Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

"A força está na serenidade do ânimo e no equilíbrio dos sentimentos."

sábado, março 10, 2012

PASTOR DILMO DOS SANTOS

PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS


JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
joaonassif@gmail.com
Sábado 10 de março de 2012
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/
http://www.tribunatp.com.br/
http://www.teleresponde.com.br/



ENTREVISTADO: PASTOR DILMO DOS SANTOS

Pastor Dilmo está em Piracicaba há 9 anos. fluminense, nascido em Angra dos Reis, a 13 de agosto de 1964, seu pai, Manoel Correia dos Santos era pescador,sua mãe Edith Peres dos Santos, aos 84 anos mora em Angra dos Reis. Somos cinco filhos, três irmãos e duas irmãs. Eu vim para essa igreja com a transferência do Pastor Moisés, que permaneceu aqui por vinte anos. Pertenço a Assembléia de Deus Ministério Madureira. Ministério Madureira é uma convenção nacional. Meu pai também era pastor da igreja de Angra dos Reis. Minha mãe durante 64 anos foi líder de grupos de oração da igreja. Até os 16 anos ajudava o meu pai, trabalhava com ele no barco de pesca. Eram as sardinheiras ou traineiras. Meu pai chegou a ter 10 barcos de pesca. Guardo comigo a foto do barco do coração, ainda em preto e branco. Naquele tempo Angra era uma cidade muito limitada, hoje já é mais desenvolvida. Ao concluir o colegial tinha que sair da cidade para dar continuidade aos estudos. Fui para a casa dos meus avós em Volta Redonda, onde passei a trabalhar e a estudar o curso colegial. Depois fui para o Rio de Janeiro, onde dei continuidade aos meus estudos. Estudei, fiz seminário, Ciência de teologia pela Faetad Faculdade da Assembleía de Deus, depois fiz pela Batista também. Fiz o Curso de Teologia pelo nosso instituto bíblico, fui cuidando da vida espiritual e também da secular. Trabalhei um período na empresa American Express no Rio de Janeiro, por quase seis anos, onde tinha cargo de gerência.

O senhor além de exercer as funções de religioso tinha que trabalhar para sobreviver?

Sempre fui evangélico, mas a minha vida paralela secular foi constituída com meu trabalho em empresas, como a Sul América Seguros, Editora Bethel, durante quatro anos fui diretor do jornal Tribuna de Angra.

O senhor é casado?

Sou casado, pai de três filhos. Felipe, Bernardo e Vitória.

Qual é o cargo que o senhor ocupa dentro da Assembléia de Deus?

Hoje sou Pastor Presidente deste Campo, que cuida de 210 das igrejas, inclusive de uma igreja situada na Irlanda. Temos 20.000 fiéis batizados, com cartão de membro. Em Piracicaba são 10.000 membros. Isso não implica em relacionar além destes, aqueles que são congregados. Se os contabilizarmos também podemos chegar a 35.000 congregados. São membros da família, filhos, que não se manifestam como fiéis, mas congregam em nossa igreja. Frequentam participam. A Assembléia de Deus Madureira tem hoje no Brasil oito milhões de fiéis. No Estado de São Paulo temos 9.200 templos, com quase três milhões e meio de fieis dentro do Estado.

O senhor foi candidato a deputado estadual recebeu votos de quantas cidades do Estado de São Paulo?

Como candidato a Deputado Estadual fui votado em 511 cidades do Estado de São Paulo, tive 90.909 votos, não fui o único candidato pela igreja, tivemos mais três outros candidatos.

O senhor atualmente exerce a função pastoral e a função parlamentar?

Eu nunca tinha sido candidato a cargo eletivo, essa foi à primeira vez, isso também por uma necessidade da igreja. Ao longo do tempo a nossa denominação teve pouquíssimos representantes para investir nessa situação política. E Graças a Deus eu fui um deles aqui em São Paulo. Houve realmente o apoio a minha candidatura para que eu pudesse chegar, e realmente cheguei. A minha condição foi de não abrir a minha convivência pastoral. Eu gostaria de continuar sendo sacerdote. Sou pastor a 20 anos, só de pastorado na parte administrativa estive por sete anos conduzindo a editora, cuidando da literatura da igreja filosoficamente falando. Nessa editora em que fui superintendente geral, vendemos dois milhões e meio de revistas por trimestre. São revistas já endereçadas, de assinantes. Eu sabia que Deus tinha um plano para mim, e eu gostaria muito de exercer e graças a Deus em Piracicaba eu me achei. Cheguei à igreja, presidindo a igreja, vivemos um período muito positivo da igreja. Foi um crescimento fantástico em 2003 tínhamos 89, filiais, com 8.000 membros hoje são 210 filiais com 20.000 membros. Eu gosto de fazer esse atendimento, eu me dedico a isso, me preparo para isso, me preparei para ser pastor. Estou como deputado, é uma coisa condicional, foi uma necessidade que a igreja teve, e teve que tirar um daqueles que estão participando para estar enfrentando esse momento. Até agora tenho conseguido conciliar.

Sem querer ser indelicado, na última campanha política tivemos um candidato que se eleito fosse iria dizer qual é a função de um deputado, algo que ele dizia não saber. Foi eleito como um dos mais votados. O que podemos dizer de um candidato desses?

Ele não conhecia a função do deputado e iria falar. Talvez de uma forma humorística tratou uma coisa muito séria. De uma forma muito vulgar, eu penso. Não podemos tapar o sol com a peneira, sou totalmente a favor da verdade. É claro que nos preparamos para enfrentar todas as situações, quando me coloquei a disposição para ser candidato, claro que procurei saber quais eram as funções inerentes ao cargo. Na verdade, quem está do lado de fora não tem a mínima noção do que acontece lá dentro. A gente se frustra. Hoje por exemplo qual é a função do Deputado Estadual? É fiscalizar o governo, fazer projetos de leis, para facilitar e ampliar os investimentos. Para ser sincero, quando você vai fiscalizar uma conta com deputado o Tribunal de Contas impede, ele é em boa gíria, “O Cara”. Quando você vai fazer projetos de leis, eles são discutidos só pelas lideranças dos partidos; como deputado você pode ter 300.000 votos, um milhão de votos, lá vale apena s com um voto e acabou. Se você não tem “tempo de casa” e não tiver um pouquinho de jogo de cintura você não entra na discussão, lá você é “baixo clero”. Quando você faz um projeto de lei, o mesmo fica subjugado à vontade de 5,6 ou 10 parlamentares. A terceira condição do Deputado Estadual seria a interveniência entre o Estado e o Município, que hoje virou chacota. Hoje se diz que tem deputado que vende a emenda. Hoje a demanda é tão grande, todo o mundo vai lá para pedir, ele diz: “Deputado, eu tenho uma demanda, a minha cidade precisa.” A função do deputado é encaminhar, ele encaminha, ai vem: grupos de interesses que a gente não conhece, escusos às vezes; ou interesses políticos de outros que vem para atrapalhar, e começa a jogar no ar: “Você é isso, você é aquilo”. Você analisa e pergunta a si mesmo: “O que eu estou fazendo aqui meu Deus do Céu?”

Se houver mudanças elas serão de forma gradativa e constante, existe alguma fórmula?

Se as pessoas de bem, nisso existe um equívoco, quando você tem uma posição independente, você não quer se envolver. A sua condição de independência te dá aversão a política. Isto está errado. Quando um homem de bem, um líder espírita, um líder católico, um líder protestante, que tenha a condição de boa intenção, se coloca as avessas, isso não trás nenhuma contribuição, só trás mais espaço para aqueles que não têm condição de estarem lá, mas estão, e estão comandando. Eu penso que a conscientização dos homens de bem tem que crescer. Muitas vezes somos até mesmo pichados pela mídia: “É pastor! É evangélico! É líder espírita que está se envolvendo!” Não pelo Amor de Deus. São os homens de bem! Se a gente não for, não participar com muita vontade, isso nunca irá se arrumar! É isso que eles querem!

Pelo que o senhor está dizendo o descontrole é total, e a grande massa desconhece?

Precisamos formar cidadãos, desde a mais tenra idade os currículos escolares contemplaram estudos de verdadeira cidadania. Criar a consciência de Amor á Pátria. Criar uma sociedade mais justa, que dê condições mais justas aos nossos filhos, nossos netos.

O senhor acredita em voto distrital?

Acredito de forma plena. Sou a favor, espero que um dia o Brasil esteja exercendo dessa forma a situação política. Um país do tamanho do nosso quem conhece é quem está junto acompanhando, no dia-a-dia. Fui votado em 511 cidades, você acredita que vou ter condições de conhecer passo-a-passo, ou dia-a-dia, uma cidade a 500, 800 quilômetros de distância? Isso é humanamente impossível. Isso é uma loucura! Nós não podemos e tolos o bastante para essa imprensa e esse grupo que tem essa vontade de ver a coisa retrocedendo para que ele continue se mantendo. Só que quanto mais nós vermos que está incomodando mais nós temos que reagir. Não posso me omitir, não posso me esconder, de uma coisa que tenho a certeza de que poderá mudar. Precisamos estar envolvidos para que isso mude. A discussão não pode ser pequena. Não posso desprezar a capacidade de pensamento das pessoas.

Aquelas pessoas alienadas por questões consideradas éticas deve mudar sua forma de ver as coisas?

São aqueles que se acham tão bons que julgam que não devem participar. É por você ser tão bom que deve estar lá. Essas pessoas não dão chance de se mudar à situação. São exatamente elas que podem mudar. Esse seria o grande acontecimento do Brasil hoje.

Há uma movimentação de evangélicos direcionando comportamentos sociais?

Nem tudo que está parado em estacionamento é carro. A discussão sobre minha ação como homem público não significa que devo impor a minha fé. Hoje está em pauta a homofobia, em minha opinião a discriminação parte de ambos os lados. Eu não quero ser agredido em meu espaço, e não preciso agredir o seu espaço.

Quando a grande mídia, em especial uma rede de televisão, impõe hábitos á uma nação continental, pode acarretar consequências que fujam ao controle?

Nesse caso o presidente Lula foi mal interpretado, quando ele quis fazer censuras, não á imprensa, mas dar dignidade, ética profissional, hoje entra na minha casa não o que eu quero, ou o que eu penso, entra o que eles querem. Há uma invasão sem que haja uma reação. A minha dignidade como indivíduo está sendo invadida. Há a banalização de termos chulos. Não é uma ação restrita a uma só emissora de televisão, mas aos meios que detém poder de manipulação. Temos que formar critérios, o povo é ingênuo. Existem limites. Os grandes meios usam como massa de manobra, comandam, fazem o que bem entendem. Isso é horrível, não temos critérios formados para discernir.

Os povos que colonizaram o Brasil davam-nos miçangas em troca de ouro, o processo continua, mudando apenas para miçangas com tecnologia embarcada?

Temos que retornar ao verdadeiro civismo. Ninguém está sendo preparado para amar a pátria. Há um jogo de interesses, resultados. O Governo não assume a parte dele e as nossas crianças estão crescendo. Em momento algum penso em criar fanatismo, mas a igreja ensina o seu povo a amar aquilo que é verdade. Hoje se faz CD evangélico, porque o evangélico por principio não compra CD pirata. Foi-lhe dada a razão porque não deveria comprar o CD pirata, é um delito. Enquanto não educarmos nossas crianças, nossos filhos, profissionalizando-os de forma correta, sempre seremos cidadãos de segunda classe.

Há iniciativas isoladas, como a do Professor e Maestro Helio Manfrinato, que aos 90 anos constituiu um grupo de 60 crianças, em sua maior parte pertencentes á área de risco. Deu-lhes 15 violinos, arrumou voluntários como professores, monitores. De 30 hoje são 60 crianças. Cada violino custa apenas 150 reais. É um projeto de envergadura que na Venezuela preparou 360.000 músicos em 35 anos. São músicos para tocarem em qualquer platéia do mundo. Aqui se lutam por migalhas. Falta verba para a sobrevivência do professor. Como o senhor vê isso?

O Estado não conhece, ele está no macro, não está no micro, por isso nossas crianças evoluem para as drogas. Quando tentamos obter verbas micros, que são pequenas, porém as necessárias, encontramos um meio burocrático tão terrível que acham que aquela pequena verba, importantíssima, é que irá fazer o grande rombo no Estado. Precisamos identificar esses projetos, realizados por pessoas de bem. Quando um deputado leva um projeto como esse ele é questionado: Qual selo essa iniciativa tem? Selo1? Selo2? Selo3? Para sair uma verba de 50 ou 60 mil reais são exigidos um calhamaço de papel que quase ocupa uma sala. As grandes empreiteiras chegam e só em uma canetada levam 10, 15, 20 milhões de reais. Isso tem que acabar. Sou do Partido Verde Hoje estou me negando a entrar em reuniões para discutir meio-ambiente. Isso porque geralmente a pessoa que discute meio ambiente nunca esteve no meio ambiente. Fala do que não conhece. Como você vai falar do rio Piracicaba se você não o conhece? Como irá falar de mata ciliar se nem sabe o que é mata ciliar? Estou com um projeto, parado, porque cada vez que se coloca em discussão aparece pessoas mostrando maquetes, projetos, um enorme amontoado de papéis. Pergunto quantas vezes você já esteve lá? Respondem : “Passei assim pelo alto!”. Digo:lhes “Você não sabe que mora lá, quem é o ribeirinho, qual a sua necessidade”. Essas pequenas ações custam pouco, esse projetos devem ser feitos, não é passar mega investimentos.

O que o senhor acha dessas construções esportivas?

Construções para a Copa do Mundo? Eles acharam um meio de fazer investimentos que talvez não fariam nunca se não tivessem uma coisa que motivasse a sociedade de uma forma cega. A sociedade para o futebol nem discute valores, ela acha que se for um bilhão, tem que dar dois bilhões. Uma coisa alarmante é a rendição de uma nação soberana a vontade de um grupo pequeno: A FIFA dizendo o que deseja. Eu nunca vou colocar um filho meu dentro de um estádio de futebol num dia desses, se com a bebida proibida já é alarmante imagine com o álcool livre nos estádios. Quem vai controlar a quantidade de bebida que o torcedor irá ingerir? O que tem dentro da lata? Um país soberano como o Brasil, se rendendo!

Pastor Dilmo, o mundo está em crise?

O mundo sempre viveu crises, se você olhar a História irá ver que não tem um período em que não esteve em crise. Mas sempre tem o começo, meio e fim. Tem o bem e o mal. O bem geralmente vence o mal, quando não vence fica estigmatizado. Para que haja aprendizado, evolução. Parece que neste período em que estamos vivendo não nos orientamos com as experiências passadas. A evolução da ciência foi tão grande que não nos permite mais sermos desinformados. As nossas lideranças fortes parecem que se fecharam para isso, elas não querem de forma nenhuma perder a “boquinha”, infelizmente essa é a verdade. Sabem, conhecem, mas não querem perder, estão brigando para se manter. Enquanto está bom para mim dane-se o mundo! Abrahão plantou uma árvore no seu final de vida, ele sabia que não iria usufruir, mas tinha que pensar nas gerações futuras. Nós não estamos pensando nas gerações futuras, estamos pensando no nosso momento. Isso ocorre mundialmente, é um egoísmo terrível, está globalizado, mas cada um procurando o seu interesse. A América o Norte que foi o grande poder, hoje falido, por questões egoístas. Mas eles para se manterem por muito tempo eles nos mataram. Esse egoísmo barato, sem buscar exemplos no passado, nos leva para o abismo. Eu tenho certeza, convicção de que Jesus está voltando. Enquanto vivemos na Terra temos que ser responsáveis, até mesmo pela Terra, pois ela foi criada por Deus.

Como deputado estadual em algum momento o senhor foi cobrado com relação a segurança?

Sempre! Segurança e Saúde. Faz um ano que estou exercendo o meu mandato, só de investimento para a saúde de Piracicaba devo ter mandado uns 1 milhão e meio, isso para a Saúde. Mandei dinheiro para a prefeitura construir postos,para a Santa Casa, para o Hospital dos Plantadores de Cana, é pouco, mas com esse pouco é que se fazem as mudanças. O que nos falta são pessoas com bons interesses, engajamento, para fazer a gestão que necessita ser feita. Piracicaba é uma cidade que tem um número para realizar atendimentos ela não pode inchar sem planejamento. Não sou contra o desenvolvimento da cidade, sou contra ser feito de qualquer maneira. Não se pode da noite para o dia em uma estrutura preparada para duzentas mil pessoas, colocar trezentas, sem criar um planejamento para aumentar o número de atendimentos. Um exemplo típico é a Hyundai, se o planejamento fosse ser permitido contratar trabalhadores apenas de Piracicaba, já que é Piracicaba que está dando o incentivo, talvez não se inchasse. Mas todo mundo trouxe mão de obra de fora, nós não qualificamos. O que acontece é que um posto de saúde que atendia quinze mil pessoas passa a atender vinte mil. Esses cinco mil a mais como se faz? Alguém vai sair perdendo. Posso colocar todo investimento do mundo que não irá dar certo. Não podemos nos enganar e nem enganar o povo. Está ai o erro. Segurança é a mesma coisa. Hoje o grande problema da polícia é mão de obra. Como pode uma polícia sair de casa ganhando R$ 1.200,00, tendo que morar nas comunidades, porque não tem como pagar aluguel nos grandes centros. Não tem dinheiro para colocar seus filhos na escola. Não tem condições de dignidade e sai para dar segurança para mim? Isso não existe. Falam vamos fazer reengenharia, a reengenharia é fácil, é dar estímulo e preparação.

Com relação ao trabalho do menor, qual sua opinião?

Hoje se criam regras que ao menor, direitos, que muitas vezes o coitado nem sabe discernir direito, mas agrada a quem manda. Isso atrás de uma roupagem de direitos humanos e tantos outros direitos com diversas denominações. Não existem limites. Tudo na vida é formação e educação. Não adianta criar regras, sem educar e sem formar. O Estado não é orientador familiar, e não tem esse interesse. Para a mídia não interessa famílias mais fortes, o grande gancho está na desintegração, criar formas diferentes, de consumismo. Sou contra a libertinagem, aquilo que vai destruindo a liberdade para fazer da forma que você quer.

Quanto a progressão de pena, qual é a visão do senhor?

Sou contra. Temos que formar uma maneira que a pessoa não tenha a necessidade de passar por isso. Sou preventivo. Sou a favor das reformas carcerárias, reformas das leis. Em tudo há interesses, quanto mais presos tem mais se gasta com alimentação. Mais roupa se lava. Enquanto gente boa não se envolver o sistema não muda. Os que estão no poder tentam limitar a entrada daqueles que não estão, impedindo através de formas, leis. Dificultando. E as pessoas se inibem. E cidades com 200 a 300 mil habitantes o poder está nas mãos de alguns, que não deixam, não permitem que outros participem. Precisamos reconstruir o ser humano em seu caráter. Hoje há planejamento para tudo, mas não há planejamento para o ser humano, ele foi colocado em uma condição secundária. Quando ele é o elemento principal. O ser humano se tornou frio, ele está atrás de conquistas econômicas. O que era para estar trazendo felicidade está trazendo transtorno. Estou trabalhando em um projeto de inclusão social, onde crianças têm a oportunidade de ter acesso a informações culturais. Tudo passa pela informação e pela educação.



































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