Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

"A força está na serenidade do ânimo e no equilíbrio dos sentimentos."

sexta-feira, novembro 16, 2012

WALDIR PEDRO GUIMARÃES

PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
joaonassif@gmail.com
Sábado 13 de novembro de 2012
Entrevista: Publicada aos sábados na Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/



ENTREVISTADO: WALDIR PEDRO GUIMARÃES
Waldir Guimarães como é conhecido reúne qualidades admiráveis. Excelente voz, articulado, possui elevado grau de cultura geral, de raciocínio muito rápido. A sua franqueza e humildade o transformam em um profissional de nível muito elevado. Não só seus ouvintes, mas todo profissional de rádio que o conhece sabe que Waldir Guimarães poderia ocupar com absoluta competência espaço em qualquer emissora do Brasil. Dr. Nelson Meirelles soube perceber seu talento de imediato e o convidou para integrar a equipe da Rádio Educadora de Piracicaba. Waldir é hoje prata da casa, quase uma identidade da emissora. Nascido em Caldas, Minas Gerais a 30 de junho de 1952, filho de Arlindo Monteiro Guimarães e Benedita Ramos Guimarães.


Até que idade você permaneceu em Caldas?


Até cinco anos. Sou muito mais paulista do que mineiro. Andamos por diversos lugares de São Paulo, até vir morar em Piracicaba, no ano de 1973. Era um jovem sonhador, acredito ser sonhador até hoje.






Tema da rádio novela "O Cara Suja"


Você freqüentou qual instituição de ensino?
Entrei no rádio por causa da escola. Fiz o curso primário em Ribeirão Preto, no Colégio Oswaldo Cruz, minha primeira professora foi Dona Elza Chagas, usávamos a cartilha Caminho Suave de autoria de Branca Alves de Lima. Dona Elza ministrou também O Tesouro da Criança. Minha segunda professora foi Dona Francisca. Lembro-me também da Cartilha Sodré. Meu pai era o que na época denominavam-se Guarda-Livros. Nossa família mudou-se para Araras, ele trabalhou na empresa de transportes Sopro Divino existente até hoje, o proprietário era o Sebastião Lolli. Nessa época eu tinha uns 10 anos, fui trabalha na empresa Moagem e Torrefação Guarani de propriedade de Sérgio Orpinelli, o café era pesado embalado e fechado de forma manual. Tinha uns 10 funcionários, todos ainda muito jovens. Um dia eu fui até uma emissora chamada Rádio Centenário. Entrei, olhei, mas não era a minha praia. No dia seguinte um colega disse-me: “-Vamos visitar a rádio novamente”. Voltei, foi quando gostei da mesa de som. Parecia uma nave espacial! Achei muito bonita, pensei se um dia teria condições de trabalhar nessa mesa de som, parecia que seria impossível. No dia seguinte voltei novamente, e fui me encantando com a mesa de som, achando que aquilo era uma coisa acima do que eu poderia fazer. O diretor da rádio chamava-se Francisco Salles Nogueira, era professor. Ele me disse: “-Você gosta daqui?”. Respondi-lhe que havia achado o lugar muito bonito. Ele me perguntou se eu gostaria de aprender a trabalhar na rádio. Disse-lhe que sim. Ele disse que eu tinha que estudar. Ele era diretor da rádio e diretor do Instituto de Educação Cesário Coimbra. Fiz o curso preparatório, prestei o concurso, fui aprovado e passei a fazer o ginásio. Fiquei seis meses olhando. Os programas na época eram com músicas da Jovem Guarda. Os locutores todos com um vozeirão lembro-me do Roberto Raskid. Eu fazia mesa para ele. Naquele tempo era muito mais difícil operar, era vinil, fita de rolo, as propagandas eram jingles em discos de 78 rotações por minuto. Existia o Supersom, um disco de alumínio com dois furos, 78 rotações. Com um pequeno pedaço de papel marcava os trechos que seriam tocados da fita de rolo. Lembro-me de jingles famosos como das Casas Pernambucanas, Cobertores Parayba, Bardhal.. (Waldir cantarola trechos dos comerciais).






Comerciais antigos veiculados pelo rádio

Na época existiam as rádios novelas?
Existiam duas novelas, de manhã com o patrocínio da Gessy Lever. E a tarde sob o patrocínio da Colgate Palmolive. Lembro-me de alguns títulos “O Cara Suja”, “Eu Compro Essa Mulher”, “Quo Vadis”. Grandes atores faziam a rádio novela: Sérgio Cardoso, Lima Duarte, Ézio Ramos, Gilmara Sanches, que foi jurada do programa de televisão feito por Silvio Santos. Ela era muito bonita e tinha uma voz belíssima. Essas novelas eram acompanhadas por todo o mundo, televisão era privilégio de uma minoria.


Qual era o seu horário de trabalho na rádio?


Trabalhava do meio dia até as seis horas da tarde, como eu gostava muito acabava permanecendo na rádio durante a noite. Estudava na parte da manhã.


Como era a remuneração?


Era um salário razoável, um salário normal para a minha idade. Fui fazendo mesa, tinha programa jornalístico, policial, musical. Eu procurava caprichar. Após uns dois ou três anos, um locutor deixou a rádio. O diretor disse-me para dar a hora certa. Entrei no estúdio tremendo, só que dei a hora errada, estava muito nervoso. Passei a dar a hora certa, anunciar a próxima música, tremendo. Fui fazendo isso, comecei a pegar gosto pela coisa, devagarzinho. Lembro-me dos programas apresentados na época, hoje seriam ridículos. Percebi que aquilo eu poderia fazer e que me dava prazer. Eu tinha uns 14 anos.


A sua família via como a sua participação em rádio?


Minha família gostava. Fui fazendo programa musical, parada de sucesso. De repente eu estava no rádio. Fiquei em Araras até 1973. Meu irmão trabalhava na Planalsucar em Piracicaba, vinculado ao IAA Instituto do Açúcar e do Álcool, era o sonho de todo engenheiro entrar no Planalsucar. O filho do Dr. Nelson Meirelles entrou, foi assim que através do meu irmão acabei conhecendo o Dr. Nelson Meirelles. Meu irmão queria que eu mudasse para Piracicaba. Eu não queria sair de Araras, um sábado vim conversar com Dr. Nelson. Era uma pessoa reservada, paternalista. Perguntou-me: “ Você quer vir para cá?” Respondi que não queria sair de Araras. Ele expôs as vantagens de trabalhar em uma cidade maior, mesmo assim minha decisão era permanecer em Araras. Ele disse-me para pensar bem, caso quisesse para voltar a falar com ele. O tempo passou. A Rádio Educadora era na Rua São José esquina com a Rua Governador Pedro de Toledo. Seguia o padrão da Rádio Eldorado, hora certa e música. Um locutor foi desligado da rádio, Dr, Nelson mandou me chamar e disse:me “- Não sei quanto você ganha lá, mas vou te pagar cinco vezes mais”. Dr, Nelson era de poucas palavras. Nessas condições eu vim, com o coração apertado, mas vim. Eu estava ambientado em Araras, as rádios eram diferentes, lá era mais flexível em sua programação, o meu padrão era mais da rádio em Araras. Fiz um horário das 5 ás 7 horas. Outro horário que trabalhei foi das 23 até uma hora da madrugada. No início para mim foi difícil entrar no esquema da rádio. Das 18 as 19 horas havia o programa “Primeira Classe” apresentado pelo Dirlei de Almeida Canto. O programa “Primeira Classe” foi o xodó do Dr.Nelson, ele foi um dos fundadores da Escola de Música de Piracicaba. Ele sentia-se na obrigação de levar música erudita para Piracicaba. O Dirlei deixou de apresentar o programa, por um tempo eu apresentei o “Primeira Classe”.


A Educadora tinha uma programação própria para a época?


Era uma rádio sóbria, no período da manhã tinha um programa chamado “Clube da Frequência Fixa”. Era um programa mais solto, mais leve que iniciava às 8 horas e terminava às 12 horas. Era um programa de uma agência chamada “Orpan”, do Pantaleão Perillo Júnior e do Orlando Biscalchin.


Quando foi fundada a Rádio Educadora?


Foi fundada em primeiro de agosto de 1967. Em 1965 já estava em andamento o processo em Brasília, o Perillo, o Pereira Lopes, estavam envolvidos nesse trabalho. Como o Perillo fez toda a logística, Dr. Nelson concedeu-lhe um horário na parte da manhã da rádio. Através da Orpan esse horário era vendido, quem gerenciava era o Perillo. O agenciador publicitário era o Dario Correa. Ele já tinha o programa “Noites do México”. Quem fazia o programa era Rubens de Oliveira Bisson. Era um programa bem romântico, com bolero, guarânia. Quando o Bisson se ausentava ele pedia que eu fizesse o programa. Eu fazia do meu jeito, tocava flash-back, tocava música italiana. O pessoal gostava, era um estilo diferente, não era o padrão da rádio. Uns dois ou três anos depois o Bisson aposentou-se e eu fiquei no lugar dele. Fiz um programa chamado Tape Top, das oito horas ao meio dia. O programa foi um sucesso muito grande, isso foi em 1975. 1976. O programa estourou, foi um grande sucesso na época. O Waldir Guimarães tornou-se uma celebridade. Até então era um apresentador de programa. Durante alguns anos fiz esse programa. Existia na Rádio Educadora um programa apresentado aos domingos pelo Vovô Simões. Ele adoeceu Dona Ana Maria Meirelles de Mattos, diretora da rádio disse-me que estava procurando alguém para apresentar esse programa. Ela disse: “Tem um rapaz que faz as leituras na Igreja da Vila Rezende, o acho muito bom, tem boa desenvoltura, quero trazê-lo para fazer rádio, embora ele nunca tenha feito. Você me dá uma mão?¨ Eu disse á Dona Ana, que se eu pudesse orientar em algo estava a disposição. Ela disse que o achava muito comunicativo carismático e que deveria fazer bem o programa. Esse garotão era Luiz Antonio Copoli, assim nasceu Titio Luiz, sucessor do programa do Vovô Simões aos domingos. Titio Luiz fez o programa por muito tempo, foi um sucesso muito grande. A Rádio Educadora estava ainda na Rua São José esquina com a Rua Governador Pedro de Toledo. Titio Luiz deslanchou e passou a fazer o programa que ele apresenta até hoje: “Programa da Amizade”. Hoje ele é esse grande nome do rádio.


Você tem alguma paixão além da música?


Eu gostava muito de cinema, é uma paixão. Antes do Titio Luiz começar a apresentar o seu programa, eu apresentava um programa das onze horas ao meio dia, chamava-se “Cartaz de Cinema”.Era diário e no auge do rádio AM, na época a transmissão em FM era incipiente.Era tudo feito com discos de vinil, tínhamos uns 300 discos de cinema, cada dia tocava dois ou três, não tinha essa facilidade que existe hoje. Tocávamos temas de filme: “História de Elza”, “Os 10 Mandamentos”, “Lawrence da Arábia”, na ocasião o programa deu uma audiência razoável. Que é esse programa que apresento hoje na Rádio Educativa, aos sábados, das seis às sete horas da noite, já estou lá há oito anos, com mais de 5.000 trilhas.


Atualmente você faz que tipo de programa na Rádio Educadora?


Totalmente diferente. Do meio dia até a uma e meia participo do programa “Os Comentaristas”, que é um programa informativo, opinativo, totalmente diferente daquele musical. Tenho um programa aos sábados a tarde, que é um programa flash back, um estilo que gosto muito. Tenho um programa aos domingos, das 8 às 10 horas, chama-se: “Programa do Waldirzão”, onde é tocado flash back, música antiga.


Você tem um conhecimento muito profundo de música.


O pessoal diz, mas eu não me considero dessa forma, eu gosto muito de música, colocaram esse rótulo em mim, isso é um peso muito grande. Não sou esse profundo conhecedor de música que falam por ai. Apenas gosto de musica e conheço alguma coisa sobre alguns gêneros. O que eu conheço é o que vivenciei.


Você chegou a receber algum convite para ir trabalhar em alguma metrópole?


Quando jovem passei por essa fase de imaginar em ir para São Paulo. Considerei diversos aspectos e decidi ficar no interior mesmo. Trabalhei em Limeira, Americana, Campinas onde trabalhei na Central, na Educadora que hoje é Bandeirantes, o Sérgio Oba-Oba, trabalhou comigo. Tedeschi que está até hoje lá. Fazia Americana de manhã e Jornal de Limeira a tarde. Paulo Eduardo Temple Delgado fazia de manhã a Rádio Jornal e a tarde Limeira. Foi um aprendizado muito bom, aprendi muito com essas andanças.


Como radialista de sucesso qual a receita que você dá para quem está iniciando agora?


Acho que tem que gostar de rádio. Se não gostar, você não sobrevive. Gostando sua chance de sobreviver é em torno de 70%. Os outros 30% é ganho financeiro, vendas.


Rádio é uma cachaça?


É Diria até que é um vírus. Você sabe disso, você tem esse vírus.


Particularmente no interior temos uma situação diferenciada, onde o próprio locutor comercializa o horário do programa que apresenta.


Isso sempre existiu. No interior se você tiver uma boa carteira de clientes, você é um bom locutor. Eu contrariei essa máxima, nunca fui um bom vendedor. Sou um péssimo vendedor, nunca vendi nada. Tem gente que vende com facilidade, é uma característica pessoal. O Silvio Santos é um exemplo de bom vendedor e bom radialista. O que temos visto são bons vendedores e apresentadores razoáveis. Se você for um bom vendedor e um bom apresentador é como ganhar na mega sena ou super sena. Talvez seja uma deficiência minha, mas não sei vender.


O rádio trouxe-lhe satisfação?


O rádio me trouxe muitas alegrias.


Futebol você já fez?


Fiz plantão, sofri muito. Futebol não é a minha praia. Admiro o XV de Novembro de Piracicaba. Não sou uma pessoa apaixonada por futebol. Tem muitos cronistas que assumem posições de torcedores por razões profissionais.


Existe um ditado que diz que o futebol é o ganha pão da imprensa, isso em escala nacional.


Piracicaba é conhecida em muitos lugares em função do XV. Tem pessoas até no exterior que conhecem Piracicaba em função do XV. Ele é uma bandeira. Ele está fazendo 100 anos. Eu não entendo como uma instituição desse porte ainda não tenha sede própria. Falo como cidadão, como torcedor do XV, acho que já está na hora dele ter o seu estádio.


Há quantos anos você mora em Piracicaba?


Já são 40 anos.


Recebeu o título de cidadão piracicabano?


Não. Nunca me preocupei com isso. Tem gente mais importante que merece esse título. Faço rádio há tantos anos e ainda estou aprendendo, me considero um eterno aprendiz, por incrível que pareça sou uma pessoa extremamente tímida. No rádio sou aquela pessoa extrovertida. Eu, Waldir Guimarães sou extremamente tímido, é um paradoxo. O radio é como se fosse um teatro, faço aquilo, acabou, não misturo as coisas. Consigo separar essas duas situações. Existem pessoas que fazem questão em se apresentarem, divulgarem suas realizações. Eu fico na minha condição de cidadão comum. Não sinto a necessidade dessa janela. Sou mais reservado. Realizo-me ao microfone. Tenho amigos de muitos anos que não sabem que faço rádio. Não sinto a necessidade de falar de algo que não faz parte do assunto. Se a pessoa quer me agradar e acha que falando sobre rádio isso irá ocorrer, ela está enganada. Não sinto a necessidade de dizer que trabalho em rádio, não preciso disso. Isso não significa que estou menosprezando quem se sente bem se apresentando como radialista. Apenas digo que isso é uma característica minha. Um fato que me trouxe muita satisfação, é que em uma das minhas idas ao mercado, fui atendido por uma moça que me disse: “-Você trabalha em rádio!. Reconheci sua voz, você faz um programa na Rádio Educativa, o “Cartaz de Cinema”, eu acompanho o seu programa!” Fiquei contente, ela mostrou-se ser minha fã sem incorrer em elogios banais.Esse tipo de reconhecimento me faz bem. Continuo freqüentando o local, ela me trata da mesma forma que sempre me tratou.


Como é a sua relação com a internet?


Gosto de entrar em trilhas sonoras, algumas informações sobre filmes. Não participo de rede social, raramente uso correio eletrônico. Sempre gostei de preservar minha privacidade.


Mantém alguns hábitos alimentares típicos de Minas Gerais?


Gosto de um queijinho, de leite com farinha. Queijo frito. Gosto de comida simples, arroz, feijão, bife, um refogado, embora não saiba cozinhar. Faço o melhor miojo da cidade. Ovo frito é minha especialidade. Gosto muito de pão com banana.


Já fez cobertura de polícia?


Já. Já fiz de tudo em rádio, você tem que perguntar o que eu não fiz! Já fui discotecário, programador, apresentador. Conheci grandes nomes, como Hélio Ribeiro, Roberto Carlos, Roberta Miranda, que por sinal é uma pessoa muito agradável. Conversei com Dalva de Oliveira um pouco antes de ela falecer. Paulinho da Viola. Morris Albert. Fábio Júnior, também conhecido como Mark Davis,em determinada época. Moacir Franco. A Ivete Sangalo quando veio aqui em 1994 ela deu uma entrevista na Jovem Pan de Piracicaba, ela precisava fazer uma gravação para mandar para o Amazonas, era a época do MD Mini Disc ela gravou nos estúdios da rádio. Conheci Tião Carreiro, cujo nome é José Dias Nunes a ponte pênsil tem o nome dele, autor da música “O Rio de Piracicaba”. Milionário e Zé Rico. João Paulo e Daniel em 1976 gravaram uma vinhetinha para mim embaixo da escada na Rádio Educadora. O Zezé ia muito em Americana.


Como você vê o futuro do rádio?


O rádio sempre irá existir, embora já exista muita segmentação. O Repórter Esso por muitos anos foi a principal fonte de notícias do país. A Voz do Brasil é das 7 as 8 da noite porque era o período de maior audiência do rádio


Qual sua opinião sobre a Voz do Brasil?


Considero um jornal superado, desnecessário. Getúlio Vargas impôs a Voz do Brasil para veicular as notícias do período Vargas em horário nobre. Ficou esse entulho, um horário perdido. Estamos em uma democracia que ainda mantém Voz do Brasil, voto obrigatório. Se for uma democracia isso deixa de ser obrigatório.










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