Se alguém ainda duvida da importância de conhecermos o passado para construirmos o nosso futuro, então que revogue todos os conhecimentos acumulados pela humanidade até a presente data. J.U.Nassif

"A força está na serenidade do ânimo e no equilíbrio dos sentimentos."

sexta-feira, março 01, 2013

MILTON BUZETTO

PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
JOÃO UMBERTO NASSIF
Jornalista e Radialista
Sábado, 02 de março de 2013
Entrevista: Publicada aos sábados no caderno de domingo da Tribuna Piracicabana
As entrevistas também podem ser acessadas através dos seguintes endereços eletrônicos:
http://blognassif.blogspot.com/
http://www.teleresponde.com.br/


ENTREVISTADO: MILTON BUZETTO


Piracicaba é uma cidade que gerou e continua gerando grandes nomes em todos os campos de atuação: artistas, esportistas, políticos, empresários, cientistas, profissionais liberais. Alguns permanecem em nossa cidade, outros buscam novos horizontes. Com o passar do tempo muitos retornam à terra natal. Trazem consigo uma grande bagagem de experiências e deixam por onde passaram além de saudades o nome de Piracicaba. Milton Buzetto é um desses piracicabanos. Tornou-se estrela de primeira grandeza no futebol, conviveu com grandes nomes do esporte.
Nascido em Piracicaba a 14 de novembro de 1937, filho de Francisco Buzetto e Elídia Bovi Buzetto. Seu pai tinha uma lenhadora situada na Rua Treze de Maio entre a Rua Luiz de Queiroz e a Rua Vergueiro.
Essa lenhadora situava-se muito próxima ao centro da cidade.
Naquela época o fogão a gás não era tão difundido, o mais comum era usar o fogão a lenha. Meu pai mandava picar a lenha, também vendia carvão, e entregava. Era conhecida como Lenhadora do Francisco, a minha mãe também dava uma mãozinha.
Quantos filhos seus pais tiveram?
Éramos cinco: Milton, Alcides, Euclides (Já falecido, foi vereador em Piracicaba), Orides e Sonia Maria. Até o quarto ano estudei no Grupo Escolar Moraes Barros, em frente, na Rua Alferes José Caetano havia a Fábrica de Bebidas Andrade que produzia os refrigerantes gengibirra e cotubaina. Meu primeiro professor se chamava Petan, era muito bravo. Na Escola Cristóvão Colombo, na Praça José Bonifácio estudei por três anos me formando como contabilista.
O senhor já gostava de esportes nessa época?
Gostava de futebol, só que aos 12 anos comecei a trabalhar na Farmácia Popular de propriedade do Dinho, situava-se na Rua Alferes José Caetano esquina com a Rua Prudente de Moraes ao lado da Câmara Municipal o local hoje é ocupado por um edifício. Onde é o prédio da Câmara Municipal, na esquina, era a casa de Santo Bueloni, na Rua Prudente de Moraes havia a Relojoaria Muller, a Casa Francêz. Na farmácia do Dinho trabalhei por uns dois ou três anos, fazia um pouquinho de tudo: entregava, varria, ajudava o Dinho a fazer as fórmulas. Depois a Farmácia São Paulo de propriedade de Carlos Kalil, situada atrás da Matriz de Santo Antonio, comprou o meu passe. Eu já aplicava injeção na veia, no músculo. Lá havia um grande farmacêutico chamado Maximiliano, um senhor na casa dos setenta anos, ele havia registrado um xarope de sua fabricação que era revendido na farmácia, mas totalmente legalizado e registrado. Chamava-se “Xarope de Cecrópia” (Cecropia planta de cujas folhas se faz um pó ou uma tintura com propriedades diuréticas e cardioestimulantes ). Maximiliano e sua esposa moravam na Rua Benjamin Constant, lá ele tinha um laboratório onde fabricava esse xarope. Um farmacêutico, Ismar Rufino de Oliveira, veio de São Paulo e arrendou uma filial da Farmácia São Paulo na Rua Treze de Maio em frente ao Correio que funcionava na esquina com a Rua Alferes José Caetano onde é atualmente a Pizza do Bira. O Ismar casou-se com uma piracicabana, cujo irmão era o Porunga, jogador profissional de futebol. Ele jogou em muitos times fora de Piracicaba, quando ele entrava de férias e vinha à Piracicaba eu saia com ele para treinar. Fui pegando o gosto, me entrosando. Isso foi por volta de 1953. Na Rua Luiz de Queiroz em frente a Fábrica Arethusina reuniam-se um grande número de meninos, todos com quase a mesma idade, fazíamos um campinho onde hoje é uma praça, quando dava uma folguinha íamos jogar. Jogávamos descalços. Foi montado um time, o “Estrela Dalva” não tinha campo, jogava no campo da Boyes. Eu acompanhava esse pessoal, fui treinando, jogando. O time “Unidos” era da Rua Benjamin Constant. Tinha ainda o Ipiranga, o MAF, Jaraguá entre outros. Com 16 anos apareceu a oportunidade de jogar no time principal do “Estrela”. Joguei seis meses, era lateral direito. Naquela época o futebol amador tinha mais projeção na mídia, os campos estavam sempre lotados. Hoje o Dinival Tibério é um dos grandes baluartes do futebol de várzea. Idílio Gianetti gostava do “Estrela”, ele era um dos sócios da Viação Piracicabana. Um dia ele me perguntou: “-Você quer ir para o juvenil do Palmeiras? Eu vou levar o Cuíca”. Cuíca era como o Mazzola também era conhecido. Respondi: “-Se o Cuíca for eu vou também”. Fomos ambos para o Palmeiras. José João Altafini é o nome do Cuíca. Após um amistoso contra o Benfica, de Portugal, Valentino Mazzola e todo o time do Torino, além de dirigentes e jornalistas, morreram quando o avião em que viajavam chocou-se contra uma igreja. José João Altafini é conhecido no Brasil como "Mazzola" devido à sua semelhança com Valentino Mazzola.
O senhor chegou a rever José João Altafini, o Mazzola, depois que ele foi morar na Itália?
Vi sim. Continua o amigo de sempre.
Junto com o Mazzola foram jogar no Palmeiras?
Mazzola e eu fomos jogar sem remuneração, morávamos dentro do Parque Antártica, tinha alimentação, alojamento. Era uma beleza ir de Piracicaba à São Paulo, não pagava a passagem de ônibus, era cortesia de Idílio Gianetti. O ônibus passava em frente ao Palmeiras. Lá no Palmeiras terminávamos de treinar na faixa juvenil íamos jantar em frente ao clube, voltávamos íamos treinar basquete. O Palmeiras tinha bons times de basquete, futebol de salão. Como passamos em todos os testes veio uma remuneração. Ganhava mais do que trabalhar em Piracicaba.
Qual foi a reação do senhor ao chegar a São Paulo para jogar pelo Palmeiras?
Eu só pensei em não voltar para Piracicaba, quem estava tomando conta do futebol da cidade não acreditava nos jogadores que saiam daqui. Quando eu telefonava para a minha mãe ela dizia: “Estão metendo o pau em você e no Mazzola, dizem que vocês não jogam nem no XV de Novembro vão querer jogar no Palmeiras?”. Jogamos e fomos campeões pelo juvenil, aspirante, isso em 1956. Daí, subimos para o profissional, o Palmeiras fez uma grande remodelação no time, permaneceram Valdemar Filme, Gérsio, Renatinho, Ivam. Os demais jogadores eram todos novinhos. Aymoré Moreira era o técnico, muito inteligente, usava muita tática. Depois veio o Gonzales, um argentino.
Quando o senhor vinha visitar seus familiares em Piracicaba era reconhecido como atleta do Palmeiras?
Muitos não acreditavam que eu estivesse jogando no Palmeiras, achavam aquilo impossível. Uma vez viemos jogar contra o XV de Novembro, foi assunto para a semana toda, diziam: “- O Palmeiras vem com Mazzola e com Milton, se o XV não ganhar de goleada é marmelada!”. Ficamos concentrados em Águas de São Pedro. Ao terminar o primeiro tempo estava 3 X 0 para nós. Mazzola tinha marcado dois gols. O jogo terminou com 4 X 1 Mazzola fez mais um gol. Isso foi no campo da Rua Regente Feijó, o “Roberto Gomes Pedrosa”. Daí para frente aqueles que duvidavam, passaram a acreditar que Piracicaba poderia dar bons jogadores. Continuei no Palmeiras por mais uns dois anos, foi quando chegou o treinador Osvaldo Brandão, que não trabalhava com jogador novo, ele pediu novas contratações para ser campeão isso em 1959. Ele me chamou, disse-me que desejava que eu permanecesse no time, só que não iria jogar porque ele estava contratando jogadores da seleção brasileira. Para não ficar parado ele me arrumou o Noroeste de Bauru para jogar nesse período. Foi no ano da Copa, em 1958. Fiquei um ano em Bauru, tinha me casado em 20 de setembro de 1958, na igreja da Avenida Pompéia. Estamos casados a 53 anos.
O senhor conheceu sua esposa em São Paulo?
Minha esposa, Maria Bárbara Aguiar era atleta da equipe de natação do Palmeiras.

Como foi a ida do senhor para o Juventus?
Em 1960 o Juventus comprou o meu passe do Palmeiras. O presidente do Juventus tinha uma loja na Rua 25 de Março, era também conselheiro do São Paulo Futebol Clube. O Juventus só tinha o campo na Rua Javari, mais nada. As coisas foram mudando, entrou o presidente Roberto Ugolini, italiano, dono de uma indústria de alumínio. Depois entrou o presidente José Ferreira Pinto que considero juntamente com Romeu Ítalo Rípoli dois gênios do futebol, inteligentíssimos.

Como jogador o senhor jogou no Palmeiras, Bragantino, Juventus, Noroeste.
Nabi Abi Chedid era um artista. Foi buscar no Palmeiras três jogadores para o Bragantino: eu, Valdemar Filme e o Liminha. Tem casos folclóricos com o Nabi. Ele era presidente do Bragantino, estávamos disputando com Barretos, Araçatuba, íamos disputar para ver quem ia subir. O nosso pagamento estava atrasado. Íamos concentrar em Atibaia. Alguém sugeriu em pressionar o Nabi que o pai dele forneceria recursos. O pai do Nabi era proprietário da empresa de ônibus de Bragança a Itatiba, de Bragança a Socorro, de ônibus urbano em Bragança. E ele gostava do Bragantino. O Waldemar Filme que era o capitão conversou com o Nabi, que lhe perguntou: “Fora esse problema, tem algum outro?” O Valdemar disse que não. Nabi disse: “-Então vamos jogar que isso não é problema!”. Ganhamos do Barretos. Quando chegamos a Bragança recebemos. O pai do Nabi dava “um chequinho” para cada jogador. Ele dizia: “Este chéquinio é para você!” Ia a equipe toda descontar os cheques.
Em que ano o senhor tornou-se técnico do Juventus?
Em 1971 passei a ser técnico do Juventus. Como técnico atuei entre outros times no Juventus, Corinthians, Guarani, Inter de Limeira, Atlético Paranaense, Goiás, Comercial Rib. Preto, Mixto (Cuiabá), Comercial (Campo Gde), Uberaba, Francana, Paulista (Jundiaí), XV de Piracicaba ( época do Rípoli), União Barbarense, Taquaritinga, União (Rondonópolis MT), Vocem (Assis SP ), Marcílio Dias, Secretaria de Esportes SP.
O senhor teve um período de convivência com o lendário Vicente Matheus.
Não tenho nenhuma queixa contra ele, era uma pessoa mal assessorada. Eles foram me buscar no Juventus, através do Monteiro que é pai de um dos atuais diretores do Corinthians. A reunião foi na casa do Vicente Matheus que me disse: “–Escuta mocinho, você sabe por que fui buscar você? Você tem um jeitinho de conversar com jogador, eu já vi, e nós não podemos gastar muito. Para falar a verdade o nosso ônibus está penhorado para o Vasco. Temos que fazer contenção de dívidas aqui. Acho que você no Juventus fez muito jogador e sabe como fazer. Então vamos ver se dá certo”. Vicente Matheus tinha uns assessores, ficavam um em cada canto do estádio com o objetivo de ver tudo que se passava. Eu não sabia disso, depois que descobri. O Matheus chegava e dizia: “-O negócio não está bom.” Eu dizia: “-Por que Seu Matheus?” Ele então respondia: “-Aconteceu isso, isso, isso”. Então lhe explicava o que de fato tinha ocorrido, dizia-lhe que eram coisas normais em treinamentos. Ele então dizia: “-Ah!Então tá tudo bem?” “-Está tudo bem!” respondia-lhe. O tempo foi passando, o time do Corinthians estava mal, não ganhava de ninguém. E tinha grandes jogadores. Disse-lhe que em três meses iria recuperar todos os jogadores para ele. Eu reunia os jogadores como Zé Maria, Vladimir, Vaguinho, Geraldão, Romeu, Tobias, Sérgio, Ademir Gonçalves, Basílio. Faltava treinamento. Fui moldando, devagar, com apoio do departamento médico. O time foi evoluindo, quatro rodadas antes o time já estava classificado no Campeonato Nacional. Um dia o Zé Maria me procurou e expôs a situação dos jogadores, estavam ganhando pouco, a Portuguesa estava pagando o dobro para seus jogadores. O Zé Maria perguntou-me se dava para falar com o Matheus, ele não atendia os jogadores. Através de um assessor mandei o recado ao Matheus, no dia seguinte ele apareceu com sua Mercedes conversível vermelha. Nem olhava para ninguém. Entrou em seu escritório e mandou-me chamar. Disse-me que não queria inflacionar o clube. Eu disse-lhe que os jogadores estavam reivindicando algo justo. Os jogadores da Portuguesa estavam ganhando oito mil cada um. Ele estava pagando três para jogador de seleção brasileira. Disse-lhe: “- O senhor está vendo a campanha, a renda está aumentando, o time já está classificado.”. Tinha um tesoureiro, Renê, era uma pessoa muito bacana. Eu disse-lhe que o Matheus estava difícil de concordar, mas que acabaria concordando. O Vicente Matheus foi chamando um a um cada jogador. Chamou o Zé Maria e disse-lhe: “Zé, eu admiro você Zé. Você é corinthiano de coração. Você está pedindo aumento. O Corinthians não pode pagar para todo mundo”. O Zé Maria respondeu-lhe: “- Seu Matheus, nós não podemos ganhar menos do que os jogadores da Portuguesa!”. O Vicente Matheus disse-lhe: “Ah! Oito mil eu não pago! Vou pagar sete mil e quinhentos!”. E assim foi com todos os jogadores. Eles diziam: “Se eu soubesse teria pedido dez mil!”.
Ele interferia na escalação do time?
Tinha um jogador que era meio relaxado, ele sabia jogar. Fomos fazer um jogo em Ribeirão Preto e eu não tinha ninguém para por na frente. Só restou esse jogador. Terminado o treino no Parque São Jorge um assessor do Matheus, o coronel, disse-me: “-O Matheus mandou o senhor tirar esse jogador do time.” Respondi-lhe: “ O senhor diga a ele que não vou tirar esse jogador do time, ele irá jogar!” Meia hora depois apareceu o Matheus com seu carro Mercedes vermelho. Chamou-me no escritório e disse-me: Fulano não pode jogar, não serve para jogar. Disse-lhe que não iria tirar o jogador da escalação. O Matheus bateu a gaveta da sua mesa e saiu como um raio. Imaginei: “- Estou fora do Corinthians!”. O Vicente Matheus viajava comigo, contando histórias, íamos com o ônibus do Corinthians. Dessa vez ele não foi. Ele apareceu no hotel na hora de sairmos para o estádio. Insistiu mais uma vez para tirar o jogador do time. Disse-lhe que não iria tirar. Falei: “- O senhor está enganado com o rapaz”. Ele respondeu: “- Eu nunca me enganei com jogador!”. Foi quando expliquei ao Matheus porque aquele jogador iria jogar, eu não tinha outro para por no lugar. Só tem ele de atacante. Entramos em campo. Esse jogador escalado a revelia do Matheus estava arrasando. Ele era habilidoso com a bola, chutava forte. No final do jogo ele acerta um petardo. Ganhamos de 1 a 0. Foi o melhor jogador em campo, recebeu premio. Na segunda feira a Marlene Matheus, esposa do Vicente me ligou para ir até o Parque São Jorge ele queria falar comigo. Disse a minha esposa: “- Pronto! Estou fora do Corinthians!”. Cheguei ao escritório do Matheus no Parque São Jorge, tinha um homem, moreno, forte, era diretor do Flamengo, tinha assistido ao jogo em Ribeirão Preto. Queria levar o jogador que tinha marcado o gol para o Flamengo. O Matheus dizia: “- Você tá vendo, ele quer levar o nosso melhor jogador! É jogador de seleção brasileira!. Como vou vender ou emprestar para você? Não!”. Eu pensando: “- Amanhã esse jogador irá sair para umas baladas, não vai jogar nada, o Matheus irá meter o pau nele, hoje ele não quer vender o passe”. O diretor do Flamengo falou para o Matheus abrir o preço, pedir o que quisesse. Ele dizia que não. “ Nem fale mais, ele irá para a seleção!”. O diretor foi embora, eu disse ao Matheus que ele estava perdendo uma grande chance de vender aquele jogador. Ele só jogou ontem, daqui para frente só irá fazer besteira. Escalei esse jogador nos próximos dois jogos, foi o pior jogador em campo. Matheus reconheceu o erro.
O Juventus teve uma fase muito boa?
Ele foi campeão do Paulistinha. Campeão do Rebolo. Foi campeão fora do país, viajamos duas vezes para a Europa e para a Ásia.
O senhor tem uma fama muito grande de jogar na retranca.
Jogando 12 anos no Juventus, encontrava muitas dificuldades em ganhar as partidas. O Juventus contratava jogador de prestígio, como Bauer, Noronha, Nogueira, é um pessoal que não gosta de perder o jogo. Jogávamos de igual para igual com o Palmeiras, Santos, Corinthians, Portuguesa, Guarani. Tomava gol pra caramba, não via “bicho”.
 

Sem querer denegrir a imagem do time, quando foi a maior goleada?
Foi na Vila Belmiro, perdemos para o Santos de 10 a 1. Parece que Pelé fez 4. Não adiantava marcar o Pelé, o Pepe iria fazer 8! Ou então Dorval, Mengaldo, Coutinho iriam fazer. Ali teve uma história que eu fiquei sabendo depois de 10 anos. O Santos ia viajar para a Europa após o jogo. Nós estávamos concentrados em um hotel na Ponta da Praia. Umas seis e meia, após o jantar, o diretor e o treinador pediram uma reunião. Disseram que iam fazer uma modificação técnica no time. Deram a escalação do time, eu não iria jogar. Após 10 anos estávamos em uma pizzaria, aquele diretor me chamou e disse-me: “Você lembra-se daquela história de 10 a 1 na Vila Belmiro e que você não jogou? Nós tivemos uma reunião com a diretoria do Santos, eles pediram para tirar você. Estavam com medo que você machucasse o Pelé. E o Pelé era a galinha dos ovos de ouro deles.Prometeram que quando estivesse cinco ou seis iriam parar de fazer gol. Eu me arrependo até hoje de ter tirado você.”.









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