quarta-feira, setembro 23, 2026

 

PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS

Jornalista e Radialista João Umberto Nassif

 

 

Entrevista: Padre Luiz Carlos Carone

 



 

Da marcenaria ao Altar: A Trajetória de Fé e Proximidade de Deus do Padre Luiz Carlos.

O zelo com o templo e o ambiente acolhedor que hoje movem a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Santa Tereza, em Rio das Pedras, são o reflexo direto da história de seu pastor. De origem humilde, nascido em uma numerosa família de 11 irmãos, o Padre Luiz Carlos aprendeu cedo o valor do trabalho e da fé. Filho de um carpinteiro e marceneiro devoto, ele iniciou sua jornada laboral logo aos 10 anos de idade, em uma loja de presentes em Piracicaba.

Essa bagagem de vida moldou o perfil acessível e benevolente que se tornou sua marca registrada ao longo de décadas de sacerdócio. Antes de assumir a comunidade rio-pedrense, o pároco liderou por 11 anos a Igreja Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Piracicamirim, em Piracicaba — cidade com a qual a população local mantém forte ligação , e dedicou outros 12 anos à imponente Igreja de Saltinho. Nesta entrevista exclusiva, o sacerdote relembra suas raízes, o exemplo de seus pais e detalha como a sua própria história se conecta com a realidade da classe trabalhadora que ele acolhe e lidera hoje.

Padre Luiz Carlos Carone, o senhor nasceu em que dia?

Nasci em 14 de fevereiro de 1958, às 9:00 horas da manhã! Talvez isso tenha influenciado no meu gosto de levantar cedo! (Risos).

O nome dos pais do senhor?

João Carone e Hermínia Fernandes Carone! Eles tiveram 11 filhos: Helena, Antonio, Maria, Lourdes, José, Paulo, Izabel, Aparecida, João, Luiz Carlos e Terezinha. Onze filhos, já dava para para formar um time de futebol!

Qual era a profissão do seu pai?

Era carpinteiro, tornou-se marceneiro. (O carpinteiro trabalha mais em estruturas, enquanto o marceneiro trabalha com mobiliário, o marceneiro é considerado mais refinado devido aos detalhes em seu trabalho (Nota do Jornalista). Meu pai viveu até os 93 anos. A minha mãe era mais emotiva, viveu 86 anos. Foram pessoas de muita fé. Meu pai tinha uma fé inabalável!

O curso primário o senhor estudou em qual escola?

Estudei em Piracicaba na Escola Estadual Dr. João Conceição, no então prédio novo, na Rua Marquês de Monte Alegre. Depois fui para a Escola Estadual Professor Alcides Guidetti Zagatto. Em seguida fui para o Seminário fazer o Colegial, em Rio Claro, no Claret, até que então  entrei para a Diocese. Aí fiz PUC, Filosofia e Teologia.

Em Piracicaba?

 Fiz em Piracicaba e em Santa Bárbara d’Oeste que naquele tempo era o nosso Seminário. Eu ia e voltava de Piracicaba a Santa Bárbara.

Foram quantos anos?

Eu entrei com 17 anos e fiquei quatro anos no Seminário Menor. Depois fui para Filosofia por 3 anos, e 4 anos de Teologia. Mais um ano de Diaconato e me ordenei em 1987.

O senhor se ordenou em qual igreja?

Fui ordenado na Paróquia São José, a sua mãe estava presente (mãe do jornalista), quem me ordenou foi o Bispo Dom Eduardo Koaik. Cônego Luiz Gonzaga Juliani, muitos padres, o centro da igreja estava com muitas pessoas. O bispo disse: “-Só a sua família já dá uma igreja! Não vai sair da igreja para montar outra não!”. Lógico, foi em tom para relaxar a emoção! Minha família tem 25 sobrinhos!

Da sua infância o senhor tem recordações?

Tenho algumas lembranças a partir dos 5 anos de idade, era o décimo filho, com 10 anos de idade fui trabalhar (Naquela época era comum crianças trabalharem, dentro ou fora de casa!). Lembro-me de que havia um padre, chamado Pedro, que vinha sempre nos visitar. Eu já dizia que queria ser padre! Nessa época eu tinha uns cinco anos! Aos 15 anos de idade comecei a amadurecer o pensamento de ser padre. Com 10 anos de idade fui trabalhar na Casa dos Presentes, de Alcides Saipp e sua esposa, a loja existe até hoje na Rua do Rosário, entre a Avenida do Café e a Rua Dr. Edgar Conceição, na Paulista. Trabalhei 7 anos lá, trabalhava e estudava. Tinha muito brinquedo da Estrela, Trol... naquela época recebia carga muito grande de brinquedos entregues por caminhão! Naquele tempo não era giro, era estoque! Ele já fazia o que o Baú da Felicidade fazia, a pessoa começava a pagar em janeiro e ia retirar em dezembro. Foi uma pessoa bem sucedida, querida, honesto, me tratava muito bem. Nas minhas férias eu ia trabalhar lá! Eu tinha fama de ser bom vendedor! Aos sábados a loja fechava ao meio dia e eu lavava o Simca e depois um Itamaraty.

 Essa fé que o motivou a seguir a vida religiosa surgiu como?

O fato de trabalhar desde os 10 anos, fez com que eu fosse desinibido, me desenvolvi bastante e fui conhecendo muita gente. Fãzinha tinha bastante! Até briguinha na escola! Naquele tempo, no período em que trabalhei na Casa dos Presentes, a relação com os clientes era de amizade, praticamente todos se conheciam, as conversas eram mais espontâneas. Eu era uma pessoa de muitas amizades. Um dos primeiros, se não for o primeiro grupo de jovens foi formado na minha casa. O Totó Danelon que fundou. Ele faleceu por uma fatalidade. Nem ele soube do que ele morreu. Foi um carrapato, ele gostava de caminhar por locais onde a natureza tinha sido preservada, e lá pelos lados da Água Branca ele foi para contemplar a natureza. Nem percebeu que tinha levado um carrapato para casa. No banho ele sentiu-se mal e a esposa achou o carrapato após o banho. Ele ficou internado no hospital em torno de dois dias. Nós tínhamos esse grupo de jovens, tínhamos muita amizade, Na Paróquia São José chegou a ter 20 grupos de 50 jovens! Um total de 1.000 pessoas reunidas! Fazíamos caminhadas! Era um outro tempo!

As caminhadas eram feitas de onde para qual local?

Da Paroquia São José para a Catedral. Da Igreja São José para o Itapuã!

O senhor conheceu o Frei Sigrist?

Conheci! Da Igreja dos Frades. Conheci Frei Saul, Frei Basilio, Frei Liberato, era um frade rigoroso. Frei Honório, era um frade leigo. Ia buscar prendas, com uma caminhonete que dirigia com velocidade! Mas era um frade carismático, muito querido.

Como foi o seu ingresso no seminário?  

Um dia eu recebi visita. Naquele tempo eles chamavam de recrutação. Eles passavam pelas escolas, os que gostariam de ir podiam ir conversar com o padre na sala dos professores. Fui até lá e comecei a fazer o encontro vocacional. Em 1975 entrei, e fui estudando, tive as dificuldades, estudei latim o colegial todo.

A Igreja inovou bastante, ao celebrar a missa em português, a mudança do padre, voltado para os fiéis!

A partir daí teve não só os aspectos devocionais, por exemplo Irmandades, Terço. Isso avivou até mais. Veja o Terço dos Homens! Tem também as Pastorais: da Saúde, da Juventude. Pastoral Familiar, Encontro de Casais, temos uma semana de Pastoral Familiar e quase todos os dias a Igreja cheia! E em sua grande maioria casais jovens!

A Igreja comporta aproximadamente quantos fiéis?

Sentados 340. E depois tem um bom espaço em que as pessoas podem permanecerem em pé.

Sr. Armelindo Contessa, o senhor está participando conosco desse bate papo, por ser um dos pilares de sustentação das grandes obras que aqui são realizadas, tudo no mais perfeito estado!

Sou o zelador! Eu cuido da parte externa, dentro é um trabalho feito por mulher. Preparo tudo que é necessário para as celebrações.

Essa igreja impressiona demais não só pelo tamanho, mas sobretudo pelo zelo com que tudo é feito!

Uma Igreja bonita, espaçosa, é muito procurada para casamentos?

Talvez por uma questão de costume, os casais preferem realizar o casamento na Matriz. Uma vez por ano, realizamos casamentos comunitários. São aquelas pessoas que já estão vivendo juntas. Agora em novembro será o quinto ano que eu faço o casamento comunitário. No ano retrasado realizamos 11 casamentos comunitários. Esses casais estão juntos há 5, 10, 20 anos juntos e optam pelo casamento comunitário. Eles permanecem na comunidade. Hoje o casamento tem uma forte parte social.

O casamento, muitas vezes, é um acontecimento social, com 20 padrinhos, luzes, fumaça, músicas fora do contexto.

Só que hoje tem normas e pastoral responsável, e fotógrafos credenciados na diocese. Não por interesse econômico, mas em interesse em sanar esses problemas. Dificilmente você vai ver um fotógrafo colocar a máquina em cima do altar como colocavam! Tem gente que fica meio com o pé atrás, depois até agradece a pastoral, ela faz tudo por eles!

Qual é o efeito que a informática, os celulares, vem causando no aspecto religioso?

Ontem nós discutimos muito isso no Conselho Pastoral! Desde a pandemia tem ajudado muito! Quando eu estava no Piracicamirim, a primeira missa on-line, quem entrou em contato com a missa me impressionou muito! Foi um angolano, que estava na África, foi o primeiro que entrou em contato! Entrou o fator língua portuguesa!  Na Pastoral, no Grupo de Conselho, no Grupo 9 da Pascom, ela coordena isso, tem todo o cuidado, por exemplo: política, é um assunto delicado, pode ser um assunto político com “P” maiúsculo, do Papa, do Bispo no sentido do bem comum, mas tomar cuidado para não transparecer partidário. Quando se trata de IA é pior! A imagem, muita gente não sabe, pensa que pode tirar uma foto não sei de quem e postar. Isso pode dar um processo complicado, que a pessoa se fez isso ingenuamente nem sabe.

Com a I.A, por exemplo, vamos montar alguma coisa para a Semana Santa. “A Traição de Judas”, eu chamei o rapaz que tem 20 anos, ele conhece bem I.A. eu disse-lhe: “ Dá uma olhada nesse texto e vê se tem alguma coisa de Judas e Jesus que não tem nada a ver!”  . Ele analisou, e viu no fundo de uma das imagens, um beijo de Judas em Jesus que estava mais próximo da boca do que do rosto! Nós temos que tomar o máximo cuidado porque há interesse escuso em disseminar e simular! Passaram pelo celular, um globo de ferro que vai abrindo e fechando, em cada abertura aparece a imagem de um Santo até chegar em Nossa Senhora Aparecida. São desenhos em 3 dimensões e muito detalhados. Antes de passar para alguém, pedi para essa pessoa dar uma olhada se não tinha nada diferente. Ele considerou tudo normal.

A primeira Paróquia que o senhor assumiu qual foi?

Dom Eduardo tinha o costume de deixar 1 ou 2 anos em uma Paróquia. Eu fui na Paróquia de Bom Jesus de Santa Barbara d`Oeste. Foi em 6 de agosto, aniversário do meu pai! Fiquei um ano lá. Fiquei 13 anos e 6 meses em Saltinho. Eu queria sair de lá, o Bispo não queria que eu saísse , o povo fez um abaixo-assinado, o Bispo me aconselhou a dizer que estava saindo pela minha vontade.  

O senhor foi para onde?

O Bispo disse-me: “Você vai pegar duas paróquias, com dois padres aposentados!”. Fiquei com uma Paróquia em Mombuca e outra em Rafard. Fiquei nove anos e seis meses lá! Aí Dom Fernando me trouxe para Piracicamirim. Fiquei 11 anos no Piracicamirim! Agora faz quatro anos e meio que estou aqui, cheguei em fevereiro. Em janeiro faço 40 anos de Padre!

O Padre tem um período em que ele é obrigado a parar?

A parar não é obrigado, ele pode continuar ajudando um Pároco. Ele tem que passar o comando para um substituto. O Bispo também deixa de exercer a atividade e passa a ser emérito. Dom Eduardo, que era um homem sábio e espirituoso dizia que era um título bonito para dizer “Aposentado!”.

O Padre Jorge permaneceu como pároco a vida toda?

Ele e o Monsenhor Juliani permaneceram. Naquele tempo havia alguma tolerância. Hoje existe uma norma, mas na verdade é o Bispo quem decide. Hoje existem normas , inclusive voltadas para padres, pastores, que se fizerem campanha política dentro do templo, ou da igreja, eles podem sofrer impugnação.

Aqui na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Rio das Pedras, qual é o horário das celebrações, reuniões!

Na quarta-feira temos missa às 19:30 horas. Às quintas-feiras, nós temos na comunidade, casas, aonde são realizadas uma cerimônia religiosa em que  o morador acolhe cerca de 30 a 35 pessoas, às 19:30. Na primeira sexta-feira do mês, às 19:30 tem missa com adoração do Santíssimo, em uma sexta-feira, celebramos uma missa na Capela Santa Cruz, é uma capela pequenininha, o local é denominado Praça Floriano Peixoto, em frente ao Posto  Montagner. Na outra sexta-feira, às 19:30 é celebrada uma missa no Bairro Alambari. Na última sexta-feira é reunião do Conselho. Aos sábados, o Frei Moacir celebra missa às 15:00 horas aqui na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Sábado às 19:00 horas celebramos em uma capela urbana, no Bairro Vitória Perim Cesarino. Popularmente denominado “Pombal”. No domingo pela manhã, às 7:30 horas, celebramos a missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Por três vezes ao mês celebramos a missa no Bairro Batistada. No outro domingo, às 9:30 são feitos os batizados. E todos os domingos às 18:30, são celebradas as missas na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Domingo de manhã a Igreja da Paroquia Nossa Senhora Aparecida fica lotada, inclusive com fiéis em pé! No total chegamos a ter 31 a 32 missas em cada mês, somando essas missas fora da Igreja Nossa Senhora Aparecida.

O dia em que se comemora Nossa Senhora Aparecida tem missas especiais?

Tem missa às 8:00 horas da manhã, com coroação, segue com terço às 11:00 horas, começou com um grupo pequeno e hoje já deixa a Igreja cheia, rezando o terço. É bem coordenado pelas pastorais. O dia todo a igreja recebe muitas visitas de pessoas que vem prestar suas homenagens e orações a Nossa Senhora Aparecida. Às 17:00 horas, procissão, segue com missa às 18:30 e após missa a quermesse. Quando é celebrada a missa, temos que colocar um telão fora da igreja, é muito grande a presença de devotos. O povo é muito educado, as crianças não fazem barulho, temos bastante coroinhas e acólitos. No próximo domingo, dia 5 de setembro, vai ter investidura de mais alguns coroinhas e acólitos.

Qual é a função do acólito?

O acólito tem uma função parecida com a de um mestre de cerimônia. Ele dá o suporte se surgir alguma novidade. Os que se destacam, acabam tornando-se Mestres de Cerimonia. Temos um acólito de 20 anos, ele que é o coordenador de liturgia.

Ainda tem as meninas que se caracterizam como anjos?

Na coroação tem! Nós temos um grupo de mães que oram pelos filhos, elas se reúnem semanalmente, na Semana Santa a segunda feira é deles! Elas tem um terço diferente: 7 vezes 7 Ave-Maria e no final mais 1, e cada mistério é ilustrado com sofrimento de mãe que tem filhos presos, drogados, é um terço muito lindo, chora-se, mas eles recuperam filhos também! Tem dado resultado! E serve de consolo para a mãe. Essas infelicidades não escolhem classe social, idade, sexo, grau de cultura.

Senhor Contessa, o senhor é o pai da Aline, que trabalha na secretaria?

Sou!  Ela é uma pessoa tranquila, segura. Eu moro muito próximo a igreja. Procuro ajudar em tudo que posso. Às vezes o padre está ausente, a pessoa veio pedir água benta, isso eu posso conseguir. Uma senhora queria uma vela benta, quando ela disse que apenas uma servia, pedi ao Frei que estava em outra sala, ele benzeu a vela e eu dei para ela. Sua alegria foi muito grande!

Dizem aqui na igreja, que; “Aconteça o que aconteça o Seu Contessa está aqui!” Na verdade, esse homem é muito importante para a Igreja, ele está sempre pronto para fazer o que for necessário!  

Padre Luiz Carlos, normalmente quanto tempo é utilizado para celebrar uma missa?

Se for comum é para ser cerca de uma hora. O povo hoje tem uma participação ativa na missa. E for um dia em que uma pastoral quer recrutar alguém. tem que dar um minutinho para ele falar. Se for Dia das Mães ou Dia dos Pais, tem um teatrinho. Ó que nesses dias em que tempo de cerimônia aumenta o pessoal já está com o espírito e o coração preparado para um evento maior.  O que a gente não pode fazer é ficar esticando.  A sociedade atual é mais objetiva.

Sr.Contessa, o senhor é nascido em Rio das Pedras?

Eu nasci em Mombuca.

O senhor conheceu Dona Emília?

Conheci! Dona Emília benzia o povo, fazia orações para os enfermos, a casa dela lotava, ela fez anexo a sua casa uma capela. Tinha os dias certos que ela atendia, tinha um padre que ia celebrar a missa na capela que ela construiu. Nós morávamos no sítio. Depois que eu casei passamos a ir à missa em Mombuca. Dona Emília fazia muita caridade, quando chegava o período de Natal. Dois filhos dela são médicos, um é mecânico.

 


Armelindo Contessa

 

 

O Padre Luiz Carlos que acumula décadas de ordenamento como padre, já percorreu inúmeras Igrejas e Capelas. Ele afirma que da Diocese as duas cidades de grande força religiosa são Santa Barbara d`Oeste e Capivari.

Padre Luiz Carlos, Nossa Senhora Aparecida parece que está sempre próxima ao senhor!

Essa colocação é muito boa e me deixa muito contente! Quando eu saí do Piracicamirim, da Igreja Nossa Senhora Aparecida, o Bispo disse-me: “Nossa Senhora Aparecida o persegue! Eu vou enviá-lo para a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida de Rio das Pedras!!”. Eu me lembro de que quando passei por Saltinho, fiz uma capela urbana de Nossa Senhora Aparecida! Quando passei por Rafard e Mombuca estava em construção em cada cidade uma capela Nossa Senhora Aparecida também! A minha devoção é Nossa Senhora Aparecida e São José. Eu convivi lá em Piracicaba com a Paróquia São José. Só tive um pároco, que foi o Juliani. Nessa época, as duas figuras religiosas mais conhecidas em Piracicaba foram o Monsenhor Juliani e o Monsenhor Jorge, este, apesar de ter o título de Monsenhor, foi sempre conhecido como “Padre Jorge”.

O senhor acredita que aos poucos os jovens vão descobrir a força espiritual da religiosidade, irão conduzir a própria vida, sem se deixarem serem manipulados pelos meios de comunicação tendenciosos, que buscam o dinheiro fácil vendendo ilusões?

 

Eu conheço, já por três a quatro décadas, casais, onde os homens tinham uma vida religiosa provida de constância e fé, suas esposas nem todas tinham essa mesma conduta. Hoje esses casais tem filhos, as esposas frequentam as missas, e o mais interessante e inovador, todos fazem questão de acompanhar pela rede social as falas diárias sobre o Evangelho, dos padres que entram na internet! E fazem questão de cada uma escolher um padre diferente. Com isso selecionam dois ou três padres que as fazem compreender melhor os sentidos das palavras do Evangelho no cotidiano! As sogras acompanham! A forma de tratamento, o carinho que elas têm pelas sogras, é um exemplo de amor filial.

Nas igrejas hoje tem bastante jovens. A nossa igreja tem casais novos, que vem com criança no colo! Algumas famílias vivenciaram em seu seio o problema do alcoolismo, Hoje quando se reúnem, realizam festas, mas o que se nota é a ausência de álcool.

O que nós estamos percebendo é que existem duas correntes de pensamento, o pessoal que ainda está na ilusão de viver o que já vimos no passado, o uso de drogas, o excesso do álcool, contrapondo com uma visão de vida saudável. Parece que a população, jovens, pessoas maduras, despertaram para uma vida que respeita a saúde do corpo. Basta ver o número de academias e a dimensão delas!

Padre Luiz Carlos complementa: “-Não fuma!”.

A ciência já provou que o cigarro provoca inúmeros malefícios, inclusive a perda da dentição: ou faz implante ou põe dentadura! Até ser proibida, a propaganda dos cigarros eram as mais elaboradas e bem feitas! A rede social. extirpou isso, dando ciência, a quem interessar, das consequências.

A minha tese, em função de ouvir inúmeros católicos não praticantes regularmente, mas que respeitam e frequentam a igreja, de forma esporádica. Eles dizem com convicção, que um dia vai ter que mudar, pois está tão ruim, que não tem como piorar mais. É um ciclo. “Ou pelo amor ou pela dor!”

 

 A todos que estão lendo, ouvindo, pedimos uma benção especial.

Quero agradecer a sua presença aqui, a todos que vão prestigiar essa entrevista, quero pedir que Deus, à você também, para todas as famílias que podem ver, que Deus abençoe, pela interseção de Nossa Senhora Aparecida, dando através do Espírito Santo, o discernimento para o caminho da fé, para o caminho da mudança, para o caminho de ser feliz e passar a felicidade para os outros, saber que a fé não é um peso, mas é um livramento. Que Deus abençoe para ter esse discernimento e caminhar junto da fé. Tem muitas formas hoje para a gente se esclarecer na fé. Que Deus abençoe para isso. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

 

 

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