Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

"A força está na serenidade do ânimo e no equilíbrio dos sentimentos."

sábado, agosto 25, 2012

BENEDITO AUGUSTO DE MOURA

PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
Sábado 11 de agosto de 2012
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/
ENTREVISTADO: BENEDITO AUGUSTO DE MOURA
O professor e engenheiro agrônomo diplomado pela ESALQ- USP é uma entidade cultural. Fluente em diversos idiomas, leitor de obras em suas línguas de origem, obstinado, não se acanha em apenas ser colaborador com artigos, ele também publica seu próprio jornal desde 1991, a Gazeta Regional. Seu amor a cultura transcende valores mensuráveis. Têm inúmeros títulos, obtidos dentro e fora do país. Deu aulas de aperfeiçoamento de línguas para mestres de primeira grandeza. Benedito é possuidor de um currículo invejável, não só pela riqueza do seu conteúdo, mas pela sua diversidade de atuação. A amplitude do seu envolvimento em atividades das mais diversas possíveis, como voluntário em entidades filantrópicas, ativista cultural, a complexidade de suas atuações envolve ser professor acadêmico, Presidente da Liga das Escolas de Samba de Piracicaba, Diretor da Unidos Futebol Clube. Criou passeios de barcos, a PiraPesca, Já participou de filmes educativos. Membro fundador do Centro de Documentação, Cultura e Política Negra de Piracicaba. O seu extenso currículo é coroado pela qualidade dos sábios: a humildade. Nascido No município de Tietê na Fazenda Capuavinha a 18 de junho de 1942, sendo registrado em cartório como nascido a 18 de julho de 1942. Filho de Bento Augusto de Moura e Luiza da Silva Moura. Seu pai exerceu diversas atividades, foi lavrador, agrimensor. Grande parte das propriedades mais antigas da região foram medidas por ele. Ele trabalhava como empreiteiro, a pessoa adquiria uma propriedade no mato, ele limpava a área, construía umas casas e entregava pronto ao proprietário. Seu Bento participou de muitas comemorações de entrega de boiadas a fazendas, quando o fazendeiro roçava uma área e a diversão do pessoal era montar em burros xucros, cavalos, bois. O rodeio da época era uma diversão muito diferente dos existentes hoje. No Horto de Tupi, o pai de Benedito Moura realizou o plantio de muitas árvores. Uma importante contribuição do seu pai foi ajudar o Estado a descobrir a localização regional das minas de calcário na região de Piracicaba, Tietê, ele conhecia isso tudo. Acompanhou um engenheiro designado pelo Estado indicando as áreas mais ricas em calcário. Seu Bento chegou a ser convidado a explorar calcário para ser utilizado na construção de Brasília. Não aceitou por achar que era uma tarefa imprópria a sua idade que já tinha avançado através dos tempos, era um homem nascido em 1894. Sua esposa nasceu em 1910. Os pais de Benedito moraram muitos anos com a família no Bairrinho, onde seu pai cresceu, a sua mãe cresceu na região de Manduca Coelho.
Qual é descendência do seu pai?
Ele era descendente de índios, falava fluentemente tupi-guarani. Tinha dois primos da mesma descendência, eu ainda menino os escutava conversando em tupi-guarani, mas não entendia nada. Ele me dizia: “Se avô foi pego a laço!” A minha avó paterna, Maria Luiza de Jesus, era descendente de europeu com negro. Meu avô paterno chamava-se Augusto Basílio da Cruz. O meu bisavô Belarmino (nome adaptado ao português) veio do norte da Áustria, sul da Alemanha, foi um grande proprietário de terras na região de Cabriúva, próximo a Itu. Uma mostra da sua importância é que minha avó apesar de ser filha de europeu e negro foi aluna do colégio aristocrático de Itu. Isso significa que meu bisavô deveria ter muita importância e muito dinheiro.
Na sua formação genética há diversas origens?
Tenho ascendentes índios, negros e europeus.
Além do senhor quantos filhos o seu pai teve?
Meu pai contraiu núpcias duas vezes, com sua primeira esposa teve quase 10 filhos, dos quais estão vivas apenas duas filhas, após ficar viúvo casou-se com a minha mãe com quem teve mais quase 10 filhos dos quais restam 4 irmãos. Sou o antepenúltimo dos filhos, abaixo de mim tem uma irmã e um irmão. Sou o único filho nascido em Tietê, quando meu pai foi administrar a fazenda de um compadre seu. Voltamos à Piracicaba e fomos morar na esquina da Rua Dr. Edgar Conceição com Rua Benjamin Constant, onde hoje existe a Padaria Apolônio. Dois quarteirões acima havia uma área muito grande pertencente ao meu avô materno Jeremias Correia da Silva casado com Luiza Borba, ele foi um dos primeiros, senão o primeiro, a fabricar doces artesanais. Um pouco mais abaixo na época era em grande parte plantação de algodão, nas imediações mais tarde foi construído o Cine Paulistinha. Até hoje existem muitas pessoas em Piracicaba que eram fregueses do meu avô.
Quais tipos de doces ele produzia?
Eram doces caseiros: goiaba, mamão, marmelo, abacaxi. Eu devia ter uns 10 anos. Quando ele ia entregar os doces para as clientes dele no centro de Piracicaba, ele mandava minha mãe, minhas tias, a cortarem doces e pequenos pedaços e dizia: “ Põe tal quantidade desses pequenos doces, irei encontrar crianças que não tem como comprar doces”. Ele então dava um pedacinho de doce para a criança não passar vontade. Era conhecido no centro da cidade como padrinho. Ele andava o centro todo. Uma das suas freguesas era a família Rodella. Antonio Francisco Rodella estudou comigo na agronomia, sua mãe era cliente do meu avô.

O senhor reside em uma propriedade que foi adquirida pelo seu pai?
Meu avô materno vendeu a área de terras que possuía e doou a cada filho aquilo a que tinham direito. O meu pai com aquele dinheiro adquiriu o terreno onde construiu a casa onde moro atualmente. Cresci na Avenida São Paulo, quando ainda era uma estrada de terra. Passava boiada, era estrada de carroça, carro de boi, vi tudo isso aqui na atual Avenida São Paulo. Na frente da minha casa corria esgoto a céu aberto. Em frente a minha casa era a colônia de casas de uma fazenda, a Fazenda do Ditoca. Na esquina de cima, perto do Posto São Luiz, havia a caixa de água que fornecia água para a fazenda, brinquei dentro dessa caixa d água quando era criança, já não tinha mais água, ele estava vendendo a fazenda. Já não havia mais lavoura, estava uma área meio abandonada. Onde está o Posto São Luiz (em frente ao Bradesco da Avenida São Paulo), era um campinho de futebol, o Bortoleto adquiriu aquela área e construiu o posto. Assisti a abertura da Avenida 23 de Maio, quando os tratores iniciam os trabalhos. Foi uma contenda muito grande entre a família Furlan, proprietária da área, e o então prefeito Luciano Guidotti, lembram-me muito bem quando Luciano Guidotti veio conversar com o Orlando Furlan. Na Avenida São Paulo com a Avenida 23 de Maio era a Chácara do Furlan, ia até a Rua Benjamin Constant. Jardim Esplanada, toda essa área era do Furlan. Luciano Guidotti desapropriou dando origem ao Jardim Esplanada, ali havia um campo de futebol onde joguei bola.
Você era bom de bola?
Quem me conheceu dizia que eu era um bom jogador de futebol, jogava como meia direita. Inclusive treinei no XV de Novembro, não permaneci porque não queria ser profissional de futebol, naquela época não dava dinheiro. Joguei no “Leão da Montanha” na época de Coutinho. Conheci Coutinho antes de ele ir jogar no Santos Futebol Clube. Assim como assisti Waldemar Blatkauskas jogando basquete.
Onde o senhor reside, Avenida São Paulo é Paulista ou Paulicéia?
Nós que crescemos na Paulicéia a divisa entre Paulicéia e Paulista chama-se Rua Benjamin Constant. No sentido centro-bairro, do lado direito é Paulista. Lado esquerdo é Paulicéia.
O Supermercados Brasil divulgou sua loja número 3, ao lado do Posto São Luiz, onde hoje há uma fábrica de salgados, como sendo a unidade Paulista, isso consta em diversos anúncios veiculados na época.
Posso dizer que por onde ando e perguntam-me de onde sou respondo: “-Sou da Paulicéia!” faço questão de frisar. Quando vim morar aqui a cidade terminava na Rua Ingá. Daí para cima era mato. Tinha a igrejinha da Paulicéia. Eu ia à missa lá.
E o Bairro da Coréia onde era?
O nome Coréia apareceu aqui na Paulicéia. Exatamente onde moro. Aqui era a Coréia. O nome Paulicéia já existia há muito tempo antes. Em 1950 existia a Guerra da Coréia, e no bairro da Paulicéia havia muita briga, muita facada, muito crime, muitos tiros, era violentíssimo. Principalmente para quem não morava no bairro. Quem não era do bairro não passava do antigo pontilhão da Paulista, hoje nem tem mais esse pontilhão, foi retirado da Rua Benjamin Constant logo acima da Avenida Dr. Paulo de Moraes.
Por que a Coréia era violenta?
Veio muita gente de fora de Piracicaba para trabalhar na lavoura da cana de açúcar, naquela época trabalhavam cortando cana até as cinco horas da tarde. Eles vinham receber o pagamento após as seis horas da tarde do sábado. Embriagavam-se com aguardente nos botecos existentes no bairro e saia muitas brigas. Por motivos banais. Na Rua Dona Ilidia Bachi havia um arnmazém do Cassieri, já falecido, na esquina de cima havia o armazém da família Ercolin, na Rua Dona Hilda esquina com Rua Fernando Lopes. Eram os armazéns que forneciam alimentaçao para os cortadores de cana, ali é que acertavam as contas. Existiam duas famílias no bairro que deixo de mencionar seus nomes em respeito a seus descentes, mas ambas viviam brigando entre si. Sábado a tarde e no dimingo eram brigas constantes, com o uso de arma branca principalmente. A polícia não vinha na Paulicéia. Tanto que na Paulicéia existia uma pequena cadeia, ficava na esquina da Avenida São Paulo com a Rua Dona Hilda. A polícia vinha de caminhão com 10, 12 a 15 soldados. Um soldado ou dois não andavam na Paulicéia. Apanhavam. A autoridade policial aqui era João Marcelino, ele era o inspetor de quarteirão na época. Meu pai, Bentinho de Moura que era muito respeitado na Paulicéia. Foi assim que surgiu o nome Coréia, diziam: “A Paulicéia é uma Coréia”. Veio para cá o Cabo Trevisan, ele montou a cadeiinha, a polícia permaneceu aqui. Foi assim que a Paulicéia começou a ser apaziguada. Esses fatos aconteceram há mais de meio século.
O que aconteceu com o nome Coréia?
Denominaram Coréia um pedaço de bairro um pouco mais acima, cujos moradores não gostam de divulgar o bairro por essa denominação. É uma denominação pejorativa para quem mora ali. Se você perguntar onde é a Coréia irão dizer que é ali em cima. O povo quer que ali seja denomnado de Nova Paulicéia.
A estrada para Tietê era esse mesmo traçado?
Era. Quando você chega no antigo Posto Menegatti, à direite há a Avenida Laranjal, ela recebeu esse nome porque ali corria o ônibus que ia para a cidade de Laranjal Paulista. Existiam duas estradas, uma ia para Tietê e outra ia para Laranjal.
Você conheceu uma árvore enorme que havia logo na saída de Piracicaba?
Conheci. Era um jequitibá. Não vou dizer extamente onde ficava por não saber quem colocou fogo na árvore. Sei muito bem onde essa árvore estava. Estudei no Grupo João Conceição, ao lado da Igreja dos Frades. Fiz o curso primário lá, quando chegava o Dia da Àrvore, era feita uma caminhada até a Paulicèia para conhecer o jequitibá da Paulicéia. Lembro-me que a professora dizia: “- Essa àrvore tem a idade do descobrimento do Brasil”. Tinha mais de 400 anos, era uma àrvore monsturosa. Como essa árvore era reprsentativa, diz a história que quem doou essa àrea inclusive cercou o acesso a mesma. Um dia alguém colocou fogo nas raízes do jequbá.As especulações a respeito de quem cometeu o ato crimnoso são inumeras, porém nunca apuradas. Eu chgei a ver o jequitibá queimando. A Avenida São Paulo após a Rua Ingá já era estrada.
Aonde era o posto de gasolina mais próximo?
Era o posto de gasolina Cantagalo, na Rua do Rosário.Onde está o depósito de areia escritorios e garagem do Bonato, era prporpriedade da Compamnhia Paulista de Estada de Ferro, ocupado por essa empresa. Ali começava a carregadeira de boi da Cia. Paulista. Quando pequeno ia assistir o embarque e desembarque de boi, começava ali e vinha até a Rua do Rosáriio, onde hoje há um portão e de ferro e um muro impedindo o aceso ao local. Da Avenida Nove de Julho até a Rua do Rosário era para realizar carga e descarga de boi. A Avenida São Paulo era uma estrada de carroça. Como era a Avenida João Conceição.
Conheceu o Rancho Alegre?
Eu estive no lugar quando havia festa. Era um lugar muito bonito. Da Rua Antonio Bacchi já enxergava o Rancho Alegre, bonito. Era uma chácara muito bonita, lá tinha festas, batizados, casamentos. A Rua Ingá assim denominada por ter pés de ingá era a entrada para o Matão hoje Jardim São Paulo. O Itapuã não existia, foi o Pedro Habechian que loteou. Um história curiosa é que no final da Rua Ingá, denominado então Matão, ali morava um professor chamado João, ele descia a pé a Rua Ingá, a Avenida São Paulo e ia dar aulas. Na Paulicéia só havia um carro, que era do Seu Bento Batatinha. Ele tinha um carrinho que funcionava como taxi na Paulicéia, Onibus nem existia no bairro. Tinha muitas carroças. A Avenida São paulo era chamada de estrada de carroças. Onde hoje é a Femaq, toda aquela região era plantação de eucalipto. Orlando Furlan era de Rio das Pedras, onde tinha um engenho de pinga, na Fazenda Pinheirinho. Ele tinha uma visão comercial muito grande, viu aquele mundo de eucalipto e resolveu comprar. O povo admirou-se, imaginava o que aquele homem iria fazer com tanto eucalipto. Era a época em que não existia botijão de gás. Só ricos tinham fogão a gás. Os pobres tinham que sair para pegar lenha. Onde era a chacara em que ele morava, ele instlou uma máquina de cortar eucalipto e um machado mecânico para rachar a lenha, com isso ganharam muito dinheiro. A mulherada não precisava esperar os maridos buscarem paus no meio do mato. Havia um trânsito enorme de carroças que levavam as lenhas produzidas pelo Furlan. Depois que a Paulicéia se acalmou, começou a crescer. Perto do Posto São Jorge houve uma época um posto da Guarda Noturna. Nesses últimos sessenta anos só morei fora da Pulicéia quando trabalhei como agronomo no Paraná, Santa Catarina. A Rua do Rosário terminava na Estação da Paulista. Quem morava na Paulista, acima da estação, só tinha um jeito de ir para o centro, tinha que passar o pontlhão sob a Rua Benjamin, que tinha duas mãos de direção.
Quem subia a Madre Maria Teodoro, ou na época Estrada do Enxofre, como fazia para chegar a Rua do Comércio ou Rua Governador Pedro de Toledo?
Eu só conheço a existência da Rua Benjamin Constant para chegar na Rua do Comércio. conheço a passagem para quem vinha do Anhembi tinha que passar pela Rua Benjamin. Era a única rua que atravesava os trilhos. Os ônibus que iam para Anhembi, Botucatu tinham ponto no Largo São Benedito subiam pela Rua Benjamin Constant. Frequentávamos as missas na Igreja dos Frades, a Avenida São Paulo era barro, lavávamos os pés bem na entrada da Rua Benjamin Constant, onde havia um chafariz, ao lado havia um barbeiro chamado Colina. Calçavamos umas sandálias com sola de borracha de pneu, quem as fazia era um sapateiro chamado Pantaleão. Resolveram asfaltar a Avenida São paulo, como não podia haver transito nesse período, foi assim que nasceu a Avenida João Conceição , que está no Bairro Verde. Do lado do Morlet era a Chácara do Razera, fui buscar muito leite na Chacara do Razera. O bairro da Paulista sempre foi mais chique que o Bairro da Paulicéia. Quando acontecia um crime na Paulista publicavam como se tivesse ocorrido na Paulicéia. Eu tenho orgulho da Paulicéia.
Aqui tinha duas atividades muito conhecidas: futebol e escola de samba?
A escola de samba que ficou famosa aqui foi a que eu fui presidente: “A Imperatriz do Samba”. Fui o primeiro presidente da União das Escolas de Samba de Piracicaba, quando havia 11 escolas de samba em Piracicaba.
Você estudou no Grupo Escolar Dr. João Conceição
Exatamente funcionava ao lado da Igreja do Frades. Lembro-me das professoras Domitila e Verza Filetti. Quando terminei o curso primário fui trabalhar com meu pai na roça, no Bairrinho, plantar milho, feijão. Fiquei até aos 14 anos. Fui estudar no SENAI de onde sai como ajustador mecânico. Fui trabalhar na Mepir, na Rua Riachuelo. Após fazer o SENAI fiquei mais cinco anos trabalhando na Mepir. Sai de lá fui ser vendedor de passagens na rodoviária de Piracicaba. Fui o primeiro funcionário da Viação Monte Alegre, que fazia a linha Piracicaba a Rio das Pedras. Fui fazer o Curso Normal no Instituto Marta Watts. Quando estava terminando o curso, tinha uma moça cuja família me considerava bastante inteligente, a mãe dessa moça disse minha filha vai prestar vestibular, você não quer estudar junto com ela, eu pago o cursinho para você. Naquela época ou você fazia vestibular na agronomia ou odontologia. O exame era feito pela própria ESALQ. Isso foi em 1968. Passei. Entrei na agronomia, foi lá que descobri com o professor Arzola todos os pedidos feitos pelo meu pai, de analise das pedras do Bairrinho, que era calcário.Fui aluno de Guido Ranzani, do Moacir Camponês através de quem fui fazer estágio na Amazônia. Tive como professor Salvador de Toledo Pizza, do Malavolta, Salim Simão. Nakano. Em 1975 me formei. Sai da Esalq empregado. Fui trabalhar na Cooperativa Central Agropecuária do Paraná, em Curitiba. Por motivos familiares voltei para o Bairrinho, fui ser produtor de cana. Iniciei a plantação de soja na região. Passei a ser comerciante de soja. A minha esposa é agrônoma, fazia receitas aplicando soja. Fui criando um mercado.
Em que ano você se casou?
Sou casado com a engenheira agrônoma Ana Lúcia Bottosso de Moura em 18 de fevereiro de 1978 na Igreja Bom Jesus, nos conhecemos na ESALQ. Temos dois filhos e uma filha: Lucas, Bento, Carolina.
Como surgiu a Gazeta Regional?
Gosto muito de ler, leio de tudo Meu pai dizia “- Se você quer saber sobre alguma coisa tem que saber ler, porque alguém já escreveu sobre o que você quer aprender”. Fui diretor de imprensa do Calq. Em novembro de 1991 saiu a primeira edição de “O Regional”, havia um professor da Unimep, descobri que ele tinha inventado em fazer um jornal chamado Gazeta do Bairro Alto. Tirei Gazeta e deixei só Regional. Passou algum tempo encontrei-me com ele e fiquei sabendo que ele tinha abandonado a idéia. Com isso voltei ao nome original “Gazeta Regional”. Começamos semanalmente, fiz uma reestruturação, já cheguei a ter tiragem de 10.000 exemplares. Normalmente a tiragem é de 4.000 exemplares.






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