Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

sábado, dezembro 07, 2013

ALICE CALÇAVARA BONAMIN


PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
joaonassif@gmail.com
Sábado 23 de novembro de 2013.
Entrevista: Publicada aos sábados na Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/
 


ENTREVISTADA: ALICE CALÇAVARA BONAMIN

 

Alice Calçavara Bonamin nasceu a 13 de setembro de 1930, no então distrito, hoje município de Saltinho, filha de Carlos Calçavara e Maria Packer Calçavara, agricultores, cultivavam cereais: arroz, feijão, milho. A plantação de cana-de-açúcar ainda não tinha as atuais extensões. Carlos Calçavara era arrendatário de uma área de um sítio no sistema de plantio “a terça”, onde o proprietário da terra tinha dois terços do que era produzido na terra arrendada e quem a cultivava tinha o terço restante. Alice é a filha mais velha do casal Carlos e Maria, que tiveram ainda os filhos: Isaura, Fernando, Antonia Benedita, Luiz, Reinaldo e Mário. Alice freqüentou a escola rural até o quarto ano primário, ainda lembra-se do nome da sua professora Maria Antonieta Moraes Dias. Seus avós maternos, Judite e Luiz Packer eram imigrantes alemães. Sua avó sempre contava que veio junto com eles uma cunhada dela, não tinham onde ficar, o que comer e nem o que vestir. A sua bisavó desmanchou um guarda chuva e com o tecido fez um vestidinho para a menina. Isso ocorreu no Brasil. Estabeleceram-se em um sítio na localidade rural denominada Carrinho Leite, próxima ao Arraial São Bento, município de Piracicaba. Ali moravam seus tios e tias, todos da família Packer. Eram nove irmãos.

Como a senhora ia para a escola?

A escola ficava a uns dois quilômetros da minha casa, algumas crianças que eram nossas vizinhas formavam conosco um pequeno grupo e caminhávamos pela estrada de terra, quando chovia íamos amassando o barro.

Com que idade a senhora começou a trabalhar no sítio?

Desde pequena! Quando fiz quinze anos meu pai arrumou um serviço para mim em Piracicaba. Vim trabalhar para uma família de italianos, Júlio Vizioli casado com Emília Vizioli, com eles residia também o pai do Júlio, Emílio Vizioli. Moravam na Rua Benjamin Constant, junto a esquina da Avenida Dr. João Conceição, onde havia o bar de propriedade de Alcides Saipp, A área ocupada pelo bar e pela casa deu lugar ao posto de gasolina que existe atualmente. Na outra esquina, era o armazém do dos sogros do Alcides, o José Del Tedesco e Elza Del Tedesco. Nesse emprego permaneci por oito anos, até me casar. Naquela época aquele trecho da Rua Benjamin Constant era de terra, sem calçamento. Era uma camada de terra solta. Ali passavam muitas conduções, só havia aquela saída e a da Rua do Rosário, quando passava algum veículo levantava uma poeira vermelha, quando chovia formava barro. Era horrível.

A senhora morava com essa família?

Morava. Freqüentava a Igreja dos Frades, as vezes ia a reza a noite e aos domingos sempre ia a missa, umas seis e meia ou sete horas da manhã. Um dos frades que realizava a missa era Frei Liberato de Gries. Naquela época as mulheres cobriam a cabeça com um véu quando iam assistir uma missa. Se fosse solteira usava véu branco, as casadas usavam véu negro. Eu trabalhava os sete dias da semana, algum domingo, eu ia para o sítio na casa dos meus pais. Meu trabalho era lavar e passar roupas, fazer faxina na casa. Era uma casa grande, com quatro dormitórios, enorme. Sempre fui considerada como se pertencesse a família, sentava a mesa com eles, tinha o meu quarto em um dos dormitórios da casa.

Lembra-se do trem da Companhia Paulista?

Lembro-me sim! Passava pelo pontilhão sobre a Rua Benjamin Constant, formávamos um grupinho de meninas, da minha idade mais ou menos, aos domingos íamos até a Estação Paulista, ver o trem sair, aquele povo todo. Os passageiros colocavam vestiam roupas de passeio, bem arrumados. Era habito ter a roupa de passear e a roupa de trabalho. Lembro-me que na casa onde trabalhava tinha um toca discos onde eles colocavam discos com músicas italianas. No início eu não entendia nada, com o passar do tempo de tanto ficar lá escutando acabei entendo bem, não falava italiano, mas passei a entender.

Qual era a comida habitual?

Era uma delícia! Comiam muita massa: macarrão, nhoque. Algumas vezes adicionavam carne ao molho, outras vezes era só molho feito com gordura de porco, colocavam muito queijo. Tudo era cozido no fogão a lenha. Não havia botijão de gás e nem fogão a gás. Com o passar do tempo compraram um fogão elétrico, era muito lerdo.

A que horas a senhora levantava?

Às seis, seis e meia da manhã. Quando eu ia lavar a frente da casa, que era muito grande levantava bem cedo, o sol logo ficava muito forte. A água era encanada, só que não existia o hábito de usar mangueira, usava-se balde. Tudo era muito bem esfregado sem o uso de sabão, apenas água e esfregão. O piso interno da casa era tacos de madeira, após encerar tinha que lustrar usando um escovão pesado. Quanto escovão eu puxei naquela casa! Deixava brilhando! Quando a beirada do assoalho ia ficando meio escura utilizava uma palha de aço para tirar o excesso de cera acumulado. Era uma casa muito grande, serviço para mais de uma pessoa. Na entrada casa havia uma escada de mármore branco, o piso do jardim era de quadriculado feito com mármore preto e branco que formavam desenhos. Tudo era esfregado utilizando apenas água,vassoura e escova, deixava tudo muito bonito. Eu mandava quase todo meu salário para a minha mãe. Foi uma vida de muita luta. Permaneci lá por oito anos.

Como a senhora conheceu seu marido Júlio Bonamin?

Na época moças e rapazes circundavam a Praça em frente a Catedral, dizia-se “quadrar o jardim”, eu ia até a praça com umas primas do Júlio, tínhamos muita amizade, que mantemos até hoje,  são elas a Paula, Natividade , Maria Luiza, todas da família Possignolo. Existia o Café Imperial na Praça, o Júlio estava parado na esquina, eu passei ele olhou, perguntei para minhas amigas: “-Quem é esse moço?” . Elas responderam; “- Nosso primo!”. Isso foi em um dia de Santo Antonio. Fazia tempo que ele estava tentando falar comigo. Eu tinha medo, naquele tempo é bem diferente do que é hoje. Naquele dia ele veio conversar comigo, demos uma volta pela Rua Governador Pedro de Toledo, já era namoro! Quando fui embora ele me acompanhou até um pedaço do caminho. Tudo isso a pé. Quando eu ia de bonde para o centro levava trezentos réis, cem réis eram para o saquinho de pipoca e duzentos réis eram para pagar a ida e a volta de bonde. Se sentisse sede não tomava nada. Mas era tudo muito gostoso. Namoramos assim por cinco anos. Algumas vezes, íamos ao Cine São José. O Júlio nasceu a 19 de agosto de 1929.

Nesse período de namoro a senhora conheceu a família do seu futuro marido?

Seus pais moravam em uma propriedade rural no Bairro São Jorge, logo adiante de onde hoje é o terminal de ônibus daquele bairro. Da cidade até lá era perto, vínhamos a pé, era estrada de terra, quando chovia virava lama, ao chegarmos na cidade tínhamos que lavar os pés onde fosse possível, colocava o sapato sujo de barro em saquinho e levávamos conosco. Nem o Morro do Enxofre (Avenida Madre Maria Teodora) tinha qualquer tipo de calçamento ou asfalto. Os filhos mais velhos estavam morando na cidade, os solteiros moravam com os pais. Quando conheci o Júlio ele fazia horta, lá mesmo no sítio onde moravam e entregava no Mercado Municipal. Plantava todo tipo de verduras, legumes.

Em que dia vocês se casaram?

Foi no dia 26 de setembro de 1953 na Catedral de Santo Antonio. Fomos morar junto com a minha sogra chamada Tereza Possignolo Bonamin e do meu sogro Ângelo Bonamin. Naquele tempo era comum os filhos ou filhas que casavam ir morar com os pais, as casas eram grandes. Meu marido era o caçula, tinha que ficar junto aos pais.

Por quanto tempo a senhora e o seu marido permaneceram no sítio?

Permanecemos por três anos. Em 1956 mudamos para a casa que o Júlio mandou construir, na Avenida Dr. Edgard Conceição. Na Paulista não havia água encanada ainda, o Júlio fez um poço, comprou uma bomba que extraia água do poço e levava para um reservatório que servia a casa. O encanamento dentro de casa já existia e funcionava com a água do reservatório. A Rua Dr. Edgard Conceição era de terra nua, para chegar ao leito carroçável havia um barranco onde hoje é calçada. Às vezes eu olho e não consigo entender como ficou nivelado com a rua. Havia poucas casas vizinhas a nossa. Na esquina da Avenida Dr. Edgard Conceição com a Rua do Rosário o Alcides Saipp já tinha montado uma pequena loja de louças. A casa situada ao lado direito de quem olha para a minha casa foi construída antes de nós pela família Roel, do lado esquerdo havia uma casa de propriedade do Gepp (Como era conhecido o lendário José Tozzi). Em frente a nossa casa tem uma casa que na época pertencia à Dúlio Granja (casado com Zoraide Granja), que deixava seu cavalo em um terreno na esquina da Avenida Dr. Edgard Conceição com Rua Sud Mennucci. Na Esquina da Avenida Edgar Conceição com Rua do Rosário já tinha o sobrado da família Nassif. Do outro lado da rua, na esquina também, a residência e o comércio de Isidoro (Nenê) Lopes já existia também. A casa situada em frente a agência do Banco do Brasil, na Avenida Dr. Edgard Conceição já existia e nela morava um senhor a quem chamavam de Patrício. Na Rua Sud Mennucci, aonde mais tarde veio morar o Fustaíno, havia uma Santa Cruz. Quando mudamos para esta casa já tinha nascido minha filha Elisabete. Meu filho Antonio Carlos nasceu quando a minha filha já tinha quatro anos.

Além de cuidar da casa e dos filhos a senhora tinha mais alguma atividade?

Eu costurava camisas para a Casa Três Irmãos, de propriedade dos irmãos Ermelindo, Mário e Otávio. Os funcionários vinham trazer os cortes de camisa em uma bicicleta. Eles forneciam a linha, os botões eu não pregava. Vinha todas as camisas já cortadas era só passar na máquina, a minha era uma máquina Elgin, de pedal. Cheguei a fazer 60 camisas em uma semana. Após algum tempo parei de costurar para a Casa Três Irmãos. Comecei a costurar diretamente para os fregueses, ai eu tinha que cortar o tecido, pregar botões. Aumentei minha renda.  Aprendi tudo na raça, não fiz nenhum curso. Eu tirava a medida por outra camisa que a pessoa já tinha. Até hoje ainda tenho clientes que pedem para costurar uma camisa.

Qual era a atividade do seu marido quando mudaram para a cidade?

Ele foi trabalhar como torneiro para o meu cunhado, Oscar Chiarotti, na Conger, que na época ficava na Avenida São Paulo. Meu marido aprendeu a trabalhar com torno por iniciativa própria, não freqüentou nenhum curso para aprender. Teve uma época que além do almoço eu mandava também o jantar, ele trabalhava também a noite. Havia um senhor que levava a marmita em uma cestinha, ao lado colocava uma fruta ou um pão. (Da. Alice mostra um martelo de aço inox, todo trabalhado, feito pelo seu marido. É uma peça rica em detalhes). Meu marido faleceu em 1995, permanecemos casados por 42 anos.

Na Paulista, logo que a senhora mudou havia muitos terrenos vazios?

Existia sim, e muitos eram utilizados para montarem circos que se apresentava na cidade. Próximo aonde hoje é o Wall Mart existia um largo onde os circos se apresentavam. Onde hoje é o Banco do Brasil, na Avenida Dr. Edgar Conceição, foram montados alguns circos. No terreno baldio que havia na esquina da Rua Da. Jane Conceição com Rua do Rosário, atualmente ocupado por diversas lojas, era um local onde diversos circos e parques foram armados. Ao lado, havia o açougue do Toninho Scarpari, eu comprava carne lá. Não existia padaria por perto, a mais próxima era a Padaria São João, de propriedade de João e Dirce Rossi, localizada na primeira quadra da Rua Alferes José Caetano, logo depois da Avenida Dr. Paulo de Moraes. O prédio existe até hoje. Saíamos da igreja, pegávamos o pão e vínhamos para casa. Havia também a Padaria Cruzeiro, situada na Avenida Dr. Paulo de Moraes. A Mirtes Novelo era a dona da padaria casada com o Guido Sachs.  O Corpo de Bombeiros de Piracicaba ficava do outro lado da rua, uma quadra a frente, na direção de quem vai para a Avenida 31 de Março. A Bica do Morlet era um local onde muitos iam buscar água. Ela existe até hoje, fica na Avenida Dr. Paulo de Moraes, junto ao pontilhão da Rua da Glória.  Onde hoje é varejão era um matagal. Em frente a Padaria Cruzeiro onde existe até hoje uns barracões (Toninho Lubrificantes) era a Serraria do Chico Carretel (Francisco Pellegrino). Eles moravam em um sobradinho na Avenida Dr. João Conceição.  Naquele tempo onde passava a procissão de Corpus Christi as pessoas enfeitavam as janelas, as ruas. A procissão saia da Igreja dos Frades e ia até a Catedral de Santo Antonio. Era um tempo sem telefone, televisão e geladeira praticamente não existia. Aqui em casa cozinhávamos com fogão a lenha. Não havia botijão de gás. Meu cunhado, João Bonamin um dia trouxe uma televisão e instalou em casa. Quando meu marido chegou ficou surpreso com a novidade que seu irmão havia trazido. Era em preto e branco, marca Teleotto.

Era comum a família fazer lingüiça em casa?

Nós fazíamos. Meu marido comprava um pedaço de porco e eu, minha sogra, fazíamos. Passava a carne pela máquina de moer, usávamos tripa artificial para fabricar a lingüiça, colocávamos alho, pimenta, sal, ficava uma delícia. Após ensacar a carne na tripa deixávamos curar, ficava muito parecida com um salaminho.

Sem geladeira como era conservada a comida?

Todo dia era feita a comida. Cozinhava todos os dias feijão, arroz. Quando comprávamos um pedaço de porco, fritávamos bem a carne, colocavamos em um caldeirão e cobriamos com banha. Não estragava. Íamos tirando a carne conforme íamos consumindo. Frutas eram compradas no mercado. Geralmente banana, laranja. Frutas como a maçã não era fácil de encontrar. Hoje temos uma grande diversidade de frutas, em abundância. Vivi os tempos de racionamento, óleo de cozinha era fornecido em tambores de 200 litros, onde havia uma torneira, levávamos o litro vazio que era cheio quando comprávamos o óleo. Quem não tinha dinheiro comprava meio litro de óleo.  Os alimentos eram comprados conforme eram consumidos, não se faziam grandes compras, era raro isso acontecer. O leite comprava do Castilho que morava na Rua Sud Mennucci e trazia o leite do seu sítio. O padeiro deixava o pão em casa.  Todo dia trazia uma bengala. Deixava junto a porta, ninguém mexia, o portão ficava aberto para ele entrar.

Eram feitos passeios até o Rio Piracicaba?

Quando acontecia a Festa do Divino nós íamos. Íamos passear no Mirante, não era como é hoje, tudo era muito simples. Pegávamos o bonde em frente a Padaria Cruzeiro íamos até a Vila Rezende, voltávamos até o centro e íamos até a ESALQ. Disso eu tenho saudade. Não sobrava muito tempo para passear, tudo era feito em casa. Desde as roupas para as crianças até mesmo a parte de alimentação, os doces eram feitos em casa, assim como toda alimentação básica tinha que ser preparada em casa.

A senhora se lembra quando iniciou a construção da Igreja São José?

Lembro-me sim. Até então era um local vazio, quando foi colocada a primeira pedra eu estava presente, a minha filha Elisabete tinha três meses de vida. Lembro-me que o primeiro dentista que se estabeleceu na Paulista foi o Dr. Renato Roberto Biral, seu consultório ficava em uma das casas de propriedade de João Sabino Barbosa, na Rua do Rosário, entre a Avenida do Café e a Avenida Dr. Edgard Conceição, no lado direito de quem segue pela Rua do Rosário. 

Em que local a senhora comprava os aviamentos de costura?

Comprava na loja do Ciro Mendes, a Cred Leve, situada na Rua do Rosário entre a Avenida Dr. Edgard Conceição e Avenida do Café. Eu comprava grosa (144) de botões.

O Bar do Geep fornecia os sorvetes consumidos por boa parte dos moradores das imediações?

Exatamente. O sorvete de groselha, logo ao ser consumido deixava a língua vermelha e o sorvete ficava branco, era só gelo! Lembro-me do sardinheiro, ele passava com o carrinho de tração animal vendendo sardinha, nós comprávamos dele. Existe um sobrado em frente a Estação da Paulista, na parte térrea dele havia uma sorveteria de propriedade do Emílio Amstalden, um homem magrinho, o sorvete de lá era muito bom.

Quais são as lembranças que a senhora guarda da Chácara Nazareth?

Eu entrava na Chácara Nazareth porque a minha cunhada morava lá em uma casa bem próxima da casa grande. Meu cunhado, Silvio Bortolazzo trabalhava como caseiro, copeiro, sua esposa Hermínia  Bortolazzo era arrumadeira. Trabalhavam para o Dr. João Pacheco Chaves. Aos domingos a tarde íamos fazer uma visita à eles. É um verdadeiro paraíso, indescritível. Dona Ruth Pacheco Chaves foi quem doou o terreno da Igreja do Bairro São Jorge.

Vizinho a casa da senhora morava um religioso?

Era o então Cônego, hoje Monsenhor Luiz Gonzaga Giuliani que com sua mãe a Sra. Maria Maschietto Juliani residiu por alguns anos na casa da esquina da Avenida Dr. Edgard Conceição com a Rua Sud Mennucci.  Eu convidava às vezes o cônego para vir almoçar em casa, ele vinha sempre eu fazia alguma coisa diferente. Ele dizia: “- Está pensando que vou comer tudo isso!”. Comia muito pouco. Quando o Júlio meu marido veio do hospital, o cônego o levava e trazia para igreja com seu carro, para assistir a novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

As farmácias que existia na Paulista eram quais?

Na Rua do Rosário existia a Farmácia São Judas Tadeu do farmacêutico Nelson Alves de Mattos, e na Rua Benjamin Constant a Farmácia do Lico. Ficava próxima ao Posto de Gasolina do Bonachella, situado onde hoje existe uma padaria, na esquina da Rua Benjamin Constant com Avenida Dr. Edgard Conceição. Os meus móveis foram fabricados por João Ferrari Neto e adquiridos há 60 anos, até hoje estão com o selo do fabricante. Eles também fabricavam barcos, estavam estabelecidos na Avenida Dr. João Conceição entre Rua da Glória e Rua Benjamin Constant.

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