e da Sra. Josephina  Nochelli, era viúva do Sr. Santo Joaquim. Deixa filhos, genros, noras, netos, bisnetos, tataranetos, demais familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 16h00 da sala “03” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sr. Benedito Araujo de Melo

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 59 anos, filho dos finados Sr. Ednaldo Azevedo Araujo e da Sra. Maria Jose Araujo de Melo, era casado com a Sra. Suzana Pereira Araujo de Melo; deixa a filha: Sabrina Araujo de Melo, casada com o Sr. Jaison Zimmermann Montanhana. Deixa o neto Enrico Melo Piacentini, irmãos, cunhados, sobrinhos, demais familiares e amigos.Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 16h30 da sala “A” do Velório do Cemitério Parque da Ressurreição, para a referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sr. Wilson Guiaro

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 76 anos, filho dos finados Sr. Orlando Zuin Guiaro e da Sra. Maria Zuin Guiaro, era casado com a Sra. Beatriz Trentin Guiaro; deixa os filhos: Wilson Roberto Guiaro, casado com a Sra. Luciane do Amaral Gurgel Guiaro e Ronaldo Guiaro, casado com a Sra. Juliana Setten Guiaro. Deixa os netos: Leonardo, Tayna e Leticia, demais familiares e amigos.

Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 14h00 do Velório da Saudade, sala “03”, para o Cemitério Municipal da Saudade. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sr. Pedro Angelo Piotto Filho

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 85 anos, filho dos finados Sr. Pedro Angelo Piotto e da Sra. Ana Helena Werkling, era viúvo da Sra. Maria Eleni Piotto; deixa os filhos: Pedro Angelo Piotto Junior, casado com a Sra. Daniela Gerent Petry Piotto; Marileide Eleni Piotto Nalin, casada com o Sr. Flavio Nalin e Adalberto Flaviano Piotto, casado com a Sra. Marilucia Paula de Freitas Piotto. Deixa demais familiares e amigos Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 16h00 do Velório Municipal de Rio das Pedras, para o Cemitério Municipal da Cidade de Rio das Pedras/SP. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sr. Jose Carlos Basseto

Faleceu anteontem, nesta cidade, contava 70 anos, filho dos finados Sr. Jose Basseto e da Sra. Eunice Luiza de Souza Basseto, era casado com a Sra. Cristina Maria Altafim Basseto; deixa os filhos: Carlos Eduardo Altafim Basseto, casado com a Sra. Franciane Caldas Altafim Basseto; Fanny Cristina Altafim Basseto Mussolin, casada com o Sr. Carlos Eduardo Mussolim e Marcos Francisco Altafim Basseto. Deixa os netos: João Paulo Basseto Mussolim e Valentina Caneva Basseto. Deixa irmãos, cunhados, sobrinhos, demais familiares e amigos O velório ocorreu ontem das 10h00 às 15h45 na sala “Esmeralda” do Velório do Crematório Memorial Metropolitano de Piracicaba, tendo seguido o féretro às 16h00 para a realização do Momento de Memórias no “Salão Nobre” do mesmo local. Procedimentos de Cremação serão realizados posteriormente. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sra. Conceição de Maria Mendes do Canto Seregatto

Faleceu ontem, na cidade de Rio das Pedras/SP, contava 73 anos, filha dos finados Sr. Luiz Gonzaga do Canto e da Sra. Gertrudes Mendes do Canto, era casada com o Sr. João de Jesus Seregatto; deixa os filhos: Vicente Jose Mendes do Canto; Viviane Aparecida Mendes do Canto; Valeria Maria do Canto Seregatto Silva; Walquiria Filomena do Canto Seregatto Sotopietro e Willian de Jesus do Canto Seregatto. Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos.

Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 15h30 do Velório do Crematório Memorial Metropolitano de Piracicaba, sala “Diamante”, para o Cemitério Municipal da cidade de Saltinho/SP. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.



Sra. Nair Costa Venancio

Faleceu ontem, nesta cidade, contava 86 anos, filha dos finados Sr. Ozorio Pinheiro da Costa e da Sra. Emilia Rodrigues Lima, era casada com o Sr. Antonio José Venâncio; deixa os filhos: Gilberto Venancio, casado com a Sra. Margarida Moreira Santos Venancio; Gilmar Venancio, casado com a Sra. Rita de Cassia Alves Venancio; Marcia Marcão, casada com o Sr. Marcos Marcão;  Mauro Costa Venancio, casado com a Sra. Simone Aparecida da Silva Venancio e Marcos Venancio.  Deixa netos, bisnetos, demais familiares e amigos. Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 17h00 da sala “01” do Velório do Cemitério Municipal da Vila Rezende, para referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.

 

 

29/05/2026

Do Homem de Osso para o Homem de Aço

 

Desde que o homem descobriu como fazer fogo, nunca mais parou de criar ferramentas ara aumentar suas capacidades. Inventou a roda para andar mais longe, o telescópio para enxergar mais distante, o computador para guardar mais informações e agora a inteligência artificial para processar dados numa velocidade impressionante. Daí surge a pergunta que anda rondando muita gente: será que o homem de osso está virando homem de aço? Por enquanto, a resposta continua simples: não.O homem cria o robô. O robô não cria o homem. Um ser vivo é algo muito mais complexo do que uma máquina. Ele nasce, cresce, se reproduz, se adapta ao ambiente e carrega em cada célula um código chamado DNA. Além disso, sente dor,alegria, medo, amor, esperança e uma infinidade de emoções. á uma máquina é algo inerte. Mas o que significa ser inerte? Significa não possuir vida própria.Uma máquina pode funcionar, ligar, desligar, calcular e responder perguntas, mas não vive. Ela não sente fome, não sonha, não sofre e não acorda de madrugada pensando nos problemas da existência.Pode se aquecer o aço nas maiores fornalhas do planeta. Pode-se construir computadores milhões de vezes mais rápidos do que os de ontem. Pode-se criar robôs cada vez mais parecidos conosco. Mas até hoje ninguém conseguiu colocar dentro deles aquilo que chamamos de essência humana.Computadores processam informações. Seres humanos dão significado a elas A inteligência artificial é uma prova disso. Em poucos segundos ela consulta enormes quantidades de dados, encontra padrões, faz comparações e produz respostas que oderiam levar dias para serem reunidas por uma pessoa.Mas informação não é  onsciência. E o que é consciência? É perceber que se existe. É saber que se sabe. É olhar para si mesmo e fazer perguntas. É admirar um pôr do sol, lembrar da infância, sentir saudade e questionar o sentido da vida. Uma máquina pode falar sobre tudo isso. O ser humano é quem realmente experimenta tudoisso.E é justamente aí que começa a grande confusão moderna: muita gente passou a acreditar que juntar informação demais automaticamente produzirá consciência, como se sentimentos e existência fossem apenas contas matemáticas muito avançadas. A situação lembra a velha história do jovem economista que voltou da universidade cheio de teorias modernas. Depois de analisar os números da fábrica do pai, concluiu que seria mais lucrativo transformar as salsichas novamente em bois. A teoria parecia perfeita. O problema era descobrir como fazer a salsicha voltar a ser boi.Com a inteligência artificial acontece algo parecido. Há quem acredite que, acumulando dados e aumentando o poder de processamento, a consciência aparecerá naturalmente. Mas até hoje ninguém mostrou como transformar cálculos em sentimentos ou algoritmos em experiência de vida.A física quântica também entra na conversa. Alguns acreditam que ela possa ajudar a explicar mistérios da mente e da consciência. Outros dizem que ainda estamos muito longe disso. O fato é que continuamos explorando territórios desconhecidos.Mesmo assim, a inteligência artificial já pode ajudar muito. Na medicina, na pesquisa científica,na previsão do clima, na exploração espacial e em várias áreas onde o volume de informação é grande demais para uma pessoa analisar sozinha. Mas permanece a pergunta principal: a máquina sabe que existe? Até agora, não. Talvez chegue um momento em que entendamos mais sobre a consciência. Talvez não. Mas uma coisa já está clara: a inteligência artificial é uma ferramenta extraordinária criada pelo ser humano.E essa talvez seja a parte mais impressionante da história.Num pequeno planeta perdido no Universo, uma criatura feita de carne, osso e curiosidade conseguiu construir máquinas capazes de responder perguntas em um piscar de olhos. Antes de admirar o robô, vale lembrar quem o  maginou. O aço é admirável. Mas o ser humano continua sendo o maior mistério conhecido e o único capaz de olhar para a própria existência e perceber que está vivo. 

Walter Naime

Arquiteto-urbanista

Empresário.

 UNIDAS 13 DE JUNHO DE 2026


Jovm: Henrique Gabriel da Silva


Faleceu ontem, nesta cidade, contava 14 anos, filho da Sra. Bruna

Caroline da Silva. Deixa irmãos, demais familiares e amigos. Seu sepultamento

foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 16h45 da sala “03” do Velório do

Cemitério Municipal da Vila Rezende, para a referida necrópole. À família e

amigos enlutados os sentimentos de pesar da Abil Grupo Unidas Funerais.


Sra. Matilde Prudenciano


Faleceu ontem, nesta cidade, contava 63 anos, filha dos finados Sr.

Sebastião Prudenciano e da Sra. Luzia Ferreira de Arantes Prudenciano; deixa

os filhos: Rachel de Arantes Orsini, casada com o Sr. Rafael Tabai; Rafael de

Arantes Orsini, casado com a Sra. Kamila Orsini e Brenda Arantes Orsini. deixa

os netos: Marcos Henrique, Pietro, Maria e Lorenzo. Deixa familiares e amigos.

Seu sepultamento foi realizado ontem, tendo saído o féretro às 16h30 da

sala “B” - Camélia do Velório do Cemitério Parque da Ressurreição, para a

referida necrópole. À família e amigos enlutados os sentimentos de pesar da

Abil Grupo Unidas Funerais.

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